Nesta edição trazemos como matéria de capa um assunto sempre controverso, o TCO (Custo Total de Propriedade). O TCO representa o valor gasto com um equipamento, levando em conta todos os custos envolvidos para mantê-lo operacional.
A cada dia aparecem estudos novos mostrando que o Linux possui um TCO menor que outros sistemas operacionais. Estes mesmos estudos são questionados pela concorrência mostrando resultados diferentes tomando-se por base outros dados. O fato é que não teremos, a curto prazo, um estudo inquestionável em relação a este tema. Mesmo que os dados apontem o Linux como vencedor, a concorrência usará todas as suas armas para dizer o contrário; admitir a derrota seria catastrófico para seus negócios. Desta maneira não acredito que estudos deste tipo serão os responsável pela adoção maciça do uso do Linux; com certeza ajudarão, mas de forma periférica.
A opção pela troca de plataforma envolve diversos fatores, sendo o custo um dos mais sensíveis. Tenho notado que tendo-se custos similares, soluções em software livre geralmente são as escolhidas. Softwares proprietários tendem a ser vendidos de forma pouco configurável, exigindo que o cliente adapta-se ao seu funcionamento em vez do contrário. Por outro lado as soluções implementadas em Linux adaptam-se facilmente nas diversas situações exigidas pelas das empresas, pois esta é a própria natureza do software livre.
Quando você for calcular o custo de uma nova solução, leve em conta também a interação com os sistemas legados instalados. Pela sua alta adaptabilidade, o Linux poderá interagir com o sistema antigo, gerando uma economia ainda maior no custo final.
Boa leitura,
Rodrigo Stulzer