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	<title>Empirical Empire &#187; Conectiva</title>
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		<title>Entrevista com o Aurelio no Tick Tack Podcast</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/08/15/entrevista-com-o-aurelio-no-tick-tack-podcast/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 21:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conectiva]]></category>
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		<description><![CDATA[E saiu o Tick Tack Podcast Beta 3. Desta vez fizemos uma entrevista super legal com o meu grande amigo Aurélio, o mago dos scripts, livros e programas (in)utilitários. Vá lá e confira!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>E saiu o <a href="http://ticktack.com.br/2008/08/15/episodio-beta-3/">Tick Tack Podcast Beta 3</a>. Desta vez fizemos uma entrevista super legal com o meu grande amigo <a href="http://aurelio.net">Aurélio</a>, o mago dos scripts, <a href="http://aurelio.net/livro/">livros</a> e programas (<a href="http://coisinha.com.br/miguxeitor/">in</a>)<a href="http://txt2tags.sourceforge.net/pt">u</a><a href="http://aurelio.net/moneylog">t</a><a href="http://funcoeszz.net/">i</a><a href="http://aurelio.net/css-sandbox">l</a><a href="http://aurelio.net/soft/adiumbook">i</a><a href="http://aurelio.net/soft/emomemory">t</a><a href="http://aurelio.net/canivete">á</a><a href="http://aurelio.net/cygwin">r</a><a href="http://aurelio.net/pyobjc">i</a><a href="http://aurelio.net/sokoban">o</a><a href="http://aurelio.net/sedsed">s</a>. Vá lá e confira!</p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/79/205837935_8eaa810450.jpg" /></p>
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		<title>As Capas Originais das Primeiras Edições da Revista do Linux</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/04/11/as-capas-originais-das-primeiras-edicoes-da-revista-do-linux/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 13:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conectiva]]></category>
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		<description><![CDATA[A Revista do Linux, editada pela Conectiva, foi a primeira revista especializada em Linux e Softwares de Código livre e aberto do Brasil; quem sabe até da América Latina. Ela teve o seu primeiro número publicado em dezembro de 1999 e encerrou suas atividades com o número 50, no ano de 2004. Foi muito interessante [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Revista do Linux, editada pela <a href="http://stulzer.net/blog/category/conectiva/">Conectiva</a>,  foi a primeira revista especializada em Linux e Softwares de Código livre e aberto do Brasil<a href="http://stulzer.net/blog/category/conectiva/"></a>; quem sabe até da América Latina. Ela teve o seu primeiro número publicado em dezembro de 1999 e encerrou suas atividades com o número 50, no ano de 2004.</p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3240/2405689734_d1044ff5d0.jpg" alt="Revista do Linux" width="379" height="464" /></p>
<p>Foi muito interessante criar uma revista do zero. Fizemos história na época. Mas a queda do mercado editorial <a href="http://br-linux.org/noticias/001854.html">forçou o seu cancelamento prematuro</a>.</p>
<p>Os primeiros 19 números da revista foram ilustradas pelo <a href="http://blender-head.com">Alex Lutkus</a>,  que por sinal também ilustrou o <a href="http://www.shellscript.com.br/">último livro do Aurélio</a>. Além disso ele teve até <a href="http://soho.nascom.nasa.gov/hotshots/2005_12_02/">ilustrações premiadas e usadas pela Nasa/ESA</a>!</p>
<p>O Alex acabou se tornando um grande amigo. Atualmente trocamos emails diariamente e falamos sobre inúmeros temas, desde desenho, <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros/">livros</a>, <a href="http://stulzer.net/blog/category/astronomia/">astronomia</a>, <a href="http://stulzer.net/blog/category/musica/">música</a>, <a href="http://stulzer.net/blog/category/quadrinhos/">histórias em quadrinhos</a> e tantas outras coisas mais. Até vou publicar aqui algumas das conversas que tivemos. Acho que você irá gostar! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Numa destas conversas resolvemos resgatar as capas originais das primeiras edições da Revista do Linux. Capas limpas, sem títulos, chamadas ou qualquer outra coisa. Somente as ilustrações do Alex, em alta definição. Elas são ótimas para quem conheceu as capas na época, revendo-as agora mais puras.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2407/2404742567_6dfaf22e6f.jpg" alt="Capas Originais Revista do Linux" width="500" height="203" /></p>
<p><span id="more-402"></span></p>
<p>Segue abaixo as capas originais, com links para arquivos com maior resolução:<br />
<strong>Revista do Linux 01:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo:</strong> Nesta edição lembro de um telefonema entre a gente, a respeito da capa da revista número 01. Você tinha feito o mouse com dois botões, e eu reclamei, dizendo que mouse de dois botões era de Windows; que o mouse do Linux/Unix tinha que ter três botões. Lembrando hoje isso é hilário <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Além disso impliquei até com o pontinho que você colocou no monitor, achando que era algum erro, e que no final você me disse, educadamente, que era &#8220;estilo&#8221; <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Alex:</strong> A história do &#8220;pontinho&#8221; me lembro muito bem e, quanto ao mouse bem&#8230; eu sempre usei o do Mac que tinha apenas um botão <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p></blockquote>
<p><strong> </strong><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405572424/sizes/l/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3023/2405572424_1615e8b9fe.jpg" alt="Revista do Linux 01" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 02:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo</strong>: Esta foi bem legal, mas ela me dá uma certa estranheza. Não sei se é por causa de todo o vazio que ela remete. Só tem uma cadeira, sem pessoa alguma. O piso aumenta mais ainda a sensação de vazio.</p>
<p><strong>Alex</strong>: Lembro que havia sido feito o pedido explícito por uma carteira/cadeira escolar e a minha principal (e preferida) proposta para essa capa na verdade era uma opção bem mais estilizada. Até hoje ainda acho essa proposta não publicada, graficamente muito mais forte, sintética e interessante mas, na época mesmo com a opinião favorável de várias pessoas daqui não houve quem convencesse o pessoal da RdL a aceitá-la.</p>
<p>Creio que por ser a segunda capa ainda não haviamos construído uma confiança e respeito mútuos e acabou ficando a opção mais realista. Talvez a estranheza que você comenta seja resultado dela não ter sido feita como, pelo menos eu, acreditava que deveria ser.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2404743207/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2170/2404743207_8f4de954be.jpg" alt="Revista do Linux 02" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 03:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo</strong>: Esta é muito tosca. Foi feita na correria ou a idéia foi esta mesma? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Alex</strong>: Concordo plenamente.</p>
<p>O contraste com as outras torna isso ainda mais evidente.</p>
<p>Não que os motivos justifiquem mas, sim, a correria e também a ausência de uma boa idéia, além na época da falta de alguns recursos digitais mais sofisticados levaram a esse resultado altamente questionável.</p>
<p>Tema por tema  (software livre)  na primeira edição  fiz uma ilustração muito melhor o que, agora recordo,  tornou mais difícil  tratar novamente o mesmo assunto de maneira original.</p>
<p>De qualquer maneira, é preciso ser honesto e não só reconhecer, mas aprender com os erros.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405572898/sizes/l/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3109/2405572898_25fc95901e.jpg" alt="" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 04:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo</strong>: Genial esta capa, apesar do conceito ser simples. esta falava dos<br />
bastidores do desenvolvimento do Conectiva Linux 5. E nada melhor do<br />
que alguém espiando, ainda mais por trás de um CD.</p>
<p><strong>Alex</strong>: O que mais me agrada nessa ilustração é a construção geométrica que criou um &#8220;grid&#8221; onde as formas dos elementos surgem do cruzamento e continuidade dos traços. Algo que, de forma mais ou menos explícita adotei como estilo .<br />
Uma mesma linha se prolonga desenhando várias áreas de acordo com sua interseção com outras.</p>
<p>Como se tratava do lançamento da versão 5.0, basta olhar com cuidado para perceber que todos os elementos na verdade nasceram a partir dos círculos centrais que representam um CD.</p>
<p>Cromaticamente essa imagem também me agrada bastante e está entre as que mais gosto.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2404743727/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2092/2404743727_66434b6749.jpg" alt="Revista do Linux 04" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 05:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo</strong>: Sempre me perguntei se você não tinha pensado na piadinha do elefante e da formiguinha quando fez esta capa&#8230; <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Alex</strong>: Sem qualquer dúvida. Como falava de &#8220;Grandes &amp; Pequenos&#8221; &#8230;</p>
<p>A simplicidade dos traços me agrada mas, essa é uma imagem que, mais do que qualquer outra dessa série, dependia muito de todos os outros elementos da capa como título, chamadas, etc. Olhando-a assim fica muito vazia &#8230; Algo que não ocorre com a capa 12 que, mesmo tendo igual predominância de branco, possui uma dinâmica totalmente diferente.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405573348/sizes/l"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2075/2405573348_05a8e9fbf3.jpg" alt="Revista do Linux 05" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 06:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex:</strong> Para ver que, mesmo tendo a sorte de trabalhar única e<br />
exatamente com aquilo de que mais gosto que é Ilustração e<br />
Design , nem tudo são rosas no dia-a-dia profissional.</p>
<p>Apesar de não me desagradar o resultado final e o  conceito<br />
adotado, a capa 06 me proporciona recordações extremamente<br />
desagradáveis por motivos bem diferentes.</p>
<p>O atraso no envio das matérias ( essenciais para que eu criasse<br />
todas as ilustrações da revista ) estava começando a se tornar um<br />
entrave e, no fim eu e o pessoal da produção gráfica é que acabávamos<br />
tendo que correr como loucos para fazer tudo dentro do prazo<br />
de fechamento.</p>
<p>Bem, nessa edição a demora estava se tornando extremamente<br />
preocupante, tanto que estive a beira de um ataque de stress, e realizei<br />
tudo sob a tortura de uma infernal dor de cabeça e indisposição<br />
estomacal que se prolongaram mais uma semana inteira e para<br />
além do término do trabalho.</p>
<p>Frescura? Não. Responsabilidade para com compromissos assumidos.</p>
<p>Algo que ninguém na RdL até hoje ficou sabendo e na verdade<br />
poucos sabem, é que por conta desse mal estar, tive que cancelar uma<br />
viagem à Escócia que iria fazer logo em seguida.</p>
<p>Será que vale a pena trabalhar desse jeito? Uma lição não sei até<br />
que ponto aprendida &#8230;</p>
<p>Bem, um dia alguém da Conectiva vai me pagar todas as doses de<br />
Glen Garioch, Royal Brackla e Laphroaigh 12 anos que deixei de<br />
tomar nas Highlands por conta disso!!!</p>
<p>De qualquer forma, Londres foi uma opção logo depois e as Beamish<br />
Stout, Foster&#8217;s e Strongbows nos Pub&#8217;s ao som de Beatles tiveram um<br />
muito sabor especial.</p>
<p>Uma boa viagem tudo cura &#8230;</p>
<p><strong>Rodrigo:</strong> É, acho que os problemas estomacais e a dor de cabeça acabaram influenciando no resultado final. Realmente esta é a pior capa de todas. Até parece que dá para ver que ela estava sem inspiração. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Alex</strong>: Ainda acho a Capa 03 pior do que essa <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
Internamente esse conceito dos &#8220;brinquedos&#8221; possibilitou<br />
até umas ilustrações bacanas (apesar do episódio da dor de cabeça)<br />
tais como um Mouse com Rodinhas que parecia um Carro e um Jogo de Ligue os Pontos que formava um Pinguim com uns Crayons bem<br />
realistas.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2404744049/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2353/2404744049_c53ab18f2d.jpg" alt="Revista do Linux 06" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 07:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex:</strong> A capa 07 é uma das que lembro bem da ocasião em que foi<br />
feita por vários motivos.</p>
<p>O conceito não sei bem de onde surgiu pois as vezes o processo<br />
de criação era coletivo, mas recordo bem que o pedido era por<br />
uma capa &#8220;forte&#8221; e o pessoal da redação achou no final que essa<br />
imagem havia satisfeito seus desejos.</p>
<p>Outra coisa que me marcou durante sua confecção foi que, como<br />
havia se tornado muito mais habitual do que eu gostaria, novamente<br />
os textos foram entregues a mim pela redação em cima do prazo de<br />
fechamento da edição e era preciso correr muito não só para ter uma<br />
boa idéia bem  como evidentemente entregá-la a tempo.</p>
<p>Considerando-se que haviam muitas ilustrações internas na mesma<br />
situação isso não era das tarefas mais agradáveis e, as longas horas<br />
madrugada a dentro para a realização dessa capa, inevitavelmente me<br />
vem a memória sempre que a vejo &#8230;</p>
<p>Felizmente como um todo, o resultado realista e a composição me<br />
agradam até mais do que o conceito própriamente dito.</p>
<p><strong>Rodrigo:</strong> E não é só o software livre que vive de reutilização de código. Essa capa me lembra uma outra ilustração sua que tem o coldre e a cartucheira. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405573814/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2069/2405573814_45eda375a0.jpg" alt="" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 08:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo</strong>: Achei esta a capa mais bonita de toda a coleção. Ela é forte e intrigante. Nos faz pensar, independente do tema.</p>
<p><strong>Alex</strong>: Quanto a capa 08 também é a minha predileta entre as que fiz para a RdL. Na verdade esse é um trabalho que está sempre entre as ilustrações que seleciono para o portifólio, como pode ser comprovado <a href="http://www.desenholivre.com.br/painel/painel15.asp">neste link</a>.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2404744675/sizes/l/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3072/2404744675_92919c86e7.jpg" alt="Revista do Linux 08" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 09:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: Quase não havia alternativa para a idéia sobre o tema da capa<br />
da edição 09. O mais divertido foi, utilizando elementos de informática, desenvolver os grafismos simulando os de uma cédula. Eu já havia feito algo semelhante alguns anos antes sobre o tema &#8220;inflação&#8221; para a Editora Azul, só que com técnicas tradicionais tais como tinta acrílica, tira linhas, pincel e aerógrafo.</p>
<p>Nessa capa da RdL, já contando com a Computação Gráfica, a experiência foi bem mais interessante pela facilidade em criar texturas, aplicar o lettering,  etc. por meio desses recursos.</p>
<p>Um detalhe é o minúsculo texto na nota onde se lê : Torvalds Seja Louvado. Na ilustração interna da matéria criei várias moedas bem realistas usando evidentemente elementos de inspiração digital e &#8220;valores&#8221; tais como &#8220;1Mega&#8221; <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Foi divertido.</p>
<p><strong>Rodrigo</strong>: A da louvação à Torvalds eu não me lembrava mais. Show! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405574432/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2099/2405574432_515a562b1d.jpg" alt="Revista do Linux 09" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 10:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: Dessa ilustração também gosto muito.</p>
<p>Feita por meio de uma combinação de imagens geradas em 3D e outras<br />
bidimensionais, considero o resultado bem realista, a composição dinâmica e principalmente o conceito dos &#8220;Arquivos Digitais&#8221; tão explícito que dispensaria até ter tido um título.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405574628/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2001/2405574628_02068dfdd0.jpg" alt="Revista do Linux 10" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 11:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: Sem saber exatamente &#8220;o que&#8221;,  essa capa me agrada bastante.</p>
<p>Talvez a construção bem geométrica, a simulação do 3D por meio exclusivo de gradações de cor e simulações de luz e sombra.</p>
<p>Os vários conjuntos radiais de pontas no fundo e os icones capturados de uma tela Linux sobre o fundo prêto combinaram-se de maneira que considero enxuta e sofisticada. Na verdade perdi a conta de quantas outras opções experimentei (todas com engrenagens) até me decidir a apresentar essa.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405574832/sizes/l/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3283/2405574832_b1afd692b7.jpg" alt="Revista do Linux 11" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 12:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: A idéia para essa capa que comemorava o aniversário de 01 ano da RdL me veio a mente quase de imediato e acabei mantendo-a como opção final. Associar a primeira revista Brasileira sobre o assunto com o maior esporte nacional e a comemoração de um gol foi praticamente natural. Gostei muito de cuidar de detalhes como o pattern com pequenos computadores aplicado na camisa, a sola da chuteira bem como principalmente do movimento do pinguim.</p>
<p>Conforme observei anteriormente, apesar de todo o branco, essa é uma imagem onde outros elementos como título e textos de chamada não fazem falta. A abertura dessa matéria foi uma página dupla com um time inteiro de pinguins! Creio que hoje não teria mais paciência para uma ilustração com tantos elementos.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405575070/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2273/2405575070_621541eba4.jpg" alt="Revista do Linux 12" width="357" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 13:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo:</strong> Esta é uma das capas mais bem resolvidas. Ela falava do kernel, e o Alex escolheu um coração para representá-lo. Na época até cogitamos em trocar o coração por um cérebro, mas iria perder o charme. Nas artérias correm códigos reais do kernel, que passamos para ele insulflar as suas veias digitais.</p>
<p><strong>Alex:</strong> Essa é outra das que mais gosto. Independentemente do processo criativo que levou a optar por esse conceito para traduzir o tema da capa dessa edição, chegar a um resultado anatomicamente realista e ao mesmo tempo de aspecto &#8220;tecnológico&#8221; foi um grande desafio.</p>
<p>Na época o Marco, que fazia a direção de arte da revista, foi bastante refratário a essa idéia justamente por achar que o primeiro aspecto era<br />
predominante!</p>
<p>No entanto, alguns anos depois, me confessou ter tornado-se essa  uma<br />
das ilustrações que ele mais gostava.</p>
<p><strong>Rodrigo:</strong> Haha, e do que o Marco não era contra? Ainda tenho até hoje as forminhas de gelo de pinguim que ele me mandou <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Alex:</strong> Interessante é notar que o processo criativo muitas vezes continua ocorrendo e forma inconsciênte bem depois de finalizada e publicada uma idéia. rova disso é que passado um bom tempo, de repente me veio a mente uma solução que poderia ter equilibrado melhor os dois componentes dessa imagem e que seria ter simulado um interior translúcio para o coração dentro do qual se poderia ver sutilmente um CD ou HD &#8230;</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2404745925/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2218/2404745925_6085f40076.jpg" alt="Revista do Linux 13" width="376" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 14:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo:</strong> Essa é cômica e elegante ao mesmo tempo. Uma mistura de aventureiro e investigador, tentando desvendar os segredos do <em>/etc</em>.</p>
<p><strong>Alex:</strong> Sua memória a respeito dos temas de cada capa é bem melhor do que a minha!</p>
<p>Um dos desafios era tentar fazer uso de diferentes estilos para que<br />
elas não ficassem muito parecidas. Principalmente relativas a edição<br />
imediatamente anterior.</p>
<p>Em uma abordagem totalmente oposta ao realismo da capa da edição<br />
13 e, beneficiado pelo tema, adotei a linguagem do cartoon e exagero<br />
extremos, fazendo uso de uma característica de muitas de minhas ilustrações nesse estilo que é buscar similaridades geométricas nos diferentes elementos que as compõem. Nesse caso as formas arredondadas onde, muito sutilmente, o círculo branco buscava sugerir uma &#8220;lente&#8221; reforçando o conceito da &#8220;busca&#8221;.</p>
<p><em>Note que o mouse pendurado no bolso, corretamente, em se tratando de Linux, em os 03 botões ! Eu porém continuo fiel aos Mac&#8217;s cujo mouse, faz tempo, já não tem botão nenhum <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </em></p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405575578/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2113/2405575578_c12eba7f9c.jpg" alt="Revista do Linux 14" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 15:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: O trocadilho de Quebrar as Janelas (Windows) foi o mote para essa imagem. O que mais gostei foi ter usado um pinguim da espécie Imperador como modelo e a quantidade de pequeninos detalhes tais como as penas, suaves transições de cor, luz e sombra e até duas minúsculas gôtas de saliva, dando-lhe um aspecto de uma ilustração feita com técnicas tradicionais tais como aerografia e pincel (as quais na verdade foram as que mais usei durante muitos anos antes da computação gráfica).</p>
<p><strong>Rodrigo</strong>: É, este foi o pinguim mais realista que você fez na revista. Gosto dele nesta capa.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2404746349/sizes/l/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3128/2404746349_4efc0b1b41.jpg" alt="Revista do Linux 15" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 16:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: Essa é outra das capas de que não gosto e na verdade não lembro bem qual o tema que a originou.</p>
<p>Na época eu não tinha muitas ferramentas para modelagens digitais orgânicas e o Pinguim, apesar de representar um brinquedo, acabou ficando muito &#8220;duro&#8221;. O ponto que considero positivo é a sutil alusão feita à Bandeira do Brasil por meio do computador verde e o losango formado pelo seu interior amarelo.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405576044/sizes/m/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2071/2405576044_96e5c12653.jpg" alt="Revista do Linux 16" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 17:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: Mais uma das capas &#8220;fortes&#8221; solicitadas pelo pessoal da RdL onde aparentemente a &#8220;força&#8221; ficou associada a munição mostrada na Capa 07.</p>
<p>Técnicamente falando, com exceção da &#8220;bala&#8221;, nada nessa imagem foi feito com recursos de programas 3D. Foi uma perspectiva construída a moda antiga. Enfim, em tempos tão violentos, não sei se hoje eu concordaria com uma capa como essa&#8230;</p>
<p><strong>Rodrigo</strong>: E aí aparece o pinguinzinho de novo. Ele apareceu em várias capas <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405576226/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2253/2405576226_10e6c34668.jpg" alt="Revista do Linux 17" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 18:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Alex</strong>: Creio que eu já estava meio no clima de &#8220;fim-de-festa&#8221; sabendo (ou prevendo) que essa seria uma das últimas capas e, mesmo não querendo e não devendo deixar que isso comprometesse o resultado do trabalho, me parece que inconscientemente não consegui evitar.</p>
<p>Mesmo assim o pinguim em primeiro plano está bem caprichado e, a ilustração da  página de abertura com ele fazendo malabarismo com esferas coloridas, na minha opinião, ficou bem bacana e é até hoje uma imagem da qual gosto bastante. Não me recordo porque não foi ela a imagem da capa &#8230;</p>
<p>Voltando a esta, sempre que olho a sombra gigante do pinguim  me lembro do deus Órus da mitologia egípcia <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2404746821/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2070/2404746821_23cc0d5851.jpg" alt="Revista do Linux 18" width="375" height="500" /></a></p>
<p><strong>Revista do Linux 19:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Rodrigo</strong>: Esta me pareceu um adeus mesmo. Intencional?</p>
<p><strong>Alex</strong>: O período em que fiz ilustrações para a RdL, não só as capas mas todas as ilustrações internas de cada edição, foi muito agradável e, pela predominante liberdade de criação entre outras coisas, uma das melhores publicações para a quais já desenvolvi trabalhos. Sem qualquer dúvida foi muito chato saber que essa parceria estava findando. Não tenho dúvidas de que esse sentimento transpareceu não só nessa minha capa, mas talvez em todas as imagens internas.</p>
<p>Sobraram ótimas recordações, várias imagens que provavelmente irei para sempre colocar em qualquer conjunto de meus trabalhos e, acima de tudo a retomada, não me lembro exatamente quando nem porque, do contato com o Rodrigo que, feito de maneira esporádica a partir da descoberta do interesse mútuo nos mais inusitados vários assuntos (os quais podem sem qualquer nítida interrupção passar de paleontologia para Bjork e continuar rumo ao mais inusitado dos temas) evoluiu felizmente para uma de minhas maiores amizades. Só isso já bastaria para ter feito a participação nessas 19 edições ter valido a pena!</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/2405576732/sizes/l/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2184/2405576732_b73e28d92b.jpg" alt="Revista do Linux 19" width="375" height="500" /></a></p>
<p>Para ver os artigos, acesse a página do Augusto Campos, que possui todo o <a href="http://augustocampos.net/revista-do-linux/">conteúdo original da Revista do Linux até o número 44</a>. Veja também os <a href="http://stulzer.net/artigos/">editoriais que escrevi para cada número da revista</a>.</p>
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		<title>Conectiva Subindo aos Céus Pela Primeira Vez</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/04/02/conectiva-subindo-aos-ceus-pela-primeira-vez/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 01:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes mesmo da Conectiva fazer sucesso com a primeira versão nacional do Linux, ela já tinha subido aos céus pelas minhas próprias mãos. Por volta de 1996, quando comprei o meu primeiro parapente, achei que seria interessante fazer uma propaganda da empresa no meu equipamento. Meses depois, com a  aprovação de meus outros sócios, eu [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Antes mesmo da <a href="http://stulzer.net/blog/category/conectiva/">Conectiva</a> fazer sucesso com a primeira versão nacional do Linux, ela já tinha subido aos céus pelas minhas próprias mãos. Por volta de 1996, quando comprei o meu primeiro <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/24/os-esportes-radicais-e-eu-uma-paixao-insana/">parapente,</a> achei que seria interessante fazer uma propaganda da empresa no meu equipamento.</p>
<p>Meses depois, com a  aprovação de meus outros sócios, eu enviei a vela para o Rio de Janeiro para a aplicação da logomarca da empresa.<span id="more-399"></span></p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3206/2384255402_9573067d35_o.jpg" alt="Parapente Conectiva em Jaraguá do Sul - SC" /></p>
<p>Voei com esta vela por pelo menos um ano e meio e depois troquei-a por um parapente avançado. Acabei vendendo a vela para outro amigo do vôo. Como ele não tinha nada a ver com a empresa acabou retirando o adesivo. Mesmo assim, anos depois, ainda dava para ver a marca branca deixada pelo adesivo.</p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3037/2383424147_a6e85ca758_o.jpg" alt="Parapente Conectiva em Jaraguá do Sul" height="1068" width="535" /></p>
<p>Este logo foi eu mesmo que criei, com uma fonte qualquer. Ele tinha uma esfera com um &#8220;C&#8221; escavado, que acabei criando sem querer no photoshop. No post sobre o <a href="http://stulzer.net/blog/2008/03/20/os-primordios-do-conectiva-linux/">ínicio do Conectiva Linux</a> dá para ver a bolinha na caixa da primeira versão do sistema.</p>
<p>Falando nisso o nome Conectiva foi invenção minha também. Votado como a melhor opção numa das primeiras reuniões da empresa. Mas isso é história para um outro post. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Dia de Churrasco na Conectiva</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/03/26/dia-de-churrasco-na-conectiva/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 14:34:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma foto com boas lembranças de um almoço entre amigos que, por sinal, eram funcionários da Conectiva. Foi em 10/12/1999, logo após os investimentos de capital de risco na empresa, antes da nova sede, antes dos 300 funcionários, antes da bolha da Internet, antes de eu virar vegetariano, antes de muitas coisas&#8230;  Da esquerda para a direita: [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma foto com boas lembranças de um almoço entre amigos que, por sinal, eram funcionários da <a href="http://stulzer.wordpress.com/category/conectiva">Conectiva</a>. Foi em 10/12/1999, logo após os investimentos de capital de risco na empresa, antes da nova sede, antes dos 300 funcionários, antes da bolha da Internet, antes de eu <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/31/como-virei-vegetariano/">virar vegetariano</a>, antes de muitas coisas&#8230; <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> <img src="http://farm3.static.flickr.com/2263/2363318371_46747d9680.jpg" onmouseout="undefined" onmouseover="undefined" title="undefined" height="375" width="500" alt="Amigos da Conectiva na Churrascaria" /> Da esquerda para a direita: eu, <a href="http://marciom.blogspot.com/">Marcio Macedo</a>, Ricardo, <a href="http://ruda.livejournal.com/">Rudá</a> e <a href="http://aurelio.wordpress.com/">Aurélio</a>. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Primórdios do Conectiva Linux</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/03/20/os-primordios-do-conectiva-linux/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 19:55:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conectiva]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O post anterior, sobre Stallman e meu cachorro, teve um grande sucesso entre os leitores. Então resolvi resgatar esta história que contei para a revista ComCiência, em junho de 2004. Note que algumas coisas estão datadas para a época em que o artigo foi originalmente publicado&#8230; Os Primórdios do Conectiva Linux A Conectiva teve quase [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O post anterior, sobre <a href="http://stulzer.net/blog/2008/03/18/a-terrivel-semana-que-richard-stallman-ficou-na-minha-casa/">Stallman e meu cachorro</a>, teve um grande sucesso entre os leitores. Então resolvi resgatar esta história que contei para a <a href="http://www.comciencia.br/200406/reportagens/18.shtml">revista ComCiência, em junho de 2004</a>. Note que algumas coisas estão datadas para a época em que o artigo foi originalmente publicado&#8230;<strong> </strong></p>
<p><strong>Os Primórdios do Conectiva Linux</strong></p>
<p>A Conectiva teve quase 10 anos de estrada [antes de ser vendida para a Mandrake] e mais de 16 distribuições lançadas no mercado nacional e internacional. Fundada em 28 de agosto de 1995, a empresa se dedicava a desenvolver e comercializar o Linux, tendo um reconhecimento mundial pela sua competência técnica. De fato a Conectiva é parte da história do Linux no Brasil e no mundo.<span id="more-394"></span>O contexto da época da fundação da empresa era o início da Internet comercial no Brasil. Milhares de pessoas queriam acessar a famosa rede mundial de computadores, mas ainda não existia infra-estrutura de provedores de acesso. As empresas que proviam acesso eram poucas, cobravam caro e a maioria das soluções eram proprietárias. E foi exatamente nesse mercado que começamos a atuar, instalando e configurando provedores; primeiro regionalmente e em seguida pelo Brasil afora. É assim que começa a história da Conectiva Linux.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2319/2347892495_ebf2f24708_o.jpg" alt="Antiga Sede da Conectiva no Parolin - Curitiba" title="Antiga Sede da Conectiva no Parolin - Curitiba" height="150" width="200" /></p>
<p>Em 1996, o negócio de montar provedores de acesso para terceiros estava indo muito bem. Tínhamos clientes por diversas partes do Brasil e os discos rígidos contendo o Linux instalado e configurado eram enviados para todos os lugares.Já nos primeiros meses que estávamos instalando servidores, o Arnaldo [Carvalho de Melo, sócio da Conectiva] falava em termos a nossa própria distribuição. A motivação principal era economizar tempo em instalar e configurar um provedor de acesso. Da maneira que estávamos fazendo demorava muito tempo, pois tínhamos que personalizar o sistema todas as vezes que o instalávamos. As distribuições que utilizávamos (primeiro a Slackware e depois a Red Hat), não nos atendiam plenamente. O problema é que diversos recursos adicionais que precisávamos não estavam incorporados ao sistema e tudo era feito &#8220;na mão&#8221;, todas as vezes que um novo provedor precisava ser instalado. O Arnaldo começou a manter um repositório de pacotes e dessa maneira a tarefa de instalar um novo sistema começou a ficar mais fácil.</p>
<p>A idéia de fazermos a nossa própria distribuição evoluiu. Uma noite tivemos a nossa reunião semanal na sede da Conectiva e nos foi apresentado um orçamento para a confecção de mil CDs, com manual e embalagem. Discutimos por algum tempo vendo se o investimento seria recompensado. Vender mil cópias de um sistema operacional totalmente desconhecido, em 1997, não seria um trabalho fácil. Foi quando alguém chegou à brilhante conclusão que se vendêssemos 200 cópias os custos seriam cobertos. Não demorou nem cinco minutos para chegarmos ao consenso de que 200 cópias seria um objetivo fácil de se alcançar.</p>
<p>Baseamos nossa primeira distribuição na americana Red Hat. O sistema de gerenciamento de pacotes era muito bom. Economizávamos um tempo considerável ao instalar um novo provedor ou desenvolver soluções customizadas gerais para os primeiros clientes fora do eixo de provedores de acesso.</p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3126/2348723570_e141b5255c_o.jpg" alt="Conectiva Red Hat Linux Parolin 1.0" title="Conectiva Red Hat Linux Parolin 1.0" height="480" width="354" /></p>
<p>Como o sistema era livre, pegamos todos os [códigos] fontes da Red Hat e começamos a adaptá-los para as nossas necessidades. Em seguida internacionalizamos os pacotes de instalação e incluímos suporte às placas de rede mais utilizadas no Brasil. Incluímos a versão do KDE [uma das interfaces gráficas do Linux] no sistema e tínhamos um Linux adaptado ao nosso país.</p>
<p>Para dar uma força maior na distribuição nos aliamos à Red Hat, que já era muito conhecida na época. Entramos em contato com eles e fechamos um acordo de utilização do nome Red Hat como parte do nosso produto. Em setembro de 1997 lançamos o Conectiva Red Hat Linux, codinome Parolin (CRHL).</p>
<p>O Parolin era o nome do bairro em que a sede da Conectiva estava naquele momento. Uma casa confortável em que, de vez em quando, vacas e cavalos passavam com seus donos na mão. A área não era rural, mas ainda conseguimos ter por um tempo essa visão que só uma cidade do interior poderia nos proporcionar, a menos de 10 minutos do centro de Curitiba.</p>
<p>A sede do Parolin foi um grande avanço para a empresa. Até esse momento, somente os sócios fundadores trabalhavam executando serviços técnicos. A única pessoa de fora era uma secretária, que hoje é casada com Rik Van Riel, um dos kernel hackers responsáveis pela área de memória do kernel Linux.</p>
<p>A partir do Parolin começamos a contratar alguns funcionários e estagiários para ajudar a montar provedores e dar suporte para toda a malha de servidores Linux instalados. Nessa época a internet já era usada extensivamente na Conectiva. Por ela recebíamos pedidos de suporte de clientes, trocávamos informações entre todos na empresa e até já nos enviavam currículos via email.</p>
<p>Em um determinado dia foi recebido um currículo de um rapaz de 14 anos que trabalhava no primeiro provedor de acesso de Curitiba. Ele atendia pelo apelido de Dumped e dizia estar interessando em trabalhar na Conectiva. O menino acabou sendo contratado; seu nome era Marcelo Tosatti e hoje ele é o mantenedor da série estável do kernel Linux.</p>
<p>A primeira sede da empresa tinha como endereço a casa dos pais de um dos sócios e o fax ficava em outro endereço, mais precisamente no meu quarto. A próxima sede era uma sala com não mais que 30 metros quadrados perto do centro de Curitiba.</p>
<p>As vendas do CRHL começaram pequenas, mas constantes. A política era simples. Vendia-se direto para o usuário final e para receber preço de revenda era necessário comprar 10 unidades. Foi feito também um comércio eletrônico via internet e, a cada pedido processado, um email era enviado para os sócios da empresa. A cada email de venda recebido a alegria era total, pois não eram muitas pessoas que conheciam o Linux naquele tempo.</p>
<p>No início da empresa uma política de trabalhar junto com universidades e outras instituições de ensino foi implementada. Para receber uma caixa sem nenhum custo a universidade só precisava mandar um ofício assinado pelo responsável da área de informática. Em poucos dias ele teria a sua cópia do CRHL. Isso ajudou a proliferar o Linux no meio acadêmico, junto com outras iniciativas individuais de vários estudantes que já conheciam o sistema.</p>
<p>As vendas da primeira versão do Linux da Conectiva tiveram uma virada espetacular quando a análise do produto saiu na revista Info Exame. Foi uma página inteira dedicada ao produto, com um desenho do Tux, símbolo do Linux, na parte central. A partir daquele momento as vendas cresceram rapidamente e a tiragem de mil exemplares se esgotou.</p>
<p>A decisão tinha que ser tomada, e as opções eram reimprimir o Parolin ou fazer uma nova versão do nosso sistema. A Fenasoft de 1998 estava chegando e achamos que seria melhor ter um sistema atualizado do que reimprimir a versão do Parolin. Foi assim que foi lançada a segunda versão de nossa distribuição, o Conectiva Red Hat Linux, versão Marumbi.</p>
<p>O nome Marumbi foi dado pelo Arnaldo. Marumbi é um conjunto de montanhas na Serra do Mar, perto de Curitiba. Alguns meses antes de dar-se início ao desenvolvimento da nova versão havíamos escalado o Marumbi. Provavelmente foi isso que o inspirou a dar o nome da versão.O estande da Conectiva na Fenasoft de 1998 era muito pequeno, mas não deixava nada a desejar em relação a qualquer outro grande expositor. O espaço estava sempre cheio de curiosos e simpatizantes do Linux, querendo saber mais sobre o sistema e comprando a nova versão. Naquela época recebi um email de um colega de São Paulo. Ele dizia que &#8220;havíamos descoberto uma mina de ouro ou estávamos enganando muita gente&#8221;, tamanho era o interesse das pessoas e a lotação do estande, que era minúsculo.</p>
<p>A partir da terceira versão, o nome Red Hat foi deixado de lado e o sistema passou a ser conhecido somente como Conectiva Linux, agora na sua versão Guarani. Com um manual de mais de 800 páginas e diversos recursos melhorados, o Guarani foi, na época, a versão em que mais foram gastas horas de desenvolvimento do sistema. Nessa época, o time de desenvolvimento já estava bem entrosado e cuidava somente do desenvolvimento da distribuição, não se envolvendo mais com atendimentos para os provedores de acesso.</p>
<p>Até essa época todas as versões eram acompanhadas de seus respectivos codinomes (Parolin, Marumbi, Guarani). Notou-se que isso retirava a identidade do produto, pois o sistema estava sendo chamado de diversos nomes e o mais importante (Conectiva Linux) nem sempre era a primeira coisa que o usuário lembrava. Por causa disso a quarta versão do sistema, apesar de ter um nome interno, Ipanema, foi lançado no mercado somente com Conectiva Linux 4.0.Essa confusão de nomes ficou explícita com o Guarani. O seu nome oficial era Conectiva Linux 3.0 Guarani. Em listas de discussão chegou-se a ver diversos disparates. Chamavam o sistema de Linux Guarani, Red Hat Guarani e Guarani. O nome que realmente importava (Conectiva) não era mencionado pela totalidade das pessoas. Ora, se o nome de uma empresa não é lembrado, o que será do seu futuro? Foi essa a principal razão para abandonarmos os codinomes e adotarmos somente os números. A Conectiva não estava inovando, mas sim usando uma prática de mercado, já consagrada por diversas empresas, nomeando o produto de uma maneira que o consumidor ajudasse a também fazer a propaganda do mesmo.</p>
<p><strong>Programação visual</strong></p>
<p>A programação visual do Conectiva Linux 4.0 é uma história à parte. A agência de publicidade que atendia a Conectiva havia feito duas ou três propostas para a caixa do produto; nenhuma estava do nosso agrado. Precisávamos de alguma coisa mais forte, de mais identidade com o cliente e a empresa. O problema era que os prazos (sempre os prazos) estavam apertados e não havia mais tempo para escolher. Numa manhã chegou o novo estudo da caixa. Era uma proposta em que a caixa era toda negra, com inscrições em binário e detalhes em prata. Olhamos por vários minutos, discutimos um pouco e acabamos concordando que, apesar de não ser a ideal, aquela proposta poderia nos atender.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2177/2348743694_6b60eefa1a_o.jpg" alt="Conectiva Linux 4.0" title="Conectiva Linux 4.0" height="480" width="377" /></p>
<p>O design da caixa foi muito elogiado pelos usuários. Ela era toda preta e tinha o número da versão apresentada sob a forma de notação binária. Até hoje se ouve pessoas falando dele e de que esta havia sido a melhor versão desenvolvida pela Conectiva. É interessante, pois não houve mudanças tão significativas no produto. O perfil típico da pessoa que comprava o Conectiva Linux na época ainda era o de aficionados por informática e tecnologia. A caixa, totalmente preta e com seu número de versão escrito em binário acabou criando uma aura especial e de mistério. O ano era 1999, e o filme Matrix estourava nas bilheterias do mundo inteiro.</p>
<p>Depois vieram as versões 5 (fevereiro de 2000), 6 (novembro de 2000), 7 (julho de 2001), 8 (abril de 2002) e 9 (abril de 2004), mas essa é uma história para contarmos em um próximo capítulo.E se você achou esta história interessante e gostaria de saber mais, escreva nos comentários!! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<item>
		<title>A Terrível Semana em que Richard Stallman Ficou na Minha Casa</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/03/18/a-terrivel-semana-que-richard-stallman-ficou-na-minha-casa/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 01:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conectiva]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja Também:Os Primórdios do Conectiva Linux Esta é uma história que a maioria dos colegas da época da Conectiva conhecem, mas como é uma que sempre volta à tona, resolvi compartilhar aqui no blog. No ano de 2.000, no auge da bolha da Internet a Conectiva estava bombando. Tínhamos recebido um bom investimento e a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Veja Também:</strong><a href="http://stulzer.net/blog/2008/03/20/os-primordios-do-conectiva-linux/">Os Primórdios do Conectiva Linux</a></p>
<p>Esta é uma história que a maioria dos colegas da época da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Conectiva">Conectiva</a> conhecem, mas como é uma que sempre volta à tona, resolvi compartilhar aqui no blog.</p>
<p>No ano de 2.000, no auge da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dot-com_bubble">bolha da Internet</a> a Conectiva estava bombando. Tínhamos recebido um bom investimento e a ordem era conquistar território, rápido! Nesta época o software livre estava se expandindo e a idéia era contribuir para a máxima exposição possível, para que mais pessoas conhecessem o sistema.</p>
<p>Quando resolvemos fazer um fórum de software livre aqui em Curitiba, a primeira pessoa que me veio à cabeça para convidar foi o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Stallman">Richard Stallman</a>. Não existia outra opção melhor. Quem mais além do criador do Free Software e da licença que tornaria vários e vários softwares livres para serem distribuídos, copiados e melhorados ao longo do tempo?Enviei um email ao Stallman explicando como seria o evento, quem eu era, e dizendo que gostaria da presença dele, sendo o palestrante principal. Trocamos<span id="more-393"></span> vários emails, até que descobri que ele usava <em>canned messages</em> para conversar comigo. <em>Canned messages</em> são textos pré-prontos (enlatados) que a pessoa usa para responder perguntas freqüentes. Nada contra elas, eu até tenho uma ou outra, mas nunca para uma conversa mais particular.</p>
<p>Então acabou chegando o grande dia. Fomos em comitiva buscar Mr. Stallman no aeroporto e depois jantamos em uma churrascaria. Depois trouxe ele para a minha casa.Havia combinado com o Stallman que ele iria ficar na minha casa, pois não gostava de hotéis e preferia conviver diretamente com as pessoas. Me senti honrado, afinal, o cara era o pai do software livre!</p>
<p>Chegamos em casa e o primeiro problema. Tenho dois cachorros grandes, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Golden_Retriever">goldens retrievers</a>, e falei isso para ele. Os nossos cães sempre ficam dentro de casa quando estamos por lá, mas Mr. Stallman disse enfaticamente que não suportava cachorros. Ok, ele era O cara. Cachorros para fora, durante uma semana.</p>
<p>Nesta semana virei a babá do Stallman. Levei-o a todos os lugares em Curitiba mas ele nunca foi muito polido com as pessoas. No final de semana programamos um passeio à Serra do Mar, de trem, com vários funcionários da empresa, parando para almoçar em Morretes, um cidade tradicional e antiga, perto de Curitiba. No meio do almoço, quando alguém estava tentando conversar com Stallman, ele simplesmente disse que teria que trabalhar um pouco e abriu o notebook na frente de todo mundo, começando a digitar como se ninguém estivesse presente. Todos acharam estranho, mas o respeitaram.</p>
<p>Voltamos de Morretes e chegamos em casa ao final da tarde. Quando estacionei na frente de casa vi a cortina da sala se mexendo. Olhei de novo e lá estava um dos meus cães, olhando para fora com o rabo abanando. Ixi, tínhamos deixado a porta lateral aberta. O que será que eles poderiam ter feito dentro de casa? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Corri para dentro e comecei a vasculhar os cômodos. Nada de diferente. Então relaxei e foi até a cozinha. Daqui a pouco escutei um &#8220;OOh Shit!&#8221; e corri até o quarto onde estava um Stallman espantando segurando o que havia sobrado de um travesseiro elétrico que ele usava para esquentar os pés. O meu cachorro havia comido o travesseiro dele, remexido nas suas roupas e destroçado umas duas cuecas. Os cães haviam se vingado. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Coitado do Bummer, passou uma semana com problemas estomacais. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3049/2345604025_969c1ace4a.jpg" alt="Bumer, o destroçador de cuecas livres" title="Bumer, o destroçador de cuecas livres" height="365" width="487" /></p>
<p>No dia do evento Stallman trocou a camisa e me pediu algum balde. Ufa, pensei, finalmente ele vai tomar um banho!! Ele já estava na minha casa havia cinco dias e até aquele momento não tinha tomado nenhum banho. Levei um balde para ele e a única coisa que fez foi lavar os cabelos dentro dele!</p>
<p>Seguimos para a palestra e ele cumpriu o papel de forma exemplar. Contou sua história, como tudo começou, deu suas opiniões, e foi ovacionado pelo público. No final da palestra várias pessoas queriam o seu autógrafo. Ele então começou a exigir doações em forma de dinheiro para a <a href="http://www.fsf.org/">Free Software Foundation</a> para dar os autógrafos. É claro que isso pegou muito mal para ele.</p>
<p>No dia seguinte levei-o até o aeroporto e ele foi embora, deixando uma péssima impressão na maioria das pessoas da empresa.</p>
<p>Sei que o Stallman é (ou foi) O CARA, que começou um movimento que culminou com um conceito diferente de desenvolvimento de softwares, etc, etc, etc. Mas, na minha humilde opinião, nada justifica as suas atitudes antipáticas nos poucos dias em que esteve aqui. Já foi tarde Stallman, foi isso que ouvi de muitas pessoas. Uma pena, mas algo que ele mesmo chamou para si.Em outro post vou contar o que aconteceu quando o John Mad Dog Hall ficou na minha casa. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Veja Também:</strong><a href="http://stulzer.net/blog/2008/03/20/os-primordios-do-conectiva-linux/">Os Primórdios do Conectiva Linux</a></p>
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