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	<title>Empirical Empire &#187; Escrita</title>
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	<description>Em Busca de Novos Conhecimentos, sempre!</description>
	<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 16:48:35 +0000</pubDate>
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		<title>O Erro Nosso de Cada Dia</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/09/26/o-erro-nosso-de-cada-dia/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2008/09/26/o-erro-nosso-de-cada-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 13:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tenho uma certa facilidade para encontrar erros de escrita em quase qualquer lugar. Não sou infalível, mas minha margem de acertos é bem grande. Acho que isso se deve ao fato de eu sempre gostar de ler, tornando quase que automático o reconhecimento de padrões.

O erro acima eu encontrei na prateleira de pães da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho uma certa facilidade para encontrar erros de escrita em quase qualquer lugar. Não sou infalível, mas minha margem de acertos é bem grande. Acho que isso se deve ao fato de eu sempre gostar de ler, tornando quase que automático o reconhecimento de padrões.</p>
<p><img src="http://lh3.ggpht.com/rodrigostulzer/SNznTmZM6YI/AAAAAAAAATw/XsryYY2IGl8/s800/CroissantDetail.jpg" height="415" width="554" /></p>
<p>O erro acima eu encontrei na prateleira de pães da panificadora do <a href="http://www.superfestval.com.br/">Supermercado Festval</a> Barigui, perto da minha casa. Voltei diversas vezes ao mercado e notei que ninguém trocava aquela plaquinha, então peguei minha máquina fotográfica e registrei o momento. E olha que o supermercado não é de bairro, ele se propõe a atender a classe média-alta pelo seu padrão e estilo.</p>
<p>O que será que gera isso? Falta de atenção? De estudo? De leitura? Do que?</p>
<p>Agradecimentos ao amigo Alex Lutkus por gerar (e me ensinar como fazer) o efeito de zoom no Photoshop.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Helvetica - Um Documentário</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/02/17/helvetica-um-documentario/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 04:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[Macintosh]]></category>

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		<description><![CDATA[  

Acabei de ver Helvetica, um documentário sobre a história e o uso da fonte helvética. Mas um documentário falando de uma fonte? Bem, documentários são para isso mesmo: fazer um assunto aparentemente monótono ter vida e brilho próprio, contando um pouco de história e deixando-nos abismados com as criações do homem. 



Não espere muita ação no documentário, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://farm3.static.flickr.com/2202/2269858267_ca6c981a13.jpg?v=0" class="reflect" onload="show_notes_initially();" height="313" width="500" /> 
</p>
<p>Acabei de ver <a href="http://www.helveticafilm.com/">Helvetica</a>, um documentário sobre a história e o uso da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Helvetica">fonte helvética</a>. Mas um documentário falando de uma fonte? Bem, documentários são para isso mesmo: fazer um assunto aparentemente monótono ter vida e brilho próprio, contando um pouco de história e deixando-nos abismados com as criações do homem. 
</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2025/2270649226_b963477c2d.jpg?v=0" class="reflect" onload="show_notes_initially();" height="313" width="500" />
</p>
<p>Não espere muita ação no documentário, mas sim vários designers tentando mostrar como é a intrincada arte do desenvolvimento de uma família tipográfica e as nuances de seu uso. O documentário passeia por vários países com os designers explicando o porque da ubiquidade da fonte helvética em nossas vidas, marcas consagradas e placas em todos os cantos das cidades. 
</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2040/2270664670_db53b0fba0.jpg?v=0" class="reflect" onload="show_notes_initially();" height="313" width="500" />
</p>
<p>Para alguém que <a href="http://stulzer.net/blog/2006/10/25/10-dicas-para-voce-ler-mais-livros-por-ano/">adora ler</a> o filme é um prato cheio. Afinal não é todo dia que vemos o dna que forma os livros que tanto amamos. 
</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2245/2269873211_e646d5baca.jpg?v=0" class="reflect" onload="show_notes_initially();" height="313" width="500" />
</p>
<p>Disponível em <a href="http://torrentz.com/89a76dca1b808bd629ba01ebd3a6c610eb1b7426">qualquer torrent</a> da esquina.
</p>
<p>Há, e os Macs são onipresentes no filme. :-)  
</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2015/2270666002_93e5b26431.jpg?v=0" class="reflect" onload="show_notes_initially();" height="313" width="500" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Lourenço Mutarelli - O Homem que Faz o Ralo Cheirar</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 03:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[ A Gibiteca de Curitiba está comemorando 25 anos de existência com vários eventos pela cidade. Nesta quinta-feira foi a vez do Lourenço Mutarelli fazer um bate papo na Fnac do Park Shopping Barigüi. Eu como fã confesso do cara a mais de vinte anos, liguei imediatamente para a Mitie da Itiban para ver se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2005/1767852530_d8c5b422f4.jpg" title="Cartaz Lourenço Mutarelli na Fnac" alt="Cartaz Lourenço Mutarelli na Fnac" align="left" height="438" width="328" /> A Gibiteca de Curitiba está comemorando 25 anos de existência com vários eventos pela cidade. Nesta quinta-feira foi a vez do <a href="http://www.devir.com.br/hqs/mutarelli.htm">Lourenço Mutarelli</a> fazer um bate papo na Fnac do <a href="http://www.parkshopping.com.br/">Park Shopping Barigüi</a>. Eu como fã confesso do cara <a href="http://stulzer.net/blog/2007/09/16/bad-jack-um-fanzine/">a mais de vinte anos</a>, liguei imediatamente para a <a href="http://itiban.blogspot.com/">Mitie da Itiban</a> para ver se conseguia uma entrevista com ele.</p>
<p>Cheguei lá por volta das 19:00h e já tinha algumas pessoas esperando. Sentei em uma mesa, com mais alguns fãs de quadrinhos e ficamos conversando, até que o Lourenço apareceu. No final das contas foi uma entrevista coletiva. Aqui eu adaptei as perguntas ao que o Lourenço estava falando, então não esperem uma entrevista normal. O tom coloquial e cheio de repetições é porque era uma conversa mesmo, curta e grossa.</p>
<p>Mas para falar do Lourenço tenho que fazer um introdução. Mas o que falar de um cara que você admira por vinte anos seguidos? De um cara que <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/not_shell.htm">ganhou</a> <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/cinema.htm">vários</a> <a href="http://hq.cosmo.com.br/textos/quadrinistas/quadrini_mutarelli.shtm">prêmios</a>, que fez a transição dos <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=173561&amp;franq=172683">quadrinhos</a> para a <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=172683">literatura</a> de forma magistral? De um cara que tem um humor negro refinado, que desenha coisas <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/transsubstanciacao.gif">maravilhosamente grotescas</a>, que te deixam <a href="http://www.lambiek.net/artists/m/mutarelli_lourenco/mutarelli_lourenco1.gif">enjoado</a> mas, ao mesmo tempo, <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/forquilha2.gif">iluminado</a>?<span id="more-385"></span></p>
<p>O Lourenço  <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=80080&amp;Type=1&amp;franq=172683">e sua obra</a> são tudo isso e, ao mesmo tempo, nada disso. Um cara simples, que toma <a href="http://www.psicosite.com.br/far/ans/lorax.htm">vários</a> <a href="http://www.psicosite.com.br/far/and/sertralina.htm">remédios</a> para controlar suas psicoses. Um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gentleman">gentleman</a>, que gosta de abraçar, e conversar por mais de duas horas seguidas sem te deixar cansado. Um cara que te faz rir com suas histórias de vida. Rir até <a href="http://turmadocantao.wordpress.com/2007/08/09/mutarelli-em-santos/">das desgraças que passou</a>, que imprimiu com nanquim forte nos <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=80080&amp;Type=1&amp;franq=172683">vários álbuns que desenhou</a>.</p>
<p>Gravei o bate papo e extraí as partes que achei mais interessantes. Ainda tem muito material, mas acho que daí o melhor seria escutá-lo inteiro. Quando eu descobrir como exportar os dados do software proprietário do gravador, coloco o áudio na integra aqui no blog.</p>
<p>Por enquanto aproveite as idéias deste cara que extraiu da loucura álbuns e livros extremamente belos, para corações fortes, purificando-se com tudo isso.</p>
<p>Com você, <strong>Lourenço Mutarelli!</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2135/1767001727_1bf3bf146a.jpg" title="Lourenço Mutarelli" alt="Lourenço Mutarelli" height="269" width="359" /></p>
<p><strong>Como foi fazer O Cheiro do Ralo?</strong></p>
<p>Quando eu fiz <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/ralo.htm">O Cheiro do Ralo</a> foi um surto. Um surto mesmo! Eu estava trabalhando na  <a href="http://www.revistaetcetera.com.br/18/mutarelli/index.html">trilogia</a>, na última parte de <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/n09112001_03.cfm">A Soma de Tudo</a>. Eu tinha algumas ilustrações para fazer, uma capa para a Record, e daí a minha mulher e meu filho viajaram no carnaval e daí eu liguei o computador para escanear um desenho e daí veio esta idéia e  eu pensei  e comecei a escrever. Fiquei cinco dias direto ali. E quando a minha mulher chegou eu disse:  &#8220;Eu fiz uma coisa&#8221;. Ela falou &#8220;Outra merda&#8221;, &#8220;Não, não. Eu fiz um negócio que acho que é um livro&#8221;.</p>
<p>Quando eu levei para a <a href="http://www.devir.com.br/">Devir</a> o pessoal lá pegou e jogou na gaveta. Daí eu recebi um email do <a href="http://www.arnaldoantunes.com.br/">Arnaldo Antunes</a> dizendo que gostou do manuscrito. O pessoal da Devir disse que se o Arnaldo autorizasse colocar a carta no livro eles publicavam. Daí eu fiquei meio mal com aquilo. Além disso eu tinha que fazer a ilustração da capa, que eu não queria. Eu queria é uma foto. No final acabaram publicando.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2012/1767004073_e58c90785b.jpg" height="265" width="355" /></p>
<p><strong>Quanto? Tanto! Em O Cheiro do Ralo as pessoas não falam no valor das coisas, dizendo somente &#8220;quanto? tanto!&#8221; Tenho a impressão que este tipo de situação permeia o livro. </strong><strong>Essa atemporalidade foi intencional?</strong></p>
<p>Como foi o meu primeiro romance eu achava que as coisas tinham que ser o ideal para cada um. <a href="http://sampaist.com/attachments/sp_renata/cabine.jpg">Olha a bunda</a>. <a href="http://fotos.sapo.pt/teotonio2/pic/0000428s">Ela</a> <a href="http://www.unip2005.blogger.com.br/bunda.jpg">tinha</a> <a href="http://pracadarepublica.weblog.com.pt/ranum.jpg">que</a> <a href="http://superego.colunas.entretenimento.globo.com/bunda.jpg">ser</a> <a href="http://fotosdochongas.files.wordpress.com/2007/02/01_lucyclarkson_103794tb.jpg">o</a> <a href="http://i94.photobucket.com/albums/l104/gabsfran/bunda.jpg">ideal</a> <a href="http://www.kidoido.com/wp-content/uploads/2007/02/amo_kidoido_bunda.jpg">de</a> <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/jeanloup_sieff_rodin.jpg">cada</a> <a href="http://inovar.net/blog/wp-content/uploads/bunda.jpg">um</a>. E não <a href="http://www.lambiek.net/artists/m/mutarelli_lourenco/mutarelli_lourenco1.gif">alguma coisa</a> que eu desenhasse. Cada um tinha que construir aquele personagem. Não só isso, como outros elementos. Eu achava que os valores também. Por isso os personagens não têm nome e as coisas não têm valor. Não é só buscando a atemporalidade, mas também buscando uma interação maior. Era a primeira vez que eu estava desenvolvendo uma história que estava liberta das imagens desenhadas. E também porque eu achava uma coisa muito legal. Como o problema do sifão. Eu sei que aquele problema lá não era sifão. isso não importa muito. Tem uma coisa que escrevi na trilogia que se um cara morre de pé isso dá muito azar. Muita gente veio me perguntar se isso era verdade. É claro que não era. Eu gosto disso pois é uma ficção. Eu gosto de colocar coisas ali que talvez não sejam reais e não tem como a gente saber.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2252/1767010291_0f61a4e88e.jpg" height="269" width="359" /></p>
<p><strong>E sobre o filme?</strong></p>
<p>Eu conto uma história que é sempre a mesma, mas é uma história excelente da minha relação com o <a href="http://www.ocheirodoralo.com.br/">filme O Cheiro do Ralo</a>.</p>
<p>Quando o <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/entrevista_mutarelli.cfm">meu filho</a> era pequeno, tinha uns 7 anos, ele ouviu eu negociando os direitos por telefone e me perguntou se o meu livro iria virar um filme. E eu disse que sim. Daí ele me perguntou se seria um filme que a gente iria ver no cinema comendo pipoca. E aí me <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilumina%C3%A7%C3%A3o_%28budismo%29">deu uma luz</a>, e eu vi que era isso. O filme era isso para mim.</p>
<p>Eu quero que quem me adapte tenha liberdade pois uma outra mídia e não me compromete. É diferente de uma <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/teatro.htm">peça de teatro</a>. Na peça tem <a href="http://www.wooz.org.br/teatromutarelli.htm">o seu nome como autor</a>. Se alguém muda o final da peça, como fizeram, você se queima como autor. Mas no filme, que é uma adaptação, o pessoal faz o que quiser.</p>
<p>Eu só tive problemas para receber. De resto foi ótimo. O set era maravilhoso e o pessoal também. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_%28filme%29">Nina</a>, por exemplo, teve muitos problemas no set. No Cheiro era ruim ir embora. Todo mundo que entrou era porque gostava do projeto.</p>
<p>Quando vinham me perguntar alguma coisa eu  dizia que só tinha escrito o  livro, que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Selton_Mello">Selton</a> conhecia o livro melhor do que eu. E era verdade! Depois que escrevi o livro nunca mais o li. Eles lembravam e sabiam de coisas muito melhor que eu. Eu não sabia se uma coisa era de um livro ou de outro que eu tinha escrito. Não lembrava mais.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2070/1767008243_30b80ca9c4.jpg" height="270" width="360" /></p>
<p><strong>E o segurança?</strong></p>
<p>Ele foi um personagem que a gente criou no <a href="http://www.devir.com.br/zero_2005a/muta_cheiro1.jpg">set de filmagem</a>. A gente brincou com o meu dote físico. Num dos dias de filmagem vi um cara magrinho saindo de uma academia. Ele saiu com o peito todo estufado, devia ser o primeiro dia dele lá. E é isso mesmo, não é o que a pessoa é, mas o que ela sente que é. E fui isso que usei no meu personagem.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2188/1767858770_943f5158dc.jpg" height="270" width="360" /><br />
<strong>E o livro do Jesus Kid?</strong></p>
<p>Foi um projeto que o Heitor Dralha me apresentou. Ele disse que queria uma história de um escritor que ficasse num hotel e tivesse que escrever um livro. Daí todo dia ele me ligava e daí incluía algo na história. Pedia para incluir batatinha frita na história, mulheres gostosas, que tivesse um contexto social&#8230; Era assim todo dia.</p>
<p>Daí eu ia incluindo estas coisas <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=279074&amp;ST=SR&amp;franq=172683">no livro</a>. Eu só dizia: legal. E eu conseguia encaixar isso. E daí um dia ele falou que tinha um cara num hotel, que a gente poderia filmar de graça. E que o filho dele era <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=marombeiro">marombeiro</a>, e pediu para eu colocar um halterofilista. E eu botava. E tudo o que o cara pedia eu ia colocando. Então no fim eu me divertia muito com tudo aquilo.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2219/1767014097_c413b2803a.jpg" height="264" width="352" /></p>
<p><strong>Como é o seu  processo criativo, como você escreve?  </strong></p>
<p>Eu tenho uma primeira leitora. Eu conheço ela desde os tempos de fanzine. Dei o Cheiro do Ralo para ela ler e gostou muito. A <a href="http://www.eca.usp.br/gibiusp/membros_lucimar.asp">Lucimar</a>  também lê muito as minhas coisas.</p>
<p>A minha sorte é quando eu estou trabalhando eu esqueço de tudo. Eu me envolvo com aquilo. Então eu não penso que vai ser publicado; eu não penso que as pessoas vão ler. Então tudo que eu faço é uma experiência. Eu não tenho medo se vai ficar bom ou se vai ficar ruim.</p>
<p>Então, <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/n06012004_01.cfm">nesta oficina que eu dou</a> eu trabalho muito isso. A coisa para que as pessoas desaprendam a escrever. Eu sinto que as pessoas destravam tanto no texto que é uma coisa tão legal que eu quero fazer isso mais vezes. O que eu faço é tentar quebrar alguns vícios e algumas travas.</p>
<p>Com O Cheiro do Ralo e o <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=272290&amp;ST=SR&amp;franq=172683">Natimorto</a> eu diria, se fosse espiritualista, que praticamente psicografei. Eu costumo dizer que é uma entidade que me pega por trás, com força, e aí o negócio vai. Eu não faço nada. Depois eu deixo descansar um pouco e enxugo algumas coisas.</p>
<p>A Lucimar também me ajuda, dizendo o que acha das histórias. Mas eu sei quando eu devo ouvir ela e quando devo confiar no que escrevi.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2238/1767015837_6cd553371a.jpg" height="262" width="350" /></p>
<p><strong>Com relação ao uso de roteiros</strong></p>
<p>No começo eu não usava roteiros, tinha a idéia na cabeça e ia fazendo. Transubstanciação é assim e o Desgraçados é assim. Quando eu fiz <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/lucimar.htm">Eu te Amo Lucimar</a> que é uma estória mais mais elaborada para se trabalhar, que tem flashbacks, foi a primeira vez que eu roteirizei. E isso para você quadrinizar é uma liberdade muito grande daí eu desenho como uma filmagem. Eu desenho fora de ordem porque eu tenho todo o roteiro pronto e todos os diálogos.</p>
<p>Isso era bom porque eu sempre começava desenhando pelas partes mais chatas e mais difíceis. Pois o problema é esse: eu escrevia um roteiro em quinze dias, um mês. Aí eu ia levar dez meses para desenhar isso. Então esse é um dos motivos que eu parei os quadrinhos. Me dizem que parei por causa de grana. Também foi por causa de grana. Em Brasília fui dar uma palestra como quadrinhista. Me pegaram num ônibus e pagaram um cachê horrível. Depois voltei lá como escritor. Apareceu uma van com ar condicionado e ganhei um baita cachê.</p>
<p>E eu sempre me depreciei. Eu sempre dizia que eu não era artista, mas que eu era um artesão. Na literatura é tudo diferente. As pessoas te tratam com admiração, respeitam o seu trabalho.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2300/1767864218_01ad91875a.jpg" height="270" width="360" /></p>
<p><strong>E os livros maiores? Queremos livros com 300 páginas!!</strong></p>
<p>Eu estou tentando fazer isso. Estou escrevendo mais devagar. Mas eu tenho um problema,  gosto do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo">minimalismo</a>. Eu gosto do contrário do que eu fazia nos quadrinhos, que era um excesso de informação e de detalhes. Eu gosto de construir com muito pouco.</p>
<p>Mas eu preciso fazer. Os editores estão pedindo. Eu tenho muito medo de acabar fazendo uma coisa chata. Se eu escrevo uma história assim em 100 páginas imagina o que eu vou fazer num de 300. Só se eu escrever uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cem_Anos_de_Solid%C3%A3o">saga de cinco gerações</a>. Mas eu estou mesmo a fim de fazer algo assim. Eu estou tentando! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>E eu escrevo uma palavra por linha, daí fica mais fácil. E agora eu estou escrevendo mais certinho e a coisa não rende <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Mas eu estou fazendo um livro assim, normal, cinza. Você olha e não é só o cantinho escrito.</p>
<p>O livro do Serial Killer vai ser bem detalhista assim, eu prometo! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2054/1768098752_06a6c58f1c.jpg" title="Lourenço Autografando" alt="Lourenço Autografando" height="329" width="439" /></p>
<p><strong>E a experiência de escrever um blog em Nova York?</strong></p>
<p><a href="http://blogdolourencomutarelli.blogspot.com/">O blog</a> me salvou. Tem uma coisa que eu não podia botar no blog. Depois de quinze dias por lá eu entrei em uma depressão violenta. Eu comecei a ficar muito mal e senti que eu ia desandar. Eu sabia que eu tinha que levar pouco <a href="http://www.psicosite.com.br/far/ans/lorax.htm">remédio</a> por causa da alfândega, mas daí eu fiz um truque. Coloquei mais duas cartelas dentro da caixinha. Eu comecei a desandar lá e em um momento eu estava muito ruim e daí eu juro que foi o blog que me salvou.</p>
<p>Mas eu não consegui manter o blog aqui. Era muito bom para mim entrar ali e ver que aquelas pessoas estavam lá me acompanhando. Quando eu voltei para SP, na minha solidão,  na minha casa. Daí era uma coisa diferente. Eu tenho muita coisa para fazer e daí não dava mais tempo. Lá foi muito bom poder falar, dividir. Foi muito terapêutico.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2036/1768101470_bb6d680d9f.jpg" title="Autógrafo do Lourenço no meu livro O Natimorto" alt="Autógrafo do Lourenço no meu livro O Natimorto" height="500" width="375" /></p>
<p><strong>E a sua relação com os computadores?</strong></p>
<p>Eu jogo paciência e escrevo. Eu detesto Internet e emails. Não consigo, ler ou responder um email. Eu não leio email. Quem faz isso para mim é a Lucimar. Faço tudo no rastro da Lucimar.</p>
<p>O primeiro computador que eu tive foi um Apple, que eu ganhei e era usado. E daí eu entendi porque o símbolo era uma <a href="http://prensadigital.com.br/pd1/wp-content/uploads/2007/04/apple-logo.jpg">maçã</a>. Porque aquilo é uma tentação, um lugar só para você fazer besteira, jogar paciência e perder tempo com a pornografia na Internet.</p>
<p>Agora, o computador para escrever é ótimo. Eu não conseguiria escrever sem um computador. Antigamente, quando eu tentava escrever não funcionava. Eu não conseguia tabular, ficava tudo torto. A linha não acertava, você tacava branquinho. Eu nunca seria um escritor com máquina de escrever.</p>
<p>Eu tive um palmtop por uns dois anos e meio e era viciado. Fazia tudo nele. Por sorte ele pifou e daí eu voltei a usar caderno. E também porque eu já estava desandando, usando ele para filmar coisas na rua. Eu não presto para isso.</p>
<p>O computador, no meu jeito, só funciona para jogar paciência e escrever.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2218/1767846316_4695700e8a.jpg" title="Eu e o Lourenço" alt="Eu e o Lourenço" height="375" width="500" /></p>
<p><em>E no final da noite tiramos as tão conhecidas fotos, o Lourenço autografou vários livros e acabei indo <a href="http://www.babiloniaonline.com.br/">jantar</a> junto com ele, Xico e Mitie, donos da <a href="http://itiban.blogspot.com/">Itiban</a>. </em></p>
<p><em>Conversamos bastante e foi um noite agradabilíssima.</em></p>
<p><strong>Lourenço, gratidão!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Esportes Radicais e Eu: Uma Paixão Insana</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/24/os-esportes-radicais-e-eu-uma-paixao-insana/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 00:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Bumerangue]]></category>

		<category><![CDATA[Cool]]></category>

		<category><![CDATA[Energia]]></category>

		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[Esportes]]></category>

		<category><![CDATA[Hernia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Adoro esportes diferentes. No futebol sempre fui um perna de pau. Vôlei? Nunca consegui jogar direito. Na escola perdia as figurinhas e bolinhas de gude para qualquer outro coleguinha.
Na bicicleta eu me virava. Andava pela cidade inteira, fazia rampas e dava cavalinhos-de-pau por tudo quanto era lugar. Não lembro quando comecei a me envolver com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2262/1735433168_4badd8d90e.jpg" title="Juba, guia e eu, em Machu Picchu" alt="Juba, guia e eu, em Machu Picchu" height="276" width="368" /></p>
<p>Adoro esportes diferentes. No futebol sempre fui um perna de pau. Vôlei? Nunca consegui jogar direito. Na escola perdia as figurinhas e bolinhas de gude para qualquer outro coleguinha.</p>
<p>Na bicicleta eu me virava. Andava pela cidade inteira, fazia rampas e dava cavalinhos-de-pau por tudo quanto era lugar. Não lembro quando comecei a me envolver com esportes diferentes, mas pela memória foi depois que fiz mergulho, influenciado pelo filme <a href="http://www.webcine.com.br/filmessi/legrandb.htm">Imensidão Azul</a>.<span id="more-384"></span></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2140/1735427550_448704e537.jpg" title="Eu e o Cesar Barbado no Pico Paraná" alt="Eu e o Cesar Barbado no Pico Paraná" height="239" width="319" /></p>
<p>Fiz mergulho. Gostei bastante, mas fiquei pouco tempo. Tinha que sair de casa e ficar horas na estrada até chegar num local próprio para mergulhar. Depois descobri o <a href="http://www.amontanha.com.br/">montanhismo</a>. Uma coisa legal também, mas que exigia tempo. O montanhismo foi um tipo de esporte que me identifiquei. A primeira vez que fui para a <a href="http://www.cosmo.org.br/marumbi/omarumbi/index.htm">Serra do Mar</a> passei um fim de semana no <a href="http://www.facatrilha.com.br/treking/tsaltomacacos.htm">Salto dos Macacos</a>: uma caminhada de umas 4 a 5 horas chegando em duas lindas cachoeiras, longe de tudo. Era um passeio e, ao mesmo tempo, uma forma de me exercitar.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2051/1735512750_8911aa47eb.jpg" title="Trip de Mountain Bike na Ferraria em Curitiba" alt="Trip de Mountain Bike na Ferraria em Curitiba" height="218" width="351" /></p>
<p>Do montanhismo fui para o <a href="http://stulzer.net/blog/2008/04/27/bike-trip-pelo-parque-do-tamandua/">Mountain Bike</a>, pegando a primeira onda do esporte no Brasil. Andei mais de 4.000km em um ano, conhecendo todas as trilhas de Curitiba. Pedalei durante vários anos com um colega da faculdade, o Minduim. Com o tempo fui conhecendo outros esportes e a bicicleta ficou em segundo plano, pedalando esporadicamente. Mas em 2008 voltei pedalando em vários lugares, como o <a href="http://stulzer.net/blog/2008/04/27/bike-trip-pelo-parque-do-tamandua/">Parque do Tamanduá</a>, <a href="http://stulzer.net/blog/2008/07/10/bike-trip-por-campo-magro-e-regiao/">Circuítos perto de Santa Felicidade</a> e também na <a href="http://stulzer.net/blog/2008/08/04/pedalada-pela-estrada-da-faxina/">Estrada da Faxina</a>. Tô na ativa! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2229/1734584479_e2b6e418a6.jpg" title="Rafting em Santa Catarina" alt="Rafting em Santa Catarina" height="266" width="354" /></p>
<p>Em 1994, despertei para o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1ra-quedismo">pára-quedismo</a>. Numa de minhas idas ao <a href="http://aurelio.net/viagem/marumbi-2001/">Marumbi</a> encontrei um cara bem pirado que só falava que iria cursar a <a href="http://www.exercito.gov.br/06OMs/Infantar/Brigada/Bdapqdt/indice.htm">brigada pára-quedista do Rio de Janeiro</a>.  Junte isso com o grande sucesso que foi o filme <a href="http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=6587">Caçadores de Emoção</a> (Point Break), lançado em 1991, e alguns anúncios que escutei na <a href="http://mikecwb.multiply.com/journal/item/23">extinta Estação Primeira</a>, a rádio rock de Curitiba e pronto: eu iria entrar no pára-quedismo de cabeça. Liguei para a escola (Prisma Pára-quedismo) e decidi fazer o curso.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2063/1734570517_52c4f7b877.jpg" title="Saltando de pára-quedas em Ponta Grossa - PR" alt="Saltando de pára-quedas em Ponta Grossa - PR" height="255" width="340" /></p>
<p>Depois que saltei, enlouqueci! O negócio era tão bom que lembro de pensar que poderia fazer aquele esporte o resto da minha vida. Dei 5 saltos já no primeiro final de semana. Depois fui fazer <a href="http://www.studytoday.com/schools/US039/">um curso de inglês nos Estados Unidos</a> e dei mais alguns saltos por lá, em <a href="http://www.skydiveperris.com/">Perris Valley</a>, na mesma área de salto em que foi filmado o Caçadores de Emoção. Voltei e só pensava em saltar. Mas chegou um ponto em que a brincadeira começou a ficar cara. Eu, como um funcionário do Banco do Brasil não ganhava o suficiente para sanar a minha fome de saltos. Depois de um tempo resolvi parar. Eu podia dar 4 ou 5 saltos de pára-quedas por mês, mas queria mais. Fiz as contas e, para dar os 20 saltos por mês que queria ficaria muito caro. Resolvi parar para não me frustrar.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2163/1735430548_44e831efc2.jpg" title="Saltando em Boituva. Eu e o Giba" alt="Saltando em Boituva. Eu e o Giba" height="255" width="340" /></p>
<p>Neste meio tempo continuei a andar de bicicleta. Pirei também. Saía todo final de semana e por todo lado. Fiz várias aventuras de 100km <a href="http://www.terraeasfalto.com.br/destinos/graciosa/">descendo e subindo a serra</a>. No final de semana andava pelo menos uns 60 a 70km em trilhas e estradas do interior.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2331/1735421702_1742bfa0e5.jpg" title="Caminhada ao Vulcão Villa Rica, no Chile" alt="Caminhada ao Vulcão Villa Rica, no Chile" height="254" width="340" /></p>
<p>Continuei com o montanhismo. Fiquei um ano andando de bike e indo para a montanha. Chegou um dia que tive outro click vendo um programa na TV. Vi uma reportagem de dois ou três caras voando de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parapente">Parapente</a>, descendo uma montanha. Aquilo ficou na minha cabeça.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2311/1735435848_5c82af8712.jpg" title="Voando de Parapente em Caiobá" alt="Voando de Parapente em Caiobá" height="251" width="336" /></p>
<p>O estopim do Parapente foi uma amiga do Banco do Brasil que havia feito um vôo duplo. Ela me passou o contato do instrutor e liguei logo em seguida.</p>
<p>Lucio Flavio era o instrutor da única escola de Parapente de Curitiba, a Paranorte. Conversei com ele e no final de semana fui no morro fazer uma aula experimental. O <a href="http://oops.ghostprotocols.net:81/blog/">Arnaldo</a> foi junto comigo e ainda tenho as fotos deste dia em algum lugar nas minhas gavetas. Me amarrei na história e na semana que vem já estava inscrito para o curso. Dois meses depois eu era um piloto de Parapente!</p>
<p><img src="http://www.stulzer.net/parapente/images/eu/eu2.jpg" title="Decolando de Parapente em Jaraguá do Sul - SC" alt="Decolando de Parapente em Jaraguá do Sul - SC" height="182" width="280" /></p>
<p>Este foi um esporte em que me identifiquei muito e mais tempo me dediquei. Foram 5 anos de grandes vôos, viagens, amigos e alegrias. Também contribuí com a divulgação do esporte no Brasil. Criei uma lista de vôo-livre, a  ParapenteBR (nesta época, 1996, não existiam yahoogrupos ou outros servidores gratuitos de listas na Internet). Ela ficou hospedada nos servidores da Conectiva e hoje está no <a href="http://br.groups.yahoo.com/group/parapentebr/">yahoogrupos</a>. Isso gerou uma união nacional nunca vista antes. Da lista criei um livro, o <a href="http://www.stulzer.net/parapente/livro/">Parapente Brasil - Histórias e Aventuras do Vôo Livre</a>, e que lancei em 2002. Se quiser uma cópia, aproveite, pois daqui a pouco vai acabar e não vou imprimir mais.</p>
<p><img src="http://www.stulzer.net/parapente/livro/capa640x480.jpg" title="Livro Parapente Brasil" alt="Livro Parapente Brasil" height="351" width="244" /></p>
<p>Acabei saindo do Parapente por vários motivos: muito trabalho na Conectiva e acidentes. Meu próximo esporte acabou virando o <a href="http://capitalismo-liberdade.blogspot.com/search/label/Como%20funciona%20o%20SURF">surf</a>.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2107/1735565400_817da7992d.jpg" title="Surfando na Merreca em Guaratuba" alt="Surfando na Merreca em Guaratuba" height="260" width="347" /></p>
<p>Aprendi a surfar por influência da <a href="http://stulzer.net/bel/">Bel</a>, e de meus cunhados, Gian e Dudu. Comecei em 2001 e nunca mais parei, como falei no <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/17/dicas-de-livros-sobre-a-arte-do-surf/">post sobre os livros de surf</a>. O surf é uma coisa zen, um esporte que não larguei. Consigo conviver com ele de forma sadia, madura, sem ter tanta sede como os outros esportes que já tinha feito até aquele momento. Hoje surfo quando vou para a praia e não tenho problemas com isso. Acho legal e não fico na fissura de surfar todo dia, a menos que esteja na praia. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2086/1734585187_cf86b1fa14.jpg" title="Downhill Speed no São Lourenço - Curitiba" alt="Downhill Speed no São Lourenço - Curitiba" height="272" width="338" /></p>
<p>Neste meio tempo conheci o <a href="http://www.downhillstandup.blogger.com.br/">downhill speed</a>, de skate longboard. Acabei sendo <a href="http://stulzer.net/speed/">fisgado pelo esporte</a>. Achei muito legal pois nunca ter conseguido andar direito em um skate. Mas o speed tinha mais a ver com as minhas aptidões. Era uma coisa mais básica, matemática. Descer uma ladeira a 70 ou 80 km/hora era uma coisa muito legal, um balé preciso e sutil. Fiquei no speed por cerca de um ano. Acabei parando porque cansei de levar meus amigos para o hospital. Foram vários acidentes, desde os mais básicos, como luxações gerais até braços e pernas quebradas, chegando a cirurgias para colocar pinos em várias partes do corpo.</p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/106/311521558_e01411ad85_o.jpg" title="Corrida de Aventura em Balsa Nova" alt="Corrida de Aventura em Balsa Nova" align="left" height="301" width="200" />Em 2005 comecei a correr. Aprendi uma técnica com o Steve pavlina, que mostrava que, para você adquirir um hábito, <a href="http://www.stevepavlina.com/blog/2005/04/30-days-to-success/">precisa fazer aquilo por 30 dias seguidos</a>. Como nunca corri direito, resolvi que iria correr por 30 dias e foi isso que fiz. Hoje corro esporadicamente.</p>
<p>Em 2006 fiz a minha <a href="http://stulzer.net/blog/2006/09/03/corrida-de-aventura-para-principiantes/">primeira corrida de aventura</a>. Me amarrei também. Um esporte que junta desafio físico com um <a href="http://stulzer.net/blog/2008/04/25/selvagem-selvagem-a-historia-de-um-super-vagabundo/">forte contato com a natureza</a>. Quero fazer muito mais provas além das que <a href="http://stulzer.net/blog/2006/12/01/mais-dicas-de-corrida-de-aventura-etapa-balsa-nova/">participei até hoje</a>.</p>
<p>O esporte mais light que fiz até hoje foi o bumerangue, que já contei <a href="http://stulzer.net/blog/2007/07/29/meus-novos-bumerangues/">neste</a>, <a href="http://stulzer.net/blog/2007/05/04/meus-bumerangues/">neste</a>, e <a href="http://stulzer.net/blog/2007/04/09/jogando-bumerangues/">neste</a> post. Bem, tem as <a href="http://stulzer.net/blog/2008/05/10/como-fazer-bolhas-de-sabao-gigantes/">bolhas de sabão gigantes</a>, mas isso acho que não conta. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Sempre gostei de coisas mais carnais, isto é, um contato mais forte com o esporte. Com o bumerangue foi diferente. Toda criança tem um fascínio por bumerangues e eu estava incluído nisso. <img src="http://farm1.static.flickr.com/175/484308761_9c44c65c53_m.jpg" title="Bumerangue ss-45 by Jerri Leu" alt="Bumerangue ss-45 by Jerri Leu" align="right" height="180" width="240" />Depois que o Aurélio me deu os toques iniciais, corri e comprei os meus. Hoje tenho mais de 14 bumerangues e o meu relacionamento com o esporte é bem parecido com o surf. Não tenho a fome de fazê-lo todos os dias, mas a minha mochila está sempre no porta-malas do carro, pronto para brincar na hora em que eu quiser, a qualquer tempo. Eu tenho uma relação com o surf e com o bumerangue parecida com a <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/10/minha-pilha-monstro-de-11-livros/">minha pilha monstro de livros</a>. Ela está lá e eu estou aqui. De vez em quando a gente se encontra, troca velhas histórias e se diverte muito. Na paz, sem stress.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2128/1734712127_e63e03a9fd.jpg" title="Carveboard no Velódromo, em Curitiba" alt="Carveboard no Velódromo, em Curitiba" height="238" width="324" /></p>
<p>Tive até uma <a href="http://stulzer.net/blog/category/hernia">hérnia de disco</a>, mas nunca consegui descobrir se foi por causa dos esportes. E se foi acho que nunca saberei de qual foi! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>E o que espero do futuro nos meus esportes? Putz, não sei! Mas seguindo esta linha de atuação, daqui a pouco vou achar mais alguma coisa que me interessa, vou cair de cabeça e depois de um tempo a febre inicial vai passar e vou levar ótimas lembranças deste momento da vida, curtindo ele como um bom vinho, com um gole de cada vez, sentindo o seu aroma e sorvendo a sua essência.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2099/1735596726_aa78cd3e3a.jpg" title="Rodney, jl, eu e Gian, a caminho do Pico Paraná" alt="Rodney, jl, eu e Gian, a caminho do Pico Paraná" height="269" width="360" /></p>
<p>Não sei o que me move em direção aos esportes radicais, mas sei que eles são uma parte essencial da minha vida.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Reinhold_Messner">Reinhold Messner</a>, famoso montanhista italiano, conseguiu explicar um pouco do que sinto do contato com a natureza através dos esportes:<strong><br />
</strong></p>
<blockquote><p><em>Os dias que estes homens passam nas montanhas são os dias em que realmente vivem. Quando a mente se limpa das teias de aranha e o sangue corre com força pelas veias. Quando os cinco sentidos recobram a vitalidade e o homem, completo, se torna mais sensível; e então já pode ouvir as vozes da natureza, e ver as belezas que só estão ao alcance dos mais ousados.</em></p></blockquote>
<p>Aproveite a vida. Pratique esportes, conheça a natureza e, acima de tudo, viva em paz!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma Pausa para Nossos Comerciais</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/05/uma-pausa-para-nossos-comerciais/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 13:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[Recado importante de um amigo, para os leitores do meu blog:

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recado importante de um amigo, para os leitores do meu blog:</p>
<p><object width="528" height="400"><param name="movie" value="http://www.dylanmessaging.com/mediaplayer/assets/flash/message-embedded.swf"></param><param name="bgcolor" value="#AD1A22"></param><param name="flashvars" value="messageID=P0NO-S366-75F2-67OW-18C2&#038;embedID=3698&#038;"></param><embed src="http://www.dylanmessaging.com/assets/flash/message-embedded.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="528" height="400" bgcolor="#AD1A22" flashvars="messageID=P0NO-S366-75F2-67OW-18C2&#038;embedID=3698&#038;"></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Os 10 Mandamentos do Flanelinha</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/03/os-10-mandamentos-do-flanelinha/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 23:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[LifeHack]]></category>

		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu nunca gostei de dar gorjetas para flanelinhas. Aqui em Curitiba, que em vários aspectos ainda é um misto de capital e cidade do interior, eles nunca foram bem aceitos. Hoje em dia a coisa é um pouco diferente e os flanelinhas já estão incorporados ao mobiliário urbano. O que não consigo me acostumar é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.alinemotta.com/" title="Flanelinha - Cortesia Aline Motta"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1408/1483310765_17f122fd4a.jpg" align="left" height="267" width="356" /></a>Eu nunca gostei de dar gorjetas para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Flanelinha">flanelinhas</a>. Aqui em Curitiba, que em vários aspectos ainda é um misto de capital e cidade do interior, eles nunca foram bem aceitos. Hoje em dia a coisa é um pouco diferente e os flanelinhas já estão incorporados ao mobiliário urbano. O que não consigo me acostumar é com a falta de visão e de educação da maioria destes trabalhadores de rua. Tudo bem, tem aqueles que se salvam, mas são poucos. Dá para contar nos dedos. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Há vários anos (vários mesmo)  tenho na cabeça que um dia iria escrever um manual para os flanelinhas, mostrando passos óbvios e básicos para tratar melhor seus clientes e, por conseqüência, ganhar mais dinheiro. Resolvi então criar <em>Os 10 Mandamentos do</em><span id="more-378"></span><em> Flanelinha</em> e postar aqui no blog. Acredito que você também possa ter problemas com os flanelinhas de sua a cidade e espero que este texto acabe chegando na mão deles. Quem sabe sirva de base para uma conduta melhor e uma convivência pacífica com seus clientes, no caso, nós!  Então lá vai&#8230;</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><strong>Os 10 Mandamentos do Flanelinha</strong></h2>
<p><strong>1. Indicarás que há vagas disponíveis</strong><br />
Facilites a vida do seu cliente indicando bons locais para ele estacionar.</p>
<p><strong>2. Orientarás o Cliente a Entrar e Sair das Vagas</strong><br />
Lembre-te que estais no local para servir ao cliente. Facilita-lhe a vida orientando-o a entrar e sair das vagas difíceis.</p>
<p><strong>3. Falarás Palavras Amáveis</strong><br />
Dirija-se ao motorista com sorriso nos lábios e palavras respeitosas. Faça-o sentir-se seguro, mas nunca invada a sua privacidade!</p>
<p><strong>4. Não Assoviarás!</strong><br />
Jamais assovies para chamar a atenção do motorista. Jamais!! Quando ele estacionar e tu não estiveres perto do carro, resigne-se a esperar o próximo cliente. Nada é mais irritante para o motorista do que ser chamado através de um assobio. O desrespeito a este mandamento poderá lhe custar eras intermináveis no fogo do inferno.</p>
<p><strong>5. Serás Prestativo sem Serdes Chato!</strong><br />
Ao aparecer a oportunidade, abras a porta do carro ou ajudes o motorista com suas compras. Mas atenção!, abras seus olhos e não sejas inconveniente!</p>
<p><strong>6. Criarás Empatia com o Motorista</strong><br />
Conheças os hábitos de seus clientes, e, se possível, descubra os seus nomes. Sejas sempre simpático e suas gorjetas aumentarão conforme o tamanho de seu sorriso.</p>
<p><strong>7. Não Olharás para a Gorjeta na Frente do Cliente</strong><br />
Nunca verifiques, na frente do motorista, o quanto recebeste de gorjeta. Agradeças com um sorriso e guarde-a no bolso. Quando o cliente estiver longe veja o quanto o seu serviço valeu, aos olhos dele. Uses esta informação como sinal de que seu trabalho agradou ou que necessita de melhoras. Na próxima vez que atenderes o mesmo cliente compare o quanto recebestes e veja se o seu serviço melhorou.</p>
<p><strong>8. Farás Sempre o Serviço Completo</strong><br />
Nunca cobres de um motorista se não o atendeste desde o início, quando ele estacionou. Caso desrespeites este mandamento o cliente acharás que tu só queres se aproveitar da situação e não lhe pagará com prazer.</p>
<p><strong>9. Não Tomarás o Território de seu Colega</strong><br />
Respeitas os seus colegas de trabalho como gostarias de ser respeitado.</p>
<p><strong>10. Cuidarás do Veículo do seu Cliente</strong><br />
Nunca te esqueças que estás aí para cuidar do veículo de seu cliente. Defenda-o das intempéries do trânsito e da noite com sua força e honra.</p>
<p>Siga estes mandamentos e serás um flanelinha respeitado, ganhando gorjetas dignas e polpudas.</p>
<p>E que assim seja, por todos os séculos e séculos&#8230; Amém!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Augusto Campos - O Guru da Efetividade</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 23:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Adsense]]></category>

		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[GTD]]></category>

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		<category><![CDATA[LifeHack]]></category>

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		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Augusto Campos é um dos principais blogueiros do Brasil e um dos únicos a ter dois sites na lista dos blogs mais acessados do país, o BR-linux.org e o Efetividade.net. Como gosto muito de entender o que se encontra por trás de tudo que conheço troquei alguns emails com o Augusto e solicitei um entrevista, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1080/1470417304_8a186ff0cd.jpg" title="Augusto Campos" alt="Augusto Campos" align="left" height="325" width="221" />Augusto Campos é um dos principais blogueiros do Brasil e um dos únicos a ter dois sites na lista dos blogs mais acessados do país, o <a href="http://br-linux.org">BR-linux.org</a> e o <a href="http://efetividade.net">Efetividade.net</a>. Como gosto muito de entender o que se encontra por trás de tudo que conheço troquei alguns emails com o Augusto e solicitei um entrevista, que ele prontamente aceitou. A conversa abaixo transcorreu em um final de semana de rápidas trocas de email e pequenas mensagens para clarificar algumas partes do texto. Realmente <em>Mr. Augusto</em> é um primor de Efetividade!</p>
<p class="MsoNormal">Espero que esta entrevista lhe auxilie trazendo dicas e conselhos de um profissional que está no topo da Blogosfera brasileira!</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Você criou o <a href="http://br-linux.org">BR-linux</a> em 1996, começando com tutoriais, etc. Quando ele adquiriu o formato básico de blogs, desde o seu início ou logo depois? E você sabia que estava criando um blog? Ou esta consciência só despertou depois? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Recentemente andei pesquisando os (incompletos) arquivos antigos<span id="more-377"></span> do site, armazenados aqui em casa, e verifiquei que já no final da década de 90 o BR-Linux publicava notícias atualizadas diariamente, mais ou menos no mesmo formato que foi mantido até maio de 2002, quando de fato foi transformado em um blog – aí então com uma área de comentários associada a cada notícia. Até então, a única interatividade ocorria nos fóruns, que eram razoavelmente movimentados.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal">A consciência de que o que eu fazia até então era um embrião de blog só veio mais tarde, quando eu escrevi o meu primeiro script de atualização e publicação de uma página dinâmica de notícias eu nem conhecia esta palavra <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> Mas em 2002, quando fiz a migração para um back-end de blogs, eu tinha plena consciência do que estava fazendo!<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - O que te motivou a criar o <a href="http://efetividade.net/" target="_blank">efetividade.net</a> em junho de 2006? Você esperava o sucesso tão rápido que teve?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Tanto o BR-Linux quanto o Efetividade são sites que eu criei para mim mesmo, como um repositório pessoal de dicas e referências. Nos dois casos, eu acho que o sucesso começou a surgir porque eu ofereci conteúdo que na época não estava sendo oferecido no mesmo grau em outras fontes em português. Mas a medida do sucesso que eu prefiro usar é a satisfação que a atividade me dá, afinal estamos falando de um hobby. E neste sentido, o sucesso nunca surpreende, porque manter o Efetividade é uma atividade que me dá muito prazer.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Me recordo de ver, nas primeiras versões do <a href="http://www.efetividade.net/about/">about</a> do efetividade menções à metodologia <a href="http://stulzer.net/blog/category/gtd">GTD</a>. A <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=88557&amp;Type=1&amp;franq=172683">metodologia/livro</a> foram uma das inspirações para o blog?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Sim e não! O texto que você recorda de ter visto continua lá, na barra lateral, e continua mencionando GTD. O about do site, em si, sempre tratou dos conceitos de efetividade, mesmo. O GTD fez parte do conjunto de circunstâncias que me deu a idéia de criar o Efetividade, mas acredito que o fator inicial foi eu ter começado a ler e acompanhar o blog <a href="http://www.43folders.com/">43 Folders</a>, do <a href="http://www.merlinmann.com/">Merlin Mann</a>. O nome &#8220;43 folders&#8221; se refere ao conjunto de 43 pastas (31 para os dias do mês + 12 para os meses do ano) que podem ser usadas para guardar referências e registros sobre compromissos do dia-a-dia ao longo de um ano, e foi lá que eu comecei a me interessar sobre as idéias de life hacking e GTD.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Você utiliza os conceitos do <a href="http://stulzer.net/blog/category/gtd">GTD</a> no seu dia-a-dia? Quais?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Utilizo sim. Minhas referências estão todas em pastas suspensas, etiquetadas com um rotulador <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> Não misturo mais as pendências com os compromissos agendados, faço reviews periódicos, me acostumei a não tentar mais manter só na memória nenhuma pendência ou referência, reduzi minhas caixas de entrada e aplico a regra dos 2 minutos quase como se fosse um dogma!<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal">Mas algum tempo depois de ler o livro Getting Things Done [<a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=88557&amp;Type=1&amp;franq=172683">A Arte de Fazer Acontecer</a>, em Português], acabei concluindo que para mim isto tudo só valia a pena se fosse usado em conjunto com o conceito de efetividade, e não em uma ótica de eficiência ou produtividade pessoal. O meu objetivo é tornar minha rotina mais agradável, com resultados que produzem os efeitos esperados, modificando o meu ambiente de forma positiva. Outras pessoas têm demandas diferentes, e precisam manter em primeiro plano a questão da eficiência e da produtividade pessoal, e no caso delas eu acredito que seja melhor fazer uma interpretação mais literal do GTD ou de outras metodologias que se adaptem à sua rotina.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - O que você acha da proliferação de gadgets e ferramentas que são ditas potencializadoras da produtividade? Não estamos tendo uma proliferação exagerada delas? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Estamos sim. E bastante exagerada. E é só o começo! Mas eu sou fã de várias delas, embora não acredite que elas potencializem a minha produtividade. Acho que o maior valor que elas geram para mim não está no aumento da produtividade, mas sim na redução do stress.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - E as canetas <a href="http://www.uniball.com">uni-ball</a> e os cadernos <a href="http://www.moleskine.com/">moleskine</a>, não são mais objetos de desejo do que auxiliares na produtividade pessoal? Falando nisso, usa regularmente os seus moleskines? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  São sim. Mas os danados são mesmo muito bons, embora seja perfeitamente possível ser produtivo com qualquer bloco e toco de lápis. Eu uso regularmente um surrado Moleskine Reporter, acho que é o melhor bloco para uso permanente que eu já tive, com papel de qualidade, encadernação que permite abrir 100% o bloco o dia todo sem ceder, capa dura, aquele bolso no final para guardar folhas soltas, etc. Cabe certinho no bolso interno do paletó (que eu venho usando cada vez menos freqüentemente, ainda bem) e também pode ser levado no bolso de trás da calça jeans. Não anoto nele pendências ou compromissos, mas sim idéias, rascunhos, registros de apresentações que assisto, etc. Mas nada naquele esquema de registro permanente ou &#8220;querido diário&#8221; - quando um bloco acaba, começo outro e pronto. Por outro lado, em 2007 tentei adotar uma linda agenda diária Moleskine, mas raramente abri a danada. Não serviu para nada.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Com a proliferação dos <a href="http://stulzer.net/blog/category/lifehack">lifehacks</a> as pessoas não têm uma tendência em perder a descoberta do novo, de aprenderem por si mesmos? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Entendo o que você perguntou, mas não consigo responder diretamente. O que é aprender por si mesmo? É inventar algo sem partir de uma idéia alheia? Eu acho que também descubro o novo e aprendo por mim mesmo quando leio materiais alheios e tento colocar as idéias dele em prática no meu próprio contexto!<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Sim, era neste contexto que eu queria falar. Acho que se usamos o que aprendemos nos lifehackings para melhorar ainda mais e potencializar isso, ótimo. Seria aquele velho conceito de &#8220;Subir nos Ombros de Gigantes&#8221;. Agora se só pegamos uma dica e não potencializamos ela, aprendendo algo novo em cima disso ou não compartilhando com outras pessoas, acho que a conta não fecha no final. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Augusto Campos</strong> -   Concordo! Não pode ser uma postura em que não haja interação e reflexão. Nada do que tratamos é dogma, e muito do que tratamos tem forte lado subjetivo que não funciona se for tratado como algo que pode simplesmente ser absorvido sem análise e crítica!</p>
<p><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Em compensação eu me sinto altamente motivado em compartilhar no meu blog as coisas que aprendo na vida. Ver pessoas se beneficiando disso é muito gratificante. No <a href="http://efetividade.net/" target="_blank">efetividade.net </a>o que te deixa mais feliz?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  O que me deixa mais feliz é quando recebo feedback positivo nos posts sobre assuntos relacionados a empregabilidade (especialmente os que dão dicas sobre como fazer um bom currículo original e como responder bem a entrevistas de emprego, mas também os sobre a empregabilidade propriamente dita). Acho que já ajudei bastante gente a conseguir a vaga que desejavam! <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Durante vários anos o meu trabalho me levava a analisar currículos de dezenas, talvez centenas de profissionais de TI, muitos deles procurando o primeiro emprego, ou um bom estágio na sua área de interesse, e em muitos casos era necessário empregar largas doses de boa vontade para não descartar um candidato devido à pobreza da preparação do seu currículo ou do seu despreparo para a entrevista. Escrever sobre isso, dando dicas sobre como os leitores (interessados a ponto de buscar o tema no Google e chegar nos meus artigos) podem evitar os mesmos erros que já vi tantas vezes, sempre me deixa especialmente feliz.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Quais os blogs que você têm ou já teve?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  No contexto desta entrevista, acho que os mais interessantes para mencionar são mesmo o <a href="http://br-linux.org">BR-Linux</a> e o <a href="http://efetividade.net">Efetividade</a>. Eu tenho e tive outros, mas não são ativamente mantidos e nem têm assuntos que possam despertar o interesse dos teus leitores, acredito.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Qual é a sua rotina para blogar e quais são suas motivações?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Como diria o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Didi_moc%C3%B3">Didi Mocó</a>, aí vareia. Para os artigos do <a href="http://efetividade.net/" target="_blank">Efetividade.net</a>, em geral eu começo escolhendo um assunto, aí procuro referências em livros e revistas, e em geral acabo adotando a linha definida por um artigo ou livro como base, sempre acrescentando minhas próprias opiniões ou posicionamentos. Às vezes já inicio com uma linha pessoal definida, e aí o artigo externo acaba servindo apenas como complemento, ou mesmo contraponto. De uma forma ou de outra, os artigos externos são sempre referenciados, mesmo quando participam só como coadjuvantes. Freqüentemente escrevo 3 ou 4 artigos no mesmo dia, e deixo acumular, publicando aos poucos.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Para o BR-Linux, cujo foco são as notícias, geralmente eu começo olhando as cerca de 15 a 25 submissões de notícias enviadas pelos leitores todos os dias, identificando quais as que estão dentro da pauta do site e têm os requisitos necessários para publicação. Depois abro o <a href="http://www.google.com.br/reader/">Google Reader</a> e passo em revista todos os feeds, marcando os assuntos que podem interessar os leitores do BR-Linux. Ao final deste passo, acabo escolhendo 3 a 5 deles e redijo, referenciando a fonte onde me informei.</p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p>A motivação do ato de escrever também varia. No caso do Efetividade, na maioria das vezes eu escrevo sobre assuntos que me interessam especificamente. Assim, ao pesquisar, acabo aprendendo mais sobre eles, e ao escrever eu fixo o que aprendi. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> No BR-Linux, às vezes há uma motivação adicional: a cobertura do assunto em outros sites nacionais (inclusive da chamada grande imprensa) às vezes erra completamente o ponto – e geralmente nem é por malícia, é por ignorar completamente os fundamentos do assunto que está cobrindo (embora às vezes seja por sectarismo mesmo, tanto a favor quanto contra). Neste sentido, fico feliz quando consigo oferecer o contraponto.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Como as suas idéias/inspiração se desenvolvem até chegarem em um post completo. Dê a sua receita de bolo passo-a-passo! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Ih, acho que já adiantei esta resposta acima! Mas uma coisa que gosto de fazer é começar lendo várias fontes sobre o tema que estou escrevendo, para só depois começar a escrever.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Você usa <a href="http://euvejo.alemdascurvas.com/2005/09/lembra-de-j-ter-me-visto-fazendo.html">mapas mentais</a> ou alguma coisa do gênero para tomar notas e alinhar as idéias antes de começar a escrever o artigo propriamente dito?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -   Não. Eu tomo muitas notas, freqüentemente rabisco em um papel (pode ser no bloco, mas em geral é em algum papel solto) um diagrama da estrutura que penso em dar para o texto, e algumas palavras-chave. Felizmente o meu processo de composição é bastante fluido, e eu posso dispensar outras ferramentas de captação.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Qual é a anatomia de um hit, aquele post que gera inúmeros comentários e reações em outros blogs?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Eu acho que alcanço esse <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_graal">Santo Graal</a> dos blogs muito raramente, os meus posts não costumam produzir grande número de reações em outros blogs – sou bastante citado e referenciado, mas não neste sentido da reação em forma de &#8220;discussão na blogosfera&#8221;. Mas eu acho que sei a fórmula sim: propor uma pergunta que outras pessoas já fizeram a si mesmas, e oferecer a sua resposta particular a ela.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Aproveitando a pergunta para expor algo sobre outro ponto, eu gosto muito do conceito de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme">meme</a>. Como diriam os Titãs antes de serem substituídos por estes seus atuais clones do mundo bizarro, as idéias estão no chão, você tropeça e acha a solução – e bastante gente bloga sobre elas, aí. Mas acho uma tristeza esta bastardização da idéia de meme que vem sendo replicada no Brasil, em que você levanta a questão e já &#8220;convida&#8221; objetivamente outros blogs a respondê-la.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Você tem dois blogs que estão entre os mais acessados do Brasil. Qual é a fórmula deste sucesso?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Acho que é o velho mantra: <strong>Content is King</strong>. No caso do BR-Linux, eu também ganho no cansaço, porque a comunidade é grande e colaborativa, e assim tenho condições de freqüentemente postar mais de 20 notícias por dia. Você já foi da diretoria da maior empresa de Linux no Brasil e provavelmente concorda comigo que o BR-Linux, mesmo sendo um blog individual e sem o menor interesse em ser visto como recurso jornalístico, está entre as maiores fontes de informação freqüentemente atualizadas sobre Linux no nosso país, o que o coloca em uma posição bastante almejada por blogs de informação: a de uma fonte considerada autoritativa pelo conjunto dos interessados pelo assunto que ela cobre.</p>
<p class="MsoNormal">Já no Efetividade, o bicho pega. Posto no máximo um artigo por dia, e ali não há um tema específico no qual eu possa tentar posicionar o site como autoridade. Acho que o sucesso do Efetividade decorre de eu publicar material original sobre um assunto que interessa a muita gente.<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Qual é a sua opinião com relação aos sites/blogs para <a href="http://www.marketingdebusca.com.br/paraquedistas-e-seo-o-google-le-comentarios/">caçar pára-quedistas</a>?<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Augusto Campos</strong> -  Não é algo que me agrade muito, mas eu vejo pelo lado do marketing. A caça aos pára-quedistas é uma tentativa de usar chamarizes e engodos para fazer com que as pessoas que estejam pesquisando sobre determinados assuntos na web acabem caindo no seu site, mesmo que ele não ofereça o conteúdo que elas estão procurando, na expectativa de que elas acabem clicando em algum anúncio no seu site.</p>
<p class="MsoNormal">Neste sentido, a caça aos pára-quedistas pode não ser uma fraude se de fato o seu site estiver oferecendo um anúncio que interessa a este leitor, e se ao clicar nele o interesse deste leitor acabe satisfeito, e ele inicie algum negócio com o anunciante. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Nos demais casos, tanto o leitor quanto o anunciante podem estar sendo enganados, e aí o blog caça-pára-quedistas acaba sendo algo que prejudica o mercado como um todo. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Como leitor, não volto a entrar em um site quando percebo que ele usou algum engodo para me atrair, e não cumpriu a expectativa que eu tinha quando entrei nele.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Trabalho e blog, como conciliar?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Augusto Campos</strong> -  Sabendo quais os horários em que você está dedicado a um deles, e quais os que está livre para o outro. Com uma diferença fundamental: o trabalho muitas vezes tem condições de obrigar você a dedicar mais algumas horas a ele.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Blogs genéricos ou focados? Por que?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Conforme o gosto do freguês! Focar dá a condição de trabalhar o conceito de autoridade, e se o objetivo for a monetização, focar dá algumas outras condições vantajosas. Mas mesmo os blogs do tipo &#8220;querido diário&#8221; podem ser interessantíssimos.<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Os blogs focados não dão uma sensação de engessamento de vez em quando? Como você consegue driblar isso? Consegue forçar a barra para transformar um assunto off-topic em on-topic? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Augusto Campos</strong> -  Acho que depende do posicionamento do autor. No Efetividade eu me sinto em condições de falar sobre absolutamente qualquer tema, embora sempre me contenha tanto quanto acho importante. No caso do BR-Linux eu tenho uma tag &#8220;Variedades&#8221; em que incluo o eventual assunto fora da pauta e que eu queira compartilhar com os leitores.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p>Além disso, já há alguns anos o BR-Linux publica uma programação especial, 100% variedades, em 2 períodos especiais do ano: primeiro de abril e carnaval.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal">Mas existem autores que adotam uma postura muito mais &#8220;jornalística&#8221;, e aí acreditam que devem se manter estritamente dentro da pauta. Nada contra, é o posicionamento deles.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Como você vê o futuro dos blogs? Numa conversa anterior lembro de você falar que o poder dos blogs iria enfraquecer com o tempo, por causa das grandes empresas, etc. Pode explicar melhor isso?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Augusto Campos</strong> -  Hoje as corporações ainda não aprenderam a lidar com este desafio, mas elas acabam dando um jeito. A minha visão é que o conceito de blog será diluído. Onde eu trabalho há uns bloquinhos amarelos colantes que parecem Post-It mas são de péssima qualidade. Quem comprou, queria comprar Post-It, mas comprou aquilo, e agora vai usar. Hoje já há blogs de empresas que são verdadeiras arapucas, 100% propaganda disfarçada de conteúdo. Eles vão acabar aprendendo a fazer melhores blogs, e o blog corporativo alinhado à estratégia de uma empresa vai ser indistingüível de um blog genuinamente individual. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p>Mas a questão é mais no campo da tecnologia do que no de paradigma. Quando isso acontecer, os sucessores dos blogueiros individuais de hoje estarão usando outros recursos, outros formatos, outras mídias para alcançar o público que rejeita a informação filtrada pelas grandes corporações.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p>Não que eu não dê valor para as informações filtradas pelas corporações. Pelo contrário, sou um consumidor ávido delas. O que me preocupa é consumir estas informações por engano, como em campanhas de astroturfing ou em campanhas publicitárias disfarçadas de blogs ou de vídeo independente &#8220;viral&#8221;.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - E com relação à monetização? Qual a sua opinião a respeito disso tudo? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  No futuro todo mundo terá seus 15 minutos de fama e seus 15 dólares de AdSense! Eu sou Administrador, e essa questão da transformação dos blogs e páginas individuais em mídia que pode ser comercializada em grandes volumes, como o AdSense e os grandes programas de afiliados fazem, me fascina. O mais interessante é que o modelo torna plenamente possível que diversos usuários nacionais faturem centenas ou milhares de dólares por mês, no Brasil, com conteúdo produzido individualmente e uma infra-estrutura fácil de obter. É outra escala de empreendedorismo, e espero que bastante gente esteja aproveitando este faturamento para potencializar outras atividades, e não unicamente como um fim em si mesmo.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Você estava no mesmo vôo do pessoal de Lost e caiu naquela maldita ilha. Conseguiu hackear uma calculadora digital ligada a um radinho de pilhas estragado e agora pode acessar 10 feeds rss. Quais vocês escolheria? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> -  Se eu caísse lá na ilha e tivesse esse tipo de recurso, não usaria para assinar feeds, e sim para acessar o e-mail, e eventualmente para criar um site sobre como é viver naquela ilha! Só receber os feeds, sem poder atuar sobre a informação recebida, é meio árido, estéril. Preferiria passar mais tempo estudando a vida do urso polar lá da ilha.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Ok, tentei te perguntar quais são os seus 10 feeds essenciais de uma forma criativa. Se bem que cair numa ilha deserta não é muito criativo. Mas tudo bem. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> Então me diga quais são os seus 10 feeds essenciais, que você recomenda sem pestanejar para qualquer um? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Augusto Campos</strong> -  Eu não conseguiria reduzir a lista a 10 feeds, tenho mais do que 10 categorias na raiz da minha árvore de feeds! <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Ok, vamos em frente então! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> Abra a sua caixa de ferramentas para nós. O que tem dentro dela para gerenciar e manter os seus blogs de sucesso? O que usa, que sites acessórios (technorati, etc). Que ferramentas de estatítisticas usa e como trabalha com elas, etc.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> - Eu uso <a href="http://www.google.com/analytics/">Google Analytics</a>, <a href="http://technorati.com">Technorati</a>, <a href="http://www.google.com/trends">Google Trends</a>, <a href="http://www.google.com">Google Search</a>, <a href="http://wordpress.com/" target="_blank">Wordpress.com</a>, Blogstats, <a href="http://www.mrunix.net/webalizer/">Webalizer</a> e outros. Mas não manipulo todas essas ferramentas o tempo todo, porque investi algum tempo em criar uma série de scripts em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/AWK_(programming_language)">AWK</a> que fui colecionando ao longo dos anos para fazer o máximo do trabalho por mim, e só me avisar quando surge alguma anormalidade ou exceção.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Pode explicar um pouco mais isso? Gostaria de entender como você analisa os seus blogs como um todo. Procura tendências, olha uma estatística de um post específico, ou coisa do gênero? Como você espreme os números para entender melhor o que está acontecendo e direcionar os seus esforços para potencializar isso? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Augusto Campos</strong> -  Não faço muito isso. Analiso os números para identificar anormalidades, mas não tanto para identificar tendências. Os números de visitação são uma fonte pobre para identificar tendências, porque eles só podem mostrar algo com relação aos conteúdos que alguma vez nós já abordamos. Claro que olho quais os posts e assuntos mais acessados, mais comentados, mais indicados (faço isso semanalmente, por intermédio de um script que me manda isso por e-mail), mas para realmente ver tendências, é preciso olhar para fora, e não para dentro!<br />
<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - O que um iniciante no mundo dos blogs deve fazer?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> - Caprichar! Ler um pouco, e lembrar que o conteúdo é o aspecto mais importante.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Do br-linux para o efetividade foram 10 anos de distância (1996 a 2006). O que teremos em 2016? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> - Em janeiro de 2013 pretendo criar um blog tirando sarro dos maias, que previram que o mundo acabaria em dezembro de 2012. Por outro lado, talvez eu esteja errado, e em dezembro de 2012 todas as minhas iniciativas na Internet se encerrem abruptamente <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p>Um pouco mais a sério, 2 meses antes de criar o Efetividade, a idéia ainda nem me passava pela cabeça. Não tenho a menor idéia do que farei neste sentido em 2016. É hobby, não é uma área na qual eu aplique tão diretamente a função Planejamento <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - O que gostaria de dizer, como palavras finais, para os milhares de leitores que vão inundar o meu blog? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> - Toc, toc, toc! (bate na madeira) Nada de palavras finais! Ainda quero escrever muitas palavras na vida <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> Mas vou deixar uma mensagem sim: não desperdicem energia, concentrem seus esforços naquilo que vale a pena. Não diminuam a eficiência, mas pensem um pouco mais na efetividade <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p><o:p></o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> - Obrigado Augusto por prontamente responder as perguntas!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://stulzer.net/blog/2007/10/01/entrevista-com-augusto-campos-o-guru-da-efetividade/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Bad Jack - Um Fanzine</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/09/16/bad-jack-um-fanzine/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/09/16/bad-jack-um-fanzine/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 02:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Além dos livros, sempre fui um apaixonado por quadrinhos, especialmente na minha adolescência. De 1984 até 1990 comprei todas as histórias em quadrinhos que saíram no Brasil. Todas!
Comecei comprando os quadrinhos da Marvel e DC, mas logo enveredei pelos meios mais undergrounds; exatamente o  ambiente em que os fanzines nasceram e se criaram. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/animal_01.jpg" title="Revista Animal 01" alt="Revista Animal 01" align="left" height="223" width="170" />Além dos <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros/">livros</a>, sempre fui um apaixonado por quadrinhos, especialmente na minha adolescência. De 1984 até 1990 comprei todas as histórias em quadrinhos que saíram no Brasil. Todas!</p>
<p>Comecei comprando os quadrinhos da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel">Marvel</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DC_Comics">DC</a>, mas logo enveredei pelos meios mais <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contra-cultura">undergrounds</a>; exatamente o  ambiente em que os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fanzine">fanzines</a> nasceram e se criaram. Eu adorava a extinta <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/animal01.cfm">revista Animal</a> (um espécie de Heavy Metal brasileira), mas gostava mais ainda de um caderno central chamado MAU, que era uma espécie de fanzine.</p>
<p>Daí que um dia me deu um clique e resolvi fazer o meu próprio fanzine. Peguei o meu possante 386DX 40Mhz e o recém descoberto PageMaker e fiz o <em><strong>Bad Jack</strong></em>, um pequeno fanzine de 4 páginas em formato A5. O nome foi inspirado no whiskey <a href="http://www.jackdaniels.com">Jack Daniels</a>, que eu havia conhecido a pouco tempo.<span id="more-369"></span></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1392367611&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1245/1392367611_caadab78a5_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Capa" alt="Fanzine Bad Jack Capa" align="left" height="240" width="173" /></a>O original saiu de uma impressora matricial caseira; fui até uma fotocopiadora e fiz  50 cópias. Levei até a <a href="http://itiban.blogspot.com/">Itiban</a>, conhecida banca de quadrinhos importados aqui de Curitiba e deixei lá para distribuir. Era setembro de 1992.</p>
<p>Infelizmente o <em>Bad Jack</em> só durou um número. Provavelmente parei porque não tinha um contato com os leitores. Os <a href="http://stulzer.net/blog/category/blog">blogs</a>, hoje em dia, dão esta retro-alimentação que é tão importante para que uma pessoa continue a fazer o seu trabalho, publicando cada vez mais textos e opiniões e interagindo com seus leitores.</p>
<p>No Bad Jack falei sobre quatro assuntos que me interessavam<a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393260516&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1146/1393260516_cace0063c0_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 2" alt="Fanzine Bad Jack Página 2" align="right" height="240" width="171" /></a> na época: A história em quadrinhos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spawn">Spawn</a>, de Todd McFarlene, que acabara de ser lançado, do <a href="http://www.fantagraphics.com/artist/losbros/losbros.html">Love and Rockets</a> (outro quadrinho, que acredito ter uma forte influência do livro <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">Cem Anos de Solidão</a>) e também da série de livros <a href="http://www.dunenovels.com/">Duna</a>. O quarto assunto acabei não falando nada, mas coloquei como ilustração de capa. Era um desenho intrigante de um cara parecendo estar crucificado, retirado de uma história do <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/">Lourenço Mutarelli</a>, que vai ser tema de um outro post. Só posso dizer que o cara é fantástico, no estilo ame-o ou o odeie.</p>
<p>Ainda tenho a edição original, que fotografei e pode ser acessado em alta resolução nos links das páginas mostradas neste post. Para que o texto seja indexado pelos mecanismos de busca reproduzo abaixo as matérias do <em>Love and Rockets</em> e da série <em>Duna</em>, que ainda me interessam muito.</p>
<p>O engraçado foi que coloquei uma área de créditos para quem havia trabalhado na elaboração do fanzine. Olhem só os meus &#8220;assistentes&#8221;: <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><strong>Editor in chief:</strong> Rodrigo</p>
<p><strong>Editor de Arte:</strong> Handy Scanner HS-3000 Plus</p>
<p><strong>Redator:</strong> Microsoft Word</p>
<p><strong>Diagramador:</strong> Aldus PageMaker 4.0</p>
<p><strong>Gerente de Produção:</strong> 386DX 40Mhz</p></blockquote>
<p>E aqui seguem as matérias que falei acima.</p>
<p><strong>Love And Rockets</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393261462&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1367/1393261462_7f1ccc27f0_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 3" alt="Fanzine Bad Jack Página 3" align="left" height="240" width="170" /></a>Já a algum tempo a editora Record tem trazido até nós a ótima <strong>Love and Rockets</strong>. Para quem conhece as histórias criadas pelos irmãos Hernandez a sigla <strong>L&amp;R</strong> já é uma alegria. Mas o que é este universo criado por dois chicanos que nasceram na Califórnia?</p>
<p>Se você pensou em incríveis heróis espaciais musculosos e lutas titânicas para salvar o planeta, está totalmente enganado. <em>L&amp;R</em>, <em>Locas</em>, <em>Crônicas de Palomar</em> e tudo que se refere a este maravilhoso universo conta tão e somente o cotidiano das pessoas. Isto mesmo, passeios de finais de semana na casa da amiga rica, bebedeira nas noites de sábado e ensaio da banda da Hopey. Os irmãos Hernandez conseguiram cativar os leitores para os seus contos, por mais normais que sejam eles. No início <em>L&amp;R</em> contava a vida de Maggie, uma mecânica de foguetes. A cada aventura ela estava em algum lugar do planeta para consertar foguetes. O cenário era um pouco futurista, mesclando carros voadores e calhambeques na maior naturalidade. Após algum tempo, os foguetes foram ficando para segundo plano e os Hernandez concentraram-se na vida de Maggie e suas Amigas.</p>
<p>L&amp;R é tudo isto e muito mais. Quando você estiver passando por uma banquinha e dar de cara com um exemplar de <em>Love and Rockets</em>, esprema os bolsos e compra esta maravilha, aposto que você não vai se arrepender.</p>
<p><strong>Duna</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393262356&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1158/1393262356_37c87cd28a_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 4" alt="Fanzine Bad Jack Página 4" align="left" height="240" width="171" /></a>Um Planeta onde a água vale tanto ou mais do que o ouro. Um Planeta onde os homens vagam pelo deserto com roupas que reciclam o próprio suor. Um Planeta que possui a especiaria mais valiosa do Universo. Um Planeta dominado por gigantescos Vermes de Areia. Um Planeta chamado Duna.</p>
<p>Em 1965, quando Frank Herbert publicou o primeiro livro da série Duna, perguntaram-lhe se estava criando uma nova religião. Alguns já definiram seu estilo de &#8220;ficção científica psicológica&#8221;, tão grande é a elaboração de seus personagens. Não existem grandiosas batalhas intergaláticas. No lugar delas temos os conflitos e as infindáveis tramas políticas pelo poder.</p>
<p>Uma irmandade de Bene Gesserit (espécie de freiras misturadas com bruxas) tentando criar o Salvador. Cada Bene Gesserit tem no seu interior a consciência de todas as suas antepassadas. É algo como saber o que seu bisavô pensou no dia 25 de agosto de 1846! Navegadores da Corporação (pilotos de gigantescas naves espaciais) viajando pelo hiper-espaço. Conseguindo fazer tais viagens através da ingestão de doses maciças de Melange. A Melange desperta o poder da presciência nas pessoas, mostrando-as pequenos flashes do futuro.</p>
<p>A família Atreides que foi agraciada (ou amaldiçoada) com o feudo de Arrakis (Duna). Os Harkonnen, eternos inimigos dos Atreides. Paul Atreides, um garato tornando-se homem. Um homem que poderá ser o Muad&#8217;Dib (o Salvador).</p>
<p>Todos estes personagens espalham-se por seis volumes e mais de 2.800 páginas contando a história de Paul Atreides e seus descendentes. Mais, acima de tudo, contando a história de Duna. Se você viu o filme, esqueça. Leia o livro.</p>
<p>E você, já fez algum fanzine na vida ou gosta de algum destes assuntos que tratei no <strong>Bad Jack</strong>? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>8 Dicas de Livros Sobre a Arte de Escrever</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/09/14/8-livros-sobre-a-arte-de-escrever/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/09/14/8-livros-sobre-a-arte-de-escrever/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 01:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrever é uma arte em alta. Nunca se escreveu e se produziu tanto como nos últimos anos. O advento da Internet, do email, da Web e também dos blogs fez com que a escrita fosse cada vez mais necessária à nossa comunicação diária. Além de gostar muito de ler também me interesso pela arte de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1045/1384098328_190f599586.jpg" align="left" height="281" width="254" />Escrever é uma arte em alta. Nunca se escreveu e se produziu tanto como nos últimos anos. O advento da Internet, do email, da Web e também dos blogs fez com que a escrita fosse cada vez mais necessária à nossa comunicação diária. Além de <a href="http://stulzer.net/livros/">gostar muito</a> de <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros">ler</a> também <a href="http://stulzer.net/escritos/">me interesso pela arte de escrever</a>.</p>
<p>Nunca gostei de regras gramaticais, de sintaxe ou todas as outras análises que era preciso fazer no colégio; o que aprendi foi através da leitura. Acredito que se aprende a escrever  lendo vários livros ao invés de se decorar uma meia dúzia de regras. No meu dia-a-dia, se tenho dúvida com alguma palavra, escrevo-a em um papel de várias maneiras. A palavra correta normalmente é a que mais me agrada, que não dói aos olhos.</p>
<p>Mas não adianta somente escrever corretamente as palavras. Deve-se juntá-las de forma coerente, seguindo uma linha de pensamento. As frases têm que se encaixar umas nas outras e os parágrafos devem se encadear de forma fluida, levando o leitor a entrar em uma forma de transe e mergulhar no texto, sorvendo-o até a última gota.<span id="more-368"></span></p>
<p>Para conseguir um nível de atenção do leitor ao ponto de absorvê-lo totalmente é preciso treinar muito; é preciso escrever! Mas sempre existe uma maneira de avançar etapas e melhorar o potencial de escrita de cada um. Pensando nisso gostaria de compartilhar com você uma lista de livros, que li nos últimos anos, sobre a arte de escrever:</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=32783&amp;Type=1&amp;franq=172683"><span lang="EN-US"><strong>1. On Writing - A Memory of the      craft - Stephen King</strong></span></a><br />
Nunca consegui gostar muito dos livros de Stephen King. Não sei, mas sempre falta alguma<img src="http://farm2.static.flickr.com/1317/1384098322_f6d0d9ac51_o.jpg" align="right" height="248" width="250" /> coisa. Mas este livro é uma exceção. Nele King explica como escreve dando exemplos simples e concretos. Total ironia, o livro que mais gostei foi o que ele ensina a escrever. Bom para quem quer aprender a escrever ou quer melhorar ainda mais a sua técnica.</p>
<p><strong><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=Natalie%20Goldberg">2. Writing Down the Bones - Natalie Goldberg</a></strong><br />
Livro fácil e de leitura agradável. Composto por capítulos curtos cheio de dicas, incentivando o leitor a escrever, escrever e escrever. Para Natalie não existe o &#8220;branco&#8221;, o que falta  são temas para o escritor desenvolver a sua arte. E temas e sugestões são o que não faltam no livro dela.</p>
<p><strong><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=William%20Strunk%20Jr.">3. The Elements of Style - Willian Strunk Jr e E. B. White</a></strong><br />
Este é um clássico. Todas as pessoas tinham que ter um cópia deste livro em casa. Para exemplificar nada melhor do que um trecho do próprio livro, que, por sinal, <a href="http://www.bartleby.com/141/">possui uma versão online</a>:</p>
<blockquote><p>Vigorous writing is concise. A sentence should contain no unnecessary words, a paragraph no unnecessary sentences, for the same reason that a drawing should have no unnecessary lines and a machine no unnecessary parts.</p></blockquote>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=10956&amp;Type=1&amp;franq=172683">4. Os Segredos da Ficção - Raimundo Carrero</a></strong><br />
Escrito por um dos ganhadores do Prêmio Jabuti. O livro é interessante e bem técnico, mas achei que poderia ter menos teoria. Também usa muitos exemplos dos clássicos, que tendem a ser, digamos assim, mais chatos de se ler. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=John%20Gardner">5. A Arte da Ficção - John Gardner</a></strong><br />
Melhor que o anterior e mais fluido, mas também carece de algumas atividades mais práticas como o livro de Natalie.</p>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=40775&amp;Type=1&amp;franq=172683">6. Desvendando os Quadrinhos - Scott McCloud</a></strong><br />
<em>Desvendando os Quadrinhos</em> é muuuuuito bom. Mesmo para alguém como eu que não é desenhista e não pretende fazer nenhuma história em quadrinhos. É impressionante como o autor mergulha fundo no universo dos quadrinhos e nos mostra em uma linguagem clara como funciona esta forma de expressão.</p>
<p>.<br />
<strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=97190&amp;Type=1&amp;franq=172683">7. O Lugar do Escritor - Eder Chiodetto</a></strong><br />
Este livro é sobre pessoas, mas inspira qualquer um que goste de escrever. Ele é um ensaio fotográfico com vários autores brasileiros de renome, mostrando-os em seu lugar de escrever. É como se Chiodetto despisse os autores, mostrando-os nus, sem poderem se esconder atrás de seus personagens, histórias, máquinas de escrever, computadores, lápis e papéis. Inspirador.</p>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=67533&amp;Type=1&amp;franq=172683">8. A Jornada do Escritor - Christopher Vogler</a></strong><br />
Livro muito interessante. É baseado na obra de Joseph Cambell sobre o poder do mito. Segundo ele todas as histórias têm em comum uma mesma estrutura, baseada na <img src="http://farm2.static.flickr.com/1411/1384098312_7dcfdc18af_o.jpg" align="right" height="334" width="253" /><strong>Jornada do Herói</strong>, que é dividida em vários estágios:</p>
<ol>
<li>Mundo Comum</li>
<li>Chamado à Aventura</li>
<li>Recusa do Chamado</li>
<li>Encontro com o Mentor</li>
<li>Travessia do Primeiro Limiar</li>
<li>Testes, aliados, inimigos</li>
<li>Aproximação da Caverna Oculta</li>
<li>Provação Suprema</li>
<li>Recompensa</li>
<li>Caminho de Volta</li>
<li>Ressureição</li>
<li>Retorno com o Elixir</li>
</ol>
<p>O livro então dá exemplos de livros e filmes conhecidos mostrando como montar uma história baseada na Jornada do Herói. Recomendo.</p>
<p>Este livro achei sem querer quando estava passeando pelo Pelourinho, em Salvador. Entrei em uma livraria e encontrei-o numa estante, jogado. Que surpresa maravilhosa encontrar um livro tão bom por acaso.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=William%20K.%20Zinsser"><strong>9. On Writing Well - Willian Zinsser</strong></a></p>
<p>E o nono livro dos oito é o <em>On Writing Well</em>. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> Como bem lembrado pelo Mará nos comentários, este livro é, junto com o <em>Elements of Style</em>, uma das bíblias para se ter em casa.</p>
<p>E você, recomenda mais algum livro sobre a arte de escrever?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Outros posts da série:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">Os 30 Melhores Livros que Li entre 2001 e 2007</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/26/5-dicas-de-livros-eroticos/">5 Dicas de Livros Eróticos</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/30/8-livros-sobre-a-historia-da-tecnologia/">8 Livros Sobre a História da Tecnologia</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/17/dicas-de-livros-sobre-a-arte-do-surf/">Dicas de Livros Sobre a Arte do Surf</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://stulzer.net/blog/2007/09/14/8-livros-sobre-a-arte-de-escrever/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O Silêncio</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/09/04/o-silencio/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/09/04/o-silencio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 14:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

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		<description><![CDATA[O Silêncio 
Nasce das ondas sonoras
No vácuo do espaço infinito
No susto da bela senhora
Na fuga do velho proscrito
Cresce nos campos de grama
Nas belas praias desertas
No doce olhar de quem ama
Nas duras escolhas incertas
Vive no beco deserto
Nas estrelas brilhantes do céu
No pequeno gato desperto
Nas roupas deixadas ao léu
Morre no stress da buzina
No grito do gol bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Silêncio </strong></p>
<p>Nasce das ondas sonoras<br />
No vácuo do espaço infinito<br />
No susto da bela senhora<br />
Na fuga do velho proscrito<span id="more-360"></span></p>
<p>Cresce nos campos de grama<br />
Nas belas praias desertas<br />
No doce olhar de quem ama<br />
Nas duras escolhas incertas</p>
<p>Vive no beco deserto<br />
Nas estrelas brilhantes do céu<br />
No pequeno gato desperto<br />
Nas roupas deixadas ao léu</p>
<p>Morre no stress da buzina<br />
No grito do gol bem marcado<br />
No gemido da linda menina<br />
No suspiro do beijo lavado</p>
<p>Este é um dos poucos poemas que fiz. Gostei porque é bem visual e tem uma evolução, uma vida e um final. Para ser lido imaginando-se as cenas de cada frase.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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