Interoperabilidade entre Sistemas Operacionais

Caro Leitor,

Nesta edição abordamos um ponto muito importante na área de informática: a interoperabilidade entre Sistemas Operacionais distintos e aplicativos legados.

A informática é uma das áreas do conhecimento humano que mais cresce. Na verdade ela cresce a percentuais elevados e constantes desde que as válvulas foram usadas pela primeira vez em um computador. Este crescimento é ótimo para a indústria de informática em geral, sempre gerando novas oportunidades, novos mercados e novas tecnologias. O mercado consumidor de informática também se beneficia. A cada ano a tecnologia fica mais barata e mais acessível às empresas em geral, gerando ganhos de produtividade e lucros para as empresas.

O tempo de maturação de novas tecnologias na informática, no atual ciclo da evolução do homem, tende a ser muito curto. Desta maneira as empresas acabam obrigando-se a atualizar o seu parque instalado gerando custos altíssimos; o mais importante é que estas trocas nem sempre são acompanhadas por um ganho de produtividade. As atualizações são normalmente geradas por dois fatores: os computadores não rodam mais a última versão do Sistema Operacional ou necessitam de novos aplicativos pela incompatibilidade entre versões de arquivos. É este tipo de armadilha que o Diretor de Tecnologia tem que tomar cuidado. Até quando a atualização do parque instalado gerará ganhos para a empresa? Até quando devemos ficar amarrados a soluções e sistemas legados?

O Linux sempre foi o mais amigável dos Sistemas Operacionais. Se você não acredita, diga-nos qual é o sistema que "conversa" de igual para igual com o Windows, Macintosh, Mainframes e outros sistemas e protocolos? Esta é uma das forças do Linux e uma de suas missões: ser o mais amigável para ter fácil penetração em qualquer ramo da informática. Afinal, um sistema que está crescendo tem que abrir as suas portas para os sistemas dominantes. Enquanto isso, os que dominam trancam suas janelas (e, caro leitor, note que são as *suas janelas*, não as deles) para a compatibilidade entre computadores, Internet e num futuro próximo, eletrodomésticos conectados à rede. Bem, isto é uma outra história que podemos retomar no próximo mês.

A solução apresentada nesta edição permite que aplicativos legados que rodam em Windows possam ser executados por uma estação de trabalho Linux sem perda de performance, compatibilidade ou produtividade.

Agora o Linux abre mais um espaço para o seu avanço nas corporações, gerando eficiência, mantendo o parque instalado e ajudando na racionalização de custos. Tudo isso através de padrões abertos e liberdade de escolha. Só não me diga que alguém lhe obriga a ir no mesmo restaurante todos os dias...

Boas férias!

A Redação