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	<title>Empirical Empire &#187; Livros</title>
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	<description>Em Busca de Novos Conhecimentos, sempre!</description>
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		<title>Dicas para uma Boa Leitura</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 12:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje recebi um email de um dos leitores do blog. Ele viu que gosto muito de ler, que leio vários livros ao mesmo tempo e que recomendo um ou outro livro de vez em quando. O problema dele é que não consegue ler um livro até o final. Veja o email que ele mandou: Caí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje recebi um email de um dos leitores do blog. Ele viu que gosto muito de ler, que <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/10/minha-pilha-monstro-de-11-livros/">leio vários livros ao mesmo tempo</a> e que <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">recomendo</a> um ou outro livro de vez em quando.</p>
<p>O problema dele é que não consegue ler um livro até o final. Veja o email que ele mandou:</p>
<blockquote><p>Caí de páraquedas no seu blog e gostei muito do conteúdo, achei bem original.</p>
<p>Gostaria de fazer um questionamento à vc: vi que vc gosta muito de ler e lê até vários livros ao mesmo tempo (se fosse eu, acho que ficaria<br />
doido). Infelizmente, não consigo ler livros por completo. Tentei várias vezes, mas em poucas fui bem sucedido. Normalmente, o que acontece é que eu leio um capítulo do livro em um dia, passo para o seguinte no outro dia, mas sem ter a certeza de ter fixado a mensagem do capítulo anterior. Alie isso a uma rotina corrida, com pouco tempo disponível e preguiça = deixar para depois.</p>
<p>Vc sabe de alguma dica, técnica ou método de leitura eficiente, para que eu possa realmente ler e lembrar o que foi lido? Eu gosto muito de ler, tenho vários livros que não acabei e frequentemente compro outros para ler quando tiver oportunidade, mas nunca termino. Na minha opinião pessoal, acho mais fácil ler diversos artigos/posts na net que ler um livro.</p>
<p>Espero que sua experiência possa me ajudar! Continue com seu excelente blog, ele está muito bom!</p></blockquote>
<p><span id="more-624"></span></p>
<p>E eu respondi o seguinte:</p>
<p><em>Olá Marcus!</em></p>
<p><em>Eu não me preocuparia em saber se estivesse esquecendo ou lembrando de capítulos anteriores de um livro. Como livros são, por sí só, unidades de muita informação, é impossível (ou quase) assimilar tudo.</em></p>
<p><em>Leia sem grandes pretensões, aprecie o livro; entre nele. Você vai assimilar muita coisa, mesmo sem saber. Muito do que ler vai direto para o subconsciente. Um dia acontecerá algo na sua vida e você lembrará daquela parte do livro. Assim, meio que por mágica. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p><em>Penso sempre que <a href="http://stulzer.net/blog/2006/10/25/10-dicas-para-voce-ler-mais-livros-por-ano/">livros são uma poupança a longo prazo</a>. Você lê, lê, lê e parece que não ganha nada. Com o passar dos anos os resultados aparecem.</em></p>
<p><em>E principalmente <a href="http://stulzer.net/blog/2006/11/15/10-dicas-de-leitura-de-livros-de-ficcao-cientifica/">leia</a> <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/26/5-dicas-de-livros-eroticos/">coisas</a> <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/17/dicas-de-livros-sobre-a-arte-do-surf/">que</a> <a href="http://stulzer.net/blog/2006/11/02/charles-bukowski-livros-do-velho-safado/">gosta</a>, isso sim vai te fazer ler um livro até o final.</em></p>
<p><em>Deixar de ler um ou dois livros, sem acabar, é normal, mas se nenhum você consegue, daí tem algo errado. Quem sabe você tenha que tentar escolher melhor suas leituras ou se esforçar um pouco mais.</em></p>
<p><em><a href="http://stulzer.net/livros/">Faça uma lista de livros lidos</a>. Isso irá te motivar a ler mais livros por ano&#8230;.</em></p>
<p><em>Espero ter ajudado!</em></p>
<p><em>Abraços e boa leitura!<br />
Rodrigo</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lourenço Mutarelli &#8211; O Homem que Faz o Ralo Cheirar</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 03:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Gibiteca de Curitiba está comemorando 25 anos de existência com vários eventos pela cidade. Nesta quinta-feira foi a vez do Lourenço Mutarelli fazer um bate papo na Fnac do Park Shopping Barigüi. Eu como fã confesso do cara a mais de vinte anos, liguei imediatamente para a Mitie da Itiban para ver se conseguia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2005/1767852530_d8c5b422f4.jpg" title="Cartaz Lourenço Mutarelli na Fnac" alt="Cartaz Lourenço Mutarelli na Fnac" align="left" height="438" width="328" /> A Gibiteca de Curitiba está comemorando 25 anos de existência com vários eventos pela cidade. Nesta quinta-feira foi a vez do <a href="http://www.devir.com.br/hqs/mutarelli.htm">Lourenço Mutarelli</a> fazer um bate papo na Fnac do <a href="http://www.parkshopping.com.br/">Park Shopping Barigüi</a>. Eu como fã confesso do cara <a href="http://stulzer.net/blog/2007/09/16/bad-jack-um-fanzine/">a mais de vinte anos</a>, liguei imediatamente para a <a href="http://itiban.blogspot.com/">Mitie da Itiban</a> para ver se conseguia uma entrevista com ele.</p>
<p>Cheguei lá por volta das 19:00h e já tinha algumas pessoas esperando. Sentei em uma mesa, com mais alguns fãs de quadrinhos e ficamos conversando, até que o Lourenço apareceu. No final das contas foi uma entrevista coletiva. Aqui eu adaptei as perguntas ao que o Lourenço estava falando, então não esperem uma entrevista normal. O tom coloquial e cheio de repetições é porque era uma conversa mesmo, curta e grossa.</p>
<p>Mas para falar do Lourenço tenho que fazer um introdução. Mas o que falar de um cara que você admira por vinte anos seguidos? De um cara que <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/not_shell.htm">ganhou</a> <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/cinema.htm">vários</a> <a href="http://hq.cosmo.com.br/textos/quadrinistas/quadrini_mutarelli.shtm">prêmios</a>, que fez a transição dos <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=173561&amp;franq=172683">quadrinhos</a> para a <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=172683">literatura</a> de forma magistral? De um cara que tem um humor negro refinado, que desenha coisas <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/transsubstanciacao.gif">maravilhosamente grotescas</a>, que te deixam <a href="http://www.lambiek.net/artists/m/mutarelli_lourenco/mutarelli_lourenco1.gif">enjoado</a> mas, ao mesmo tempo, <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/forquilha2.gif">iluminado</a>?<span id="more-385"></span></p>
<p>O Lourenço  <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=80080&amp;Type=1&amp;franq=172683">e sua obra</a> são tudo isso e, ao mesmo tempo, nada disso. Um cara simples, que toma <a href="http://www.psicosite.com.br/far/ans/lorax.htm">vários</a> <a href="http://www.psicosite.com.br/far/and/sertralina.htm">remédios</a> para controlar suas psicoses. Um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gentleman">gentleman</a>, que gosta de abraçar, e conversar por mais de duas horas seguidas sem te deixar cansado. Um cara que te faz rir com suas histórias de vida. Rir até <a href="http://turmadocantao.wordpress.com/2007/08/09/mutarelli-em-santos/">das desgraças que passou</a>, que imprimiu com nanquim forte nos <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=80080&amp;Type=1&amp;franq=172683">vários álbuns que desenhou</a>.</p>
<p>Gravei o bate papo e extraí as partes que achei mais interessantes. Ainda tem muito material, mas acho que daí o melhor seria escutá-lo inteiro. Quando eu descobrir como exportar os dados do software proprietário do gravador, coloco o áudio na integra aqui no blog.</p>
<p>Por enquanto aproveite as idéias deste cara que extraiu da loucura álbuns e livros extremamente belos, para corações fortes, purificando-se com tudo isso.</p>
<p>Com você, <strong>Lourenço Mutarelli!</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2135/1767001727_1bf3bf146a.jpg" title="Lourenço Mutarelli" alt="Lourenço Mutarelli" height="269" width="359" /></p>
<p><strong>Como foi fazer O Cheiro do Ralo?</strong></p>
<p>Quando eu fiz <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/ralo.htm">O Cheiro do Ralo</a> foi um surto. Um surto mesmo! Eu estava trabalhando na  <a href="http://www.revistaetcetera.com.br/18/mutarelli/index.html">trilogia</a>, na última parte de <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/n09112001_03.cfm">A Soma de Tudo</a>. Eu tinha algumas ilustrações para fazer, uma capa para a Record, e daí a minha mulher e meu filho viajaram no carnaval e daí eu liguei o computador para escanear um desenho e daí veio esta idéia e  eu pensei  e comecei a escrever. Fiquei cinco dias direto ali. E quando a minha mulher chegou eu disse:  &#8220;Eu fiz uma coisa&#8221;. Ela falou &#8220;Outra merda&#8221;, &#8220;Não, não. Eu fiz um negócio que acho que é um livro&#8221;.</p>
<p>Quando eu levei para a <a href="http://www.devir.com.br/">Devir</a> o pessoal lá pegou e jogou na gaveta. Daí eu recebi um email do <a href="http://www.arnaldoantunes.com.br/">Arnaldo Antunes</a> dizendo que gostou do manuscrito. O pessoal da Devir disse que se o Arnaldo autorizasse colocar a carta no livro eles publicavam. Daí eu fiquei meio mal com aquilo. Além disso eu tinha que fazer a ilustração da capa, que eu não queria. Eu queria é uma foto. No final acabaram publicando.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2012/1767004073_e58c90785b.jpg" height="265" width="355" /></p>
<p><strong>Quanto? Tanto! Em O Cheiro do Ralo as pessoas não falam no valor das coisas, dizendo somente &#8220;quanto? tanto!&#8221; Tenho a impressão que este tipo de situação permeia o livro. </strong><strong>Essa atemporalidade foi intencional?</strong></p>
<p>Como foi o meu primeiro romance eu achava que as coisas tinham que ser o ideal para cada um. <a href="http://sampaist.com/attachments/sp_renata/cabine.jpg">Olha a bunda</a>. <a href="http://fotos.sapo.pt/teotonio2/pic/0000428s">Ela</a> <a href="http://www.unip2005.blogger.com.br/bunda.jpg">tinha</a> <a href="http://pracadarepublica.weblog.com.pt/ranum.jpg">que</a> <a href="http://superego.colunas.entretenimento.globo.com/bunda.jpg">ser</a> <a href="http://fotosdochongas.files.wordpress.com/2007/02/01_lucyclarkson_103794tb.jpg">o</a> <a href="http://i94.photobucket.com/albums/l104/gabsfran/bunda.jpg">ideal</a> <a href="http://www.kidoido.com/wp-content/uploads/2007/02/amo_kidoido_bunda.jpg">de</a> <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/jeanloup_sieff_rodin.jpg">cada</a> <a href="http://inovar.net/blog/wp-content/uploads/bunda.jpg">um</a>. E não <a href="http://www.lambiek.net/artists/m/mutarelli_lourenco/mutarelli_lourenco1.gif">alguma coisa</a> que eu desenhasse. Cada um tinha que construir aquele personagem. Não só isso, como outros elementos. Eu achava que os valores também. Por isso os personagens não têm nome e as coisas não têm valor. Não é só buscando a atemporalidade, mas também buscando uma interação maior. Era a primeira vez que eu estava desenvolvendo uma história que estava liberta das imagens desenhadas. E também porque eu achava uma coisa muito legal. Como o problema do sifão. Eu sei que aquele problema lá não era sifão. isso não importa muito. Tem uma coisa que escrevi na trilogia que se um cara morre de pé isso dá muito azar. Muita gente veio me perguntar se isso era verdade. É claro que não era. Eu gosto disso pois é uma ficção. Eu gosto de colocar coisas ali que talvez não sejam reais e não tem como a gente saber.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2252/1767010291_0f61a4e88e.jpg" height="269" width="359" /></p>
<p><strong>E sobre o filme?</strong></p>
<p>Eu conto uma história que é sempre a mesma, mas é uma história excelente da minha relação com o <a href="http://www.ocheirodoralo.com.br/">filme O Cheiro do Ralo</a>.</p>
<p>Quando o <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/entrevista_mutarelli.cfm">meu filho</a> era pequeno, tinha uns 7 anos, ele ouviu eu negociando os direitos por telefone e me perguntou se o meu livro iria virar um filme. E eu disse que sim. Daí ele me perguntou se seria um filme que a gente iria ver no cinema comendo pipoca. E aí me <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilumina%C3%A7%C3%A3o_%28budismo%29">deu uma luz</a>, e eu vi que era isso. O filme era isso para mim.</p>
<p>Eu quero que quem me adapte tenha liberdade pois uma outra mídia e não me compromete. É diferente de uma <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/teatro.htm">peça de teatro</a>. Na peça tem <a href="http://www.wooz.org.br/teatromutarelli.htm">o seu nome como autor</a>. Se alguém muda o final da peça, como fizeram, você se queima como autor. Mas no filme, que é uma adaptação, o pessoal faz o que quiser.</p>
<p>Eu só tive problemas para receber. De resto foi ótimo. O set era maravilhoso e o pessoal também. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_%28filme%29">Nina</a>, por exemplo, teve muitos problemas no set. No Cheiro era ruim ir embora. Todo mundo que entrou era porque gostava do projeto.</p>
<p>Quando vinham me perguntar alguma coisa eu  dizia que só tinha escrito o  livro, que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Selton_Mello">Selton</a> conhecia o livro melhor do que eu. E era verdade! Depois que escrevi o livro nunca mais o li. Eles lembravam e sabiam de coisas muito melhor que eu. Eu não sabia se uma coisa era de um livro ou de outro que eu tinha escrito. Não lembrava mais.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2070/1767008243_30b80ca9c4.jpg" height="270" width="360" /></p>
<p><strong>E o segurança?</strong></p>
<p>Ele foi um personagem que a gente criou no <a href="http://www.devir.com.br/zero_2005a/muta_cheiro1.jpg">set de filmagem</a>. A gente brincou com o meu dote físico. Num dos dias de filmagem vi um cara magrinho saindo de uma academia. Ele saiu com o peito todo estufado, devia ser o primeiro dia dele lá. E é isso mesmo, não é o que a pessoa é, mas o que ela sente que é. E fui isso que usei no meu personagem.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2188/1767858770_943f5158dc.jpg" height="270" width="360" /><br />
<strong>E o livro do Jesus Kid?</strong></p>
<p>Foi um projeto que o Heitor Dralha me apresentou. Ele disse que queria uma história de um escritor que ficasse num hotel e tivesse que escrever um livro. Daí todo dia ele me ligava e daí incluía algo na história. Pedia para incluir batatinha frita na história, mulheres gostosas, que tivesse um contexto social&#8230; Era assim todo dia.</p>
<p>Daí eu ia incluindo estas coisas <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=279074&amp;ST=SR&amp;franq=172683">no livro</a>. Eu só dizia: legal. E eu conseguia encaixar isso. E daí um dia ele falou que tinha um cara num hotel, que a gente poderia filmar de graça. E que o filho dele era <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=marombeiro">marombeiro</a>, e pediu para eu colocar um halterofilista. E eu botava. E tudo o que o cara pedia eu ia colocando. Então no fim eu me divertia muito com tudo aquilo.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2219/1767014097_c413b2803a.jpg" height="264" width="352" /></p>
<p><strong>Como é o seu  processo criativo, como você escreve?  </strong></p>
<p>Eu tenho uma primeira leitora. Eu conheço ela desde os tempos de fanzine. Dei o Cheiro do Ralo para ela ler e gostou muito. A <a href="http://www.eca.usp.br/gibiusp/membros_lucimar.asp">Lucimar</a>  também lê muito as minhas coisas.</p>
<p>A minha sorte é quando eu estou trabalhando eu esqueço de tudo. Eu me envolvo com aquilo. Então eu não penso que vai ser publicado; eu não penso que as pessoas vão ler. Então tudo que eu faço é uma experiência. Eu não tenho medo se vai ficar bom ou se vai ficar ruim.</p>
<p>Então, <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/n06012004_01.cfm">nesta oficina que eu dou</a> eu trabalho muito isso. A coisa para que as pessoas desaprendam a escrever. Eu sinto que as pessoas destravam tanto no texto que é uma coisa tão legal que eu quero fazer isso mais vezes. O que eu faço é tentar quebrar alguns vícios e algumas travas.</p>
<p>Com O Cheiro do Ralo e o <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=272290&amp;ST=SR&amp;franq=172683">Natimorto</a> eu diria, se fosse espiritualista, que praticamente psicografei. Eu costumo dizer que é uma entidade que me pega por trás, com força, e aí o negócio vai. Eu não faço nada. Depois eu deixo descansar um pouco e enxugo algumas coisas.</p>
<p>A Lucimar também me ajuda, dizendo o que acha das histórias. Mas eu sei quando eu devo ouvir ela e quando devo confiar no que escrevi.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2238/1767015837_6cd553371a.jpg" height="262" width="350" /></p>
<p><strong>Com relação ao uso de roteiros</strong></p>
<p>No começo eu não usava roteiros, tinha a idéia na cabeça e ia fazendo. Transubstanciação é assim e o Desgraçados é assim. Quando eu fiz <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/lucimar.htm">Eu te Amo Lucimar</a> que é uma estória mais mais elaborada para se trabalhar, que tem flashbacks, foi a primeira vez que eu roteirizei. E isso para você quadrinizar é uma liberdade muito grande daí eu desenho como uma filmagem. Eu desenho fora de ordem porque eu tenho todo o roteiro pronto e todos os diálogos.</p>
<p>Isso era bom porque eu sempre começava desenhando pelas partes mais chatas e mais difíceis. Pois o problema é esse: eu escrevia um roteiro em quinze dias, um mês. Aí eu ia levar dez meses para desenhar isso. Então esse é um dos motivos que eu parei os quadrinhos. Me dizem que parei por causa de grana. Também foi por causa de grana. Em Brasília fui dar uma palestra como quadrinhista. Me pegaram num ônibus e pagaram um cachê horrível. Depois voltei lá como escritor. Apareceu uma van com ar condicionado e ganhei um baita cachê.</p>
<p>E eu sempre me depreciei. Eu sempre dizia que eu não era artista, mas que eu era um artesão. Na literatura é tudo diferente. As pessoas te tratam com admiração, respeitam o seu trabalho.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2300/1767864218_01ad91875a.jpg" height="270" width="360" /></p>
<p><strong>E os livros maiores? Queremos livros com 300 páginas!!</strong></p>
<p>Eu estou tentando fazer isso. Estou escrevendo mais devagar. Mas eu tenho um problema,  gosto do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo">minimalismo</a>. Eu gosto do contrário do que eu fazia nos quadrinhos, que era um excesso de informação e de detalhes. Eu gosto de construir com muito pouco.</p>
<p>Mas eu preciso fazer. Os editores estão pedindo. Eu tenho muito medo de acabar fazendo uma coisa chata. Se eu escrevo uma história assim em 100 páginas imagina o que eu vou fazer num de 300. Só se eu escrever uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cem_Anos_de_Solid%C3%A3o">saga de cinco gerações</a>. Mas eu estou mesmo a fim de fazer algo assim. Eu estou tentando! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>E eu escrevo uma palavra por linha, daí fica mais fácil. E agora eu estou escrevendo mais certinho e a coisa não rende <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />   Mas eu estou fazendo um livro assim, normal, cinza. Você olha e não é só o cantinho escrito.</p>
<p>O livro do Serial Killer vai ser bem detalhista assim, eu prometo! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2054/1768098752_06a6c58f1c.jpg" title="Lourenço Autografando" alt="Lourenço Autografando" height="329" width="439" /></p>
<p><strong>E a experiência de escrever um blog em Nova York?</strong></p>
<p><a href="http://blogdolourencomutarelli.blogspot.com/">O blog</a> me salvou. Tem uma coisa que eu não podia botar no blog. Depois de quinze dias por lá eu entrei em uma depressão violenta. Eu comecei a ficar muito mal e senti que eu ia desandar. Eu sabia que eu tinha que levar pouco <a href="http://www.psicosite.com.br/far/ans/lorax.htm">remédio</a> por causa da alfândega, mas daí eu fiz um truque. Coloquei mais duas cartelas dentro da caixinha. Eu comecei a desandar lá e em um momento eu estava muito ruim e daí eu juro que foi o blog que me salvou.</p>
<p>Mas eu não consegui manter o blog aqui. Era muito bom para mim entrar ali e ver que aquelas pessoas estavam lá me acompanhando. Quando eu voltei para SP, na minha solidão,  na minha casa. Daí era uma coisa diferente. Eu tenho muita coisa para fazer e daí não dava mais tempo. Lá foi muito bom poder falar, dividir. Foi muito terapêutico.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2036/1768101470_bb6d680d9f.jpg" title="Autógrafo do Lourenço no meu livro O Natimorto" alt="Autógrafo do Lourenço no meu livro O Natimorto" height="500" width="375" /></p>
<p><strong>E a sua relação com os computadores?</strong></p>
<p>Eu jogo paciência e escrevo. Eu detesto Internet e emails. Não consigo, ler ou responder um email. Eu não leio email. Quem faz isso para mim é a Lucimar. Faço tudo no rastro da Lucimar.</p>
<p>O primeiro computador que eu tive foi um Apple, que eu ganhei e era usado. E daí eu entendi porque o símbolo era uma <a href="http://prensadigital.com.br/pd1/wp-content/uploads/2007/04/apple-logo.jpg">maçã</a>. Porque aquilo é uma tentação, um lugar só para você fazer besteira, jogar paciência e perder tempo com a pornografia na Internet.</p>
<p>Agora, o computador para escrever é ótimo. Eu não conseguiria escrever sem um computador. Antigamente, quando eu tentava escrever não funcionava. Eu não conseguia tabular, ficava tudo torto. A linha não acertava, você tacava branquinho. Eu nunca seria um escritor com máquina de escrever.</p>
<p>Eu tive um palmtop por uns dois anos e meio e era viciado. Fazia tudo nele. Por sorte ele pifou e daí eu voltei a usar caderno. E também porque eu já estava desandando, usando ele para filmar coisas na rua. Eu não presto para isso.</p>
<p>O computador, no meu jeito, só funciona para jogar paciência e escrever.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2218/1767846316_4695700e8a.jpg" title="Eu e o Lourenço" alt="Eu e o Lourenço" height="375" width="500" /></p>
<p><em>E no final da noite tiramos as tão conhecidas fotos, o Lourenço autografou vários livros e acabei indo <a href="http://www.babiloniaonline.com.br/">jantar</a> junto com ele, Xico e Mitie, donos da <a href="http://itiban.blogspot.com/">Itiban</a>. </em></p>
<p><em>Conversamos bastante e foi um noite agradabilíssima.</em></p>
<p><strong>Lourenço, gratidão!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>6 Dicas de Livros Sobre a Arte do Surf</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/17/dicas-de-livros-sobre-a-arte-do-surf/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 23:21:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a surfar em dezembro de 2001 e nunca mais parei, inclusive no asfalto. Considerado um dos esportes mais completos que existe, o surf exige dedicação, persistência e força de vontade. Assim como qualquer outra atividade, somente através da experiência é que se consegue performances e resultados melhores, mesmo que seja só para curtir as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2103/1605944568_02cd5a8a0e_o.jpg" title="Surfista" alt="Surfista" align="left" height="283" width="379" />Comecei a surfar em <a href="http://stulzer.net/linha-do-tempo/">dezembro de 2001</a> e nunca mais parei,  <a href="http://www.surfnoasfalto.com.br/blog">inclusive no asfalto</a>.</p>
<p>Considerado um dos esportes mais completos que existe, o surf exige dedicação, persistência e força de vontade. Assim como qualquer outra atividade, somente através da experiência é que se consegue performances e resultados melhores, mesmo que seja só para curtir as ondas.</p>
<p>Engana-se quem acha que vai aprender a surfar em uma ou duas aulas. Se você conseguir, ao final da primeira aula, ficar sentado na prancha sem virar e cair na água, já se dê por satisfeito. Meses de dedicação são necessários para que se consiga atingir uma das formas de interação com a natureza mais puras que existe: <em>o deslizar sobre as ondas do mar</em>.<span id="more-383"></span></p>
<p>É muito difícil transpor o sentimento de pegar uma onda, mesmo que seja por meros segundos. Já <a href="http://stulzer.net/escritos/voe-surfe-e-salte.html">tentei explicar isso</a>, mas acho que ainda tenho um longo caminho pela frente até que as palavras consigam refletir um pouco deste que é considerado um esporte de reis.</p>
<p>E como não poderia deixar de ser, minha paixão pelos livros também me trouxe mais perto para as histórias do surf, seus heróis e suas aventuras. Veja abaixo alguns livros que li nos últimos anos a respeito deste esporte maravilhoso:</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=93841&amp;Type=1&amp;franq=172683">1. Alma Guerreira &#8211; Octaviano Taiu Bueno</a><br />
História do campeão brasileiro de surf Octaviano <em>Taiu</em> Bueno e de sua luta depois de uma lesão na coluna quando surfava em São Paulo. Lição de vida com grande garra.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=93841&amp;Type=1&amp;franq=172683">2. Surf e Saúde &#8211; Dr. Joel Steinman</a><br />
Um livro que enfoca a parte médica do surf escrito por um doutor surfista. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Não sou médico, mas neste livro você encontra tudo o que um surfista pode precisar durante a sua vida na água. Desde tratamentos para os vários tipos de lesões como ações preventivas, esportes complementares e alimentação. Essencial!</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=3013636&amp;Type=1&amp;franq=172683">3. Eddie Would Go, A História de Eddie Aikau, Herói Havaiano &#8211; Stuart Holmes Coleman</a><br />
Eddie é um herói havaiano. Surfista de ondas grandes, desbravador de Waimea, salva-vidas no North-Shore e um dos tripulantes de uma réplica dos barcos que os polinésios devem ter usado para chegar nas ilhas do Havaí. A biografia é muito boa, pena que a tradução deixa a desejar em diversos lugares do texto. Mesmo assim recomendo para qualquer surfista ou pessoa que goste de esportes da natureza.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=3019557&amp;Type=1&amp;franq=172683">4. Fico, A História de Rafael Levy &#8211; André Viana</a><br />
O livro é interessante, mas muito curto. Fico se detém mais na parte da doença que lhe acometeu do que na sua história como surfista e empresário. Mas nem por isso o livro deixa e ser interessante. E eu lembro até hoje quando tinha uns 12 anos e ganhei uma mochila emborrachada, verde limão, da Fico. Fiquei nas nuvens <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=3018278&amp;Type=1&amp;franq=172683">5. Pipe Dreams, a Biografia de Kelly Slater &#8211; Kelly Slater e Jason Borte</a><br />
Pipe Dreams, a biografia do simpático Kelly Slater é legal, mas não muito mais do que isso. Eu esperava algo mais profundo e com mais relatos de suas técnicas. Mas o que o leitor recebe é uma história simples, contando a vida de um menino que se tornou seis vezes campeão mundial de surf. O livro é meio fraco, mas vale a pena por ser do deus Slater.</p>
<p><a href="http://www.jacklondons.net/surfing.html">6. Surfing &#8211; A Royal Sport &#8211; Jack London</a><br />
Sim, este é aquele Jack London do <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=36887&amp;Type=1&amp;franq=172683">Caninos Brancos e Chamado Selvagem</a>. Só por isso já vale a pena ler o seu relato sobre o tempo em que passou no Havaí, em 1907, aprendendo a surfar.</p>
<p>E você, já sentiu a emoção de deslizar sobre uma onda?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Outros posts da série:</strong><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/26/5-dicas-de-livros-eroticos/"><br />
</a></p>
<ul>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">Os 30 Melhores Livros que Li entre 2001 e 2007</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/30/8-livros-sobre-a-historia-da-tecnologia/">8 Livros Sobre a História da Tecnologia</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/09/14/8-livros-sobre-a-arte-de-escrever/">8 Livros Sobre a Arte de Escrever</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/26/5-dicas-de-livros-eroticos/">5 Dicas de Livros Eróticos</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Minha Pilha Monstro de 11 Livros</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/10/minha-pilha-monstro-de-11-livros/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/10/10/minha-pilha-monstro-de-11-livros/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 00:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Meme]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou fã ávido de literatura e nunca consigo ler tanto quanto gostaria. Acabo lendo vários livros ao mesmo tempo (dica de leitura 4) e, como efeito colateral, um monstro se forma ao lado da cama, na cabeceira. Este monstro vai crescendo ao longo do ano e, quando vejo, já passou dos 30 centímetros de altura. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou fã ávido de <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros">literatura</a> e nunca consigo ler tanto quanto gostaria. Acabo lendo vários livros ao mesmo tempo (<a href="http://stulzer.net/blog/2006/10/25/10-dicas-para-voce-ler-mais-livros-por-ano/">dica de leitura 4</a>) e, como efeito colateral, um monstro se forma ao lado da cama, na cabeceira.</p>
<p>Este monstro vai crescendo ao longo do ano e, quando vejo, já passou dos 30 centímetros de altura. Ele fica ali ao lado,  me espreitando num jogo lento e calculado, como no xadrez.  De tempos em tempos eu o achato, mas ele insiste em crescer, mês a mês.<span id="more-382"></span></p>
<p>O monstro é formado por vários livros, a maioria desconhecidos. Uns poucos  usei para consulta e acabaram engordando a pilha. Outros são velhos amigos que gostaria de reler, mas que acabam dando lugar para os mais jovens, que ainda não conheço direito.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stulzer/1536545195/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2139/1536545195_c613c9eadc.jpg" title="Minha Pilha de Livros para Ler" alt="Minha Pilha de Livros para Ler" height="500" width="434" /></a></p>
<p>Eu não brigo com a minha pilha de livros e ela não briga comigo. Somos como velhos conhecidos que não têm pressa em acabar a conversa. Caminhamos juntos ao longo do ano, contando histórias um para o outro e compartilhando experiências. Chega uma hora em que o monstro-pilha fica incontrolável, então temo uma atitude, diminuindo o seu tamanho e fatiando-o, deixando um monte de monstrinhos na prateleira, onde eles hibernam.</p>
<p>Assim, devagarinho, vou consumindo o monstro-pilha, aumentando o <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">número de livros que leio por ano</a>. O monstro nada faz para me deter. Na verdade ele gosta de ser consumido, até não sobrar mais nada de suas entranhas. Da letra à palavra ao parágrafo, não importa: em cada pedacinho ele doa-se com prazer. No último suspiro de um de seus livros-membros ele se desfaz sem nada pedir em troca. Sabe que daqui a poucos dias um outro braço ocupará o lugar do anterior.</p>
<p>Este monstro-pilha é  de papel, tinta e papelão. Nada daquele bichos fraquinhos feitos para se fazer download pela Internet ou baixar grátis sem pagar nada. Este monstro é vivo, tem textura, história, peso e cheiro.</p>
<p>Esta encarnação da minha pilha monstro de livros é eclética:</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/s/ref=nb_ss_gw/104-5645738-7959166?/saopedromagazine?initialSearch=1&amp;url=search-alias%3Dstripbooks&amp;field-keywords=sucess+built+to+last&amp;Go.x=0&amp;Go.y=0&amp;Go=Go">Success Built To Last &#8211; Porras, Emery &amp; Thompson</a></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/s/ref=nb_ss_b/104-5645738-7959166/saopedromagazine?initialSearch=1&amp;url=search-alias%3Dstripbooks&amp;field-keywords=hunters+of+dune&amp;Go.x=0&amp;Go.y=0&amp;Go=Go">Hunters of Dune &#8211; Brian Herbert &amp; Kevin J. Anderson</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=62703&amp;Type=1&amp;franq=172683">Disney War &#8211; James B. Stewart</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/HomeCache/BooksSearchResult.aspx?ProdTypeId=1&amp;WhichForm=frmSearchHomePage&amp;Query=abilio%20diniz&amp;franq=172683">Caminhos e Escolhas &#8211; Abílio Diniz</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=13485&amp;Type=1&amp;franq=172683">O Berço dos Super-Humanos &#8211; Arthur C. Clarke e Gentry Lee</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/HomeCache/BooksSearchResult.aspx?ProdTypeId=1&amp;WhichForm=frmSearchHomePage&amp;Query=Lance%20Armstrong&amp;franq=172683">De Volta à Vida &#8211; Lance Armstrong</a></p>
<p><a href="http://www.ventomania.com.br">Voando de Parapente &#8211; Silvio Ambrosini</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/HomeCache/BooksSearchResult.aspx?ProdTypeId=1&amp;WhichForm=frmSearchHomePage&amp;Query=tolkien&amp;franq=172683">O Senhor dos Anéis &#8211; J. R. R. Tolkien</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/HomeCache/BooksSearchResult.aspx?Query=poder%20subconsciente&amp;ProdTypeId=1&amp;franq=172683">Aumento o Poder de Seu Subconsciente &#8211; Joseph Murphy</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=11604&amp;Type=1&amp;franq=172683">A Arte de Sonhar &#8211; Carlos Castaneda</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=29358&amp;Type=1&amp;franq=172683">A Lei do Triunfo &#8211; Napoleon Hill</a></p>
<p>Há, se houvessem mais monstros como esse, que nos nutrem e acalentam, ao invés de trazer medo, terror e sofrimento.</p>
<p>Inspirado <a href="http://cantodalu.blogspot.com/2007/10/o-que-seus-livros-dizem-sobre-voc.html">no monstro da Lu</a>.</p>
<p>E você, também tem um monstro na sua cabeceira? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Entrevista com Augusto Campos &#8211; O Guru da Efetividade</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/01/entrevista-com-augusto-campos-o-guru-da-efetividade/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 23:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adsense]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[GTD]]></category>
		<category><![CDATA[LifeHack]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Augusto Campos é um dos principais blogueiros do Brasil e um dos únicos a ter dois sites na lista dos blogs mais acessados do país, o BR-linux.org e o Efetividade.net. Como gosto muito de entender o que se encontra por trás de tudo que conheço troquei alguns emails com o Augusto e solicitei um entrevista, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1080/1470417304_8a186ff0cd.jpg" title="Augusto Campos" alt="Augusto Campos" align="left" height="325" width="221" />Augusto Campos é um dos principais blogueiros do Brasil e um dos únicos a ter dois sites na lista dos blogs mais acessados do país, o <a href="http://br-linux.org">BR-linux.org</a> e o <a href="http://efetividade.net">Efetividade.net</a>. Como gosto muito de entender o que se encontra por trás de tudo que conheço troquei alguns emails com o Augusto e solicitei um entrevista, que ele prontamente aceitou. A conversa abaixo transcorreu em um final de semana de rápidas trocas de email e pequenas mensagens para clarificar algumas partes do texto. Realmente <em>Mr. Augusto</em> é um primor de Efetividade!</p>
<p class="MsoNormal">Espero que esta entrevista lhe auxilie trazendo dicas e conselhos de um profissional que está no topo da Blogosfera brasileira!</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Você criou o <a href="http://br-linux.org">BR-linux</a> em 1996, começando com tutoriais, etc. Quando ele adquiriu o formato básico de blogs, desde o seu início ou logo depois? E você sabia que estava criando um blog? Ou esta consciência só despertou depois? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Recentemente andei pesquisando os (incompletos) arquivos antigos<span id="more-377"></span> do site, armazenados aqui em casa, e verifiquei que já no final da década de 90 o BR-Linux publicava notícias atualizadas diariamente, mais ou menos no mesmo formato que foi mantido até maio de 2002, quando de fato foi transformado em um blog – aí então com uma área de comentários associada a cada notícia. Até então, a única interatividade ocorria nos fóruns, que eram razoavelmente movimentados.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal">A consciência de que o que eu fazia até então era um embrião de blog só veio mais tarde, quando eu escrevi o meu primeiro script de atualização e publicação de uma página dinâmica de notícias eu nem conhecia esta palavra <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Mas em 2002, quando fiz a migração para um back-end de blogs, eu tinha plena consciência do que estava fazendo!<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; O que te motivou a criar o <a href="http://efetividade.net/" target="_blank">efetividade.net</a> em junho de 2006? Você esperava o sucesso tão rápido que teve?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Tanto o BR-Linux quanto o Efetividade são sites que eu criei para mim mesmo, como um repositório pessoal de dicas e referências. Nos dois casos, eu acho que o sucesso começou a surgir porque eu ofereci conteúdo que na época não estava sendo oferecido no mesmo grau em outras fontes em português. Mas a medida do sucesso que eu prefiro usar é a satisfação que a atividade me dá, afinal estamos falando de um hobby. E neste sentido, o sucesso nunca surpreende, porque manter o Efetividade é uma atividade que me dá muito prazer.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Me recordo de ver, nas primeiras versões do <a href="http://www.efetividade.net/about/">about</a> do efetividade menções à metodologia <a href="http://stulzer.net/blog/category/gtd">GTD</a>. A <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=88557&amp;Type=1&amp;franq=172683">metodologia/livro</a> foram uma das inspirações para o blog?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Sim e não! O texto que você recorda de ter visto continua lá, na barra lateral, e continua mencionando GTD. O about do site, em si, sempre tratou dos conceitos de efetividade, mesmo. O GTD fez parte do conjunto de circunstâncias que me deu a idéia de criar o Efetividade, mas acredito que o fator inicial foi eu ter começado a ler e acompanhar o blog <a href="http://www.43folders.com/">43 Folders</a>, do <a href="http://www.merlinmann.com/">Merlin Mann</a>. O nome &#8220;43 folders&#8221; se refere ao conjunto de 43 pastas (31 para os dias do mês + 12 para os meses do ano) que podem ser usadas para guardar referências e registros sobre compromissos do dia-a-dia ao longo de um ano, e foi lá que eu comecei a me interessar sobre as idéias de life hacking e GTD.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Você utiliza os conceitos do <a href="http://stulzer.net/blog/category/gtd">GTD</a> no seu dia-a-dia? Quais?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Utilizo sim. Minhas referências estão todas em pastas suspensas, etiquetadas com um rotulador <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Não misturo mais as pendências com os compromissos agendados, faço reviews periódicos, me acostumei a não tentar mais manter só na memória nenhuma pendência ou referência, reduzi minhas caixas de entrada e aplico a regra dos 2 minutos quase como se fosse um dogma!<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal">Mas algum tempo depois de ler o livro Getting Things Done [<a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=88557&amp;Type=1&amp;franq=172683">A Arte de Fazer Acontecer</a>, em Português], acabei concluindo que para mim isto tudo só valia a pena se fosse usado em conjunto com o conceito de efetividade, e não em uma ótica de eficiência ou produtividade pessoal. O meu objetivo é tornar minha rotina mais agradável, com resultados que produzem os efeitos esperados, modificando o meu ambiente de forma positiva. Outras pessoas têm demandas diferentes, e precisam manter em primeiro plano a questão da eficiência e da produtividade pessoal, e no caso delas eu acredito que seja melhor fazer uma interpretação mais literal do GTD ou de outras metodologias que se adaptem à sua rotina.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; O que você acha da proliferação de gadgets e ferramentas que são ditas potencializadoras da produtividade? Não estamos tendo uma proliferação exagerada delas? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Estamos sim. E bastante exagerada. E é só o começo! Mas eu sou fã de várias delas, embora não acredite que elas potencializem a minha produtividade. Acho que o maior valor que elas geram para mim não está no aumento da produtividade, mas sim na redução do stress.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; E as canetas <a href="http://www.uniball.com">uni-ball</a> e os cadernos <a href="http://www.moleskine.com/">moleskine</a>, não são mais objetos de desejo do que auxiliares na produtividade pessoal? Falando nisso, usa regularmente os seus moleskines? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  São sim. Mas os danados são mesmo muito bons, embora seja perfeitamente possível ser produtivo com qualquer bloco e toco de lápis. Eu uso regularmente um surrado Moleskine Reporter, acho que é o melhor bloco para uso permanente que eu já tive, com papel de qualidade, encadernação que permite abrir 100% o bloco o dia todo sem ceder, capa dura, aquele bolso no final para guardar folhas soltas, etc. Cabe certinho no bolso interno do paletó (que eu venho usando cada vez menos freqüentemente, ainda bem) e também pode ser levado no bolso de trás da calça jeans. Não anoto nele pendências ou compromissos, mas sim idéias, rascunhos, registros de apresentações que assisto, etc. Mas nada naquele esquema de registro permanente ou &#8220;querido diário&#8221; &#8211; quando um bloco acaba, começo outro e pronto. Por outro lado, em 2007 tentei adotar uma linda agenda diária Moleskine, mas raramente abri a danada. Não serviu para nada.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Com a proliferação dos <a href="http://stulzer.net/blog/category/lifehack">lifehacks</a> as pessoas não têm uma tendência em perder a descoberta do novo, de aprenderem por si mesmos? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Entendo o que você perguntou, mas não consigo responder diretamente. O que é aprender por si mesmo? É inventar algo sem partir de uma idéia alheia? Eu acho que também descubro o novo e aprendo por mim mesmo quando leio materiais alheios e tento colocar as idéias dele em prática no meu próprio contexto!<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Sim, era neste contexto que eu queria falar. Acho que se usamos o que aprendemos nos lifehackings para melhorar ainda mais e potencializar isso, ótimo. Seria aquele velho conceito de &#8220;Subir nos Ombros de Gigantes&#8221;. Agora se só pegamos uma dica e não potencializamos ela, aprendendo algo novo em cima disso ou não compartilhando com outras pessoas, acho que a conta não fecha no final. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Augusto Campos</strong> &#8211;   Concordo! Não pode ser uma postura em que não haja interação e reflexão. Nada do que tratamos é dogma, e muito do que tratamos tem forte lado subjetivo que não funciona se for tratado como algo que pode simplesmente ser absorvido sem análise e crítica!</p>
<p><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Em compensação eu me sinto altamente motivado em compartilhar no meu blog as coisas que aprendo na vida. Ver pessoas se beneficiando disso é muito gratificante. No <a href="http://efetividade.net/" target="_blank">efetividade.net </a>o que te deixa mais feliz?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  O que me deixa mais feliz é quando recebo feedback positivo nos posts sobre assuntos relacionados a empregabilidade (especialmente os que dão dicas sobre como fazer um bom currículo original e como responder bem a entrevistas de emprego, mas também os sobre a empregabilidade propriamente dita). Acho que já ajudei bastante gente a conseguir a vaga que desejavam! <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Durante vários anos o meu trabalho me levava a analisar currículos de dezenas, talvez centenas de profissionais de TI, muitos deles procurando o primeiro emprego, ou um bom estágio na sua área de interesse, e em muitos casos era necessário empregar largas doses de boa vontade para não descartar um candidato devido à pobreza da preparação do seu currículo ou do seu despreparo para a entrevista. Escrever sobre isso, dando dicas sobre como os leitores (interessados a ponto de buscar o tema no Google e chegar nos meus artigos) podem evitar os mesmos erros que já vi tantas vezes, sempre me deixa especialmente feliz.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Quais os blogs que você têm ou já teve?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  No contexto desta entrevista, acho que os mais interessantes para mencionar são mesmo o <a href="http://br-linux.org">BR-Linux</a> e o <a href="http://efetividade.net">Efetividade</a>. Eu tenho e tive outros, mas não são ativamente mantidos e nem têm assuntos que possam despertar o interesse dos teus leitores, acredito.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Qual é a sua rotina para blogar e quais são suas motivações?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Como diria o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Didi_moc%C3%B3">Didi Mocó</a>, aí vareia. Para os artigos do <a href="http://efetividade.net/" target="_blank">Efetividade.net</a>, em geral eu começo escolhendo um assunto, aí procuro referências em livros e revistas, e em geral acabo adotando a linha definida por um artigo ou livro como base, sempre acrescentando minhas próprias opiniões ou posicionamentos. Às vezes já inicio com uma linha pessoal definida, e aí o artigo externo acaba servindo apenas como complemento, ou mesmo contraponto. De uma forma ou de outra, os artigos externos são sempre referenciados, mesmo quando participam só como coadjuvantes. Freqüentemente escrevo 3 ou 4 artigos no mesmo dia, e deixo acumular, publicando aos poucos.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Para o BR-Linux, cujo foco são as notícias, geralmente eu começo olhando as cerca de 15 a 25 submissões de notícias enviadas pelos leitores todos os dias, identificando quais as que estão dentro da pauta do site e têm os requisitos necessários para publicação. Depois abro o <a href="http://www.google.com.br/reader/">Google Reader</a> e passo em revista todos os feeds, marcando os assuntos que podem interessar os leitores do BR-Linux. Ao final deste passo, acabo escolhendo 3 a 5 deles e redijo, referenciando a fonte onde me informei.</p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p>A motivação do ato de escrever também varia. No caso do Efetividade, na maioria das vezes eu escrevo sobre assuntos que me interessam especificamente. Assim, ao pesquisar, acabo aprendendo mais sobre eles, e ao escrever eu fixo o que aprendi. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> No BR-Linux, às vezes há uma motivação adicional: a cobertura do assunto em outros sites nacionais (inclusive da chamada grande imprensa) às vezes erra completamente o ponto – e geralmente nem é por malícia, é por ignorar completamente os fundamentos do assunto que está cobrindo (embora às vezes seja por sectarismo mesmo, tanto a favor quanto contra). Neste sentido, fico feliz quando consigo oferecer o contraponto.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Como as suas idéias/inspiração se desenvolvem até chegarem em um post completo. Dê a sua receita de bolo passo-a-passo! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Ih, acho que já adiantei esta resposta acima! Mas uma coisa que gosto de fazer é começar lendo várias fontes sobre o tema que estou escrevendo, para só depois começar a escrever.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Você usa <a href="http://euvejo.alemdascurvas.com/2005/09/lembra-de-j-ter-me-visto-fazendo.html">mapas mentais</a> ou alguma coisa do gênero para tomar notas e alinhar as idéias antes de começar a escrever o artigo propriamente dito?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;   Não. Eu tomo muitas notas, freqüentemente rabisco em um papel (pode ser no bloco, mas em geral é em algum papel solto) um diagrama da estrutura que penso em dar para o texto, e algumas palavras-chave. Felizmente o meu processo de composição é bastante fluido, e eu posso dispensar outras ferramentas de captação.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Qual é a anatomia de um hit, aquele post que gera inúmeros comentários e reações em outros blogs?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Eu acho que alcanço esse <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_graal">Santo Graal</a> dos blogs muito raramente, os meus posts não costumam produzir grande número de reações em outros blogs – sou bastante citado e referenciado, mas não neste sentido da reação em forma de &#8220;discussão na blogosfera&#8221;. Mas eu acho que sei a fórmula sim: propor uma pergunta que outras pessoas já fizeram a si mesmas, e oferecer a sua resposta particular a ela.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Aproveitando a pergunta para expor algo sobre outro ponto, eu gosto muito do conceito de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme">meme</a>. Como diriam os Titãs antes de serem substituídos por estes seus atuais clones do mundo bizarro, as idéias estão no chão, você tropeça e acha a solução – e bastante gente bloga sobre elas, aí. Mas acho uma tristeza esta bastardização da idéia de meme que vem sendo replicada no Brasil, em que você levanta a questão e já &#8220;convida&#8221; objetivamente outros blogs a respondê-la.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Você tem dois blogs que estão entre os mais acessados do Brasil. Qual é a fórmula deste sucesso?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Acho que é o velho mantra: <strong>Content is King</strong>. No caso do BR-Linux, eu também ganho no cansaço, porque a comunidade é grande e colaborativa, e assim tenho condições de freqüentemente postar mais de 20 notícias por dia. Você já foi da diretoria da maior empresa de Linux no Brasil e provavelmente concorda comigo que o BR-Linux, mesmo sendo um blog individual e sem o menor interesse em ser visto como recurso jornalístico, está entre as maiores fontes de informação freqüentemente atualizadas sobre Linux no nosso país, o que o coloca em uma posição bastante almejada por blogs de informação: a de uma fonte considerada autoritativa pelo conjunto dos interessados pelo assunto que ela cobre.</p>
<p class="MsoNormal">Já no Efetividade, o bicho pega. Posto no máximo um artigo por dia, e ali não há um tema específico no qual eu possa tentar posicionar o site como autoridade. Acho que o sucesso do Efetividade decorre de eu publicar material original sobre um assunto que interessa a muita gente.<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Qual é a sua opinião com relação aos sites/blogs para <a href="http://www.marketingdebusca.com.br/paraquedistas-e-seo-o-google-le-comentarios/">caçar pára-quedistas</a>?<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Não é algo que me agrade muito, mas eu vejo pelo lado do marketing. A caça aos pára-quedistas é uma tentativa de usar chamarizes e engodos para fazer com que as pessoas que estejam pesquisando sobre determinados assuntos na web acabem caindo no seu site, mesmo que ele não ofereça o conteúdo que elas estão procurando, na expectativa de que elas acabem clicando em algum anúncio no seu site.</p>
<p class="MsoNormal">Neste sentido, a caça aos pára-quedistas pode não ser uma fraude se de fato o seu site estiver oferecendo um anúncio que interessa a este leitor, e se ao clicar nele o interesse deste leitor acabe satisfeito, e ele inicie algum negócio com o anunciante. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Nos demais casos, tanto o leitor quanto o anunciante podem estar sendo enganados, e aí o blog caça-pára-quedistas acaba sendo algo que prejudica o mercado como um todo. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Como leitor, não volto a entrar em um site quando percebo que ele usou algum engodo para me atrair, e não cumpriu a expectativa que eu tinha quando entrei nele.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Trabalho e blog, como conciliar?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Sabendo quais os horários em que você está dedicado a um deles, e quais os que está livre para o outro. Com uma diferença fundamental: o trabalho muitas vezes tem condições de obrigar você a dedicar mais algumas horas a ele.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Blogs genéricos ou focados? Por que?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Conforme o gosto do freguês! Focar dá a condição de trabalhar o conceito de autoridade, e se o objetivo for a monetização, focar dá algumas outras condições vantajosas. Mas mesmo os blogs do tipo &#8220;querido diário&#8221; podem ser interessantíssimos.<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Os blogs focados não dão uma sensação de engessamento de vez em quando? Como você consegue driblar isso? Consegue forçar a barra para transformar um assunto off-topic em on-topic? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Acho que depende do posicionamento do autor. No Efetividade eu me sinto em condições de falar sobre absolutamente qualquer tema, embora sempre me contenha tanto quanto acho importante. No caso do BR-Linux eu tenho uma tag &#8220;Variedades&#8221; em que incluo o eventual assunto fora da pauta e que eu queira compartilhar com os leitores.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p>Além disso, já há alguns anos o BR-Linux publica uma programação especial, 100% variedades, em 2 períodos especiais do ano: primeiro de abril e carnaval.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal">Mas existem autores que adotam uma postura muito mais &#8220;jornalística&#8221;, e aí acreditam que devem se manter estritamente dentro da pauta. Nada contra, é o posicionamento deles.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Como você vê o futuro dos blogs? Numa conversa anterior lembro de você falar que o poder dos blogs iria enfraquecer com o tempo, por causa das grandes empresas, etc. Pode explicar melhor isso?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Hoje as corporações ainda não aprenderam a lidar com este desafio, mas elas acabam dando um jeito. A minha visão é que o conceito de blog será diluído. Onde eu trabalho há uns bloquinhos amarelos colantes que parecem Post-It mas são de péssima qualidade. Quem comprou, queria comprar Post-It, mas comprou aquilo, e agora vai usar. Hoje já há blogs de empresas que são verdadeiras arapucas, 100% propaganda disfarçada de conteúdo. Eles vão acabar aprendendo a fazer melhores blogs, e o blog corporativo alinhado à estratégia de uma empresa vai ser indistingüível de um blog genuinamente individual. <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p>Mas a questão é mais no campo da tecnologia do que no de paradigma. Quando isso acontecer, os sucessores dos blogueiros individuais de hoje estarão usando outros recursos, outros formatos, outras mídias para alcançar o público que rejeita a informação filtrada pelas grandes corporações.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p>Não que eu não dê valor para as informações filtradas pelas corporações. Pelo contrário, sou um consumidor ávido delas. O que me preocupa é consumir estas informações por engano, como em campanhas de astroturfing ou em campanhas publicitárias disfarçadas de blogs ou de vídeo independente &#8220;viral&#8221;.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; E com relação à monetização? Qual a sua opinião a respeito disso tudo? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  No futuro todo mundo terá seus 15 minutos de fama e seus 15 dólares de AdSense! Eu sou Administrador, e essa questão da transformação dos blogs e páginas individuais em mídia que pode ser comercializada em grandes volumes, como o AdSense e os grandes programas de afiliados fazem, me fascina. O mais interessante é que o modelo torna plenamente possível que diversos usuários nacionais faturem centenas ou milhares de dólares por mês, no Brasil, com conteúdo produzido individualmente e uma infra-estrutura fácil de obter. É outra escala de empreendedorismo, e espero que bastante gente esteja aproveitando este faturamento para potencializar outras atividades, e não unicamente como um fim em si mesmo.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Você estava no mesmo vôo do pessoal de Lost e caiu naquela maldita ilha. Conseguiu hackear uma calculadora digital ligada a um radinho de pilhas estragado e agora pode acessar 10 feeds rss. Quais vocês escolheria? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Se eu caísse lá na ilha e tivesse esse tipo de recurso, não usaria para assinar feeds, e sim para acessar o e-mail, e eventualmente para criar um site sobre como é viver naquela ilha! Só receber os feeds, sem poder atuar sobre a informação recebida, é meio árido, estéril. Preferiria passar mais tempo estudando a vida do urso polar lá da ilha.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Ok, tentei te perguntar quais são os seus 10 feeds essenciais de uma forma criativa. Se bem que cair numa ilha deserta não é muito criativo. Mas tudo bem. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Então me diga quais são os seus 10 feeds essenciais, que você recomenda sem pestanejar para qualquer um? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Eu não conseguiria reduzir a lista a 10 feeds, tenho mais do que 10 categorias na raiz da minha árvore de feeds! <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Ok, vamos em frente então! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Abra a sua caixa de ferramentas para nós. O que tem dentro dela para gerenciar e manter os seus blogs de sucesso? O que usa, que sites acessórios (technorati, etc). Que ferramentas de estatítisticas usa e como trabalha com elas, etc.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211; Eu uso <a href="http://www.google.com/analytics/">Google Analytics</a>, <a href="http://technorati.com">Technorati</a>, <a href="http://www.google.com/trends">Google Trends</a>, <a href="http://www.google.com">Google Search</a>, <a href="http://wordpress.com/" target="_blank">WordPress.com</a>, Blogstats, <a href="http://www.mrunix.net/webalizer/">Webalizer</a> e outros. Mas não manipulo todas essas ferramentas o tempo todo, porque investi algum tempo em criar uma série de scripts em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/AWK_(programming_language)">AWK</a> que fui colecionando ao longo dos anos para fazer o máximo do trabalho por mim, e só me avisar quando surge alguma anormalidade ou exceção.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Pode explicar um pouco mais isso? Gostaria de entender como você analisa os seus blogs como um todo. Procura tendências, olha uma estatística de um post específico, ou coisa do gênero? Como você espreme os números para entender melhor o que está acontecendo e direcionar os seus esforços para potencializar isso? <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Augusto Campos</strong> &#8211;  Não faço muito isso. Analiso os números para identificar anormalidades, mas não tanto para identificar tendências. Os números de visitação são uma fonte pobre para identificar tendências, porque eles só podem mostrar algo com relação aos conteúdos que alguma vez nós já abordamos. Claro que olho quais os posts e assuntos mais acessados, mais comentados, mais indicados (faço isso semanalmente, por intermédio de um script que me manda isso por e-mail), mas para realmente ver tendências, é preciso olhar para fora, e não para dentro!<br />
<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; O que um iniciante no mundo dos blogs deve fazer?<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211; Caprichar! Ler um pouco, e lembrar que o conteúdo é o aspecto mais importante.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p></o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Do br-linux para o efetividade foram 10 anos de distância (1996 a 2006). O que teremos em 2016? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211; Em janeiro de 2013 pretendo criar um blog tirando sarro dos maias, que previram que o mundo acabaria em dezembro de 2012. Por outro lado, talvez eu esteja errado, e em dezembro de 2012 todas as minhas iniciativas na Internet se encerrem abruptamente <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p>Um pouco mais a sério, 2 meses antes de criar o Efetividade, a idéia ainda nem me passava pela cabeça. Não tenho a menor idéia do que farei neste sentido em 2016. É hobby, não é uma área na qual eu aplique tão diretamente a função Planejamento <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><o:p> </o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; O que gostaria de dizer, como palavras finais, para os milhares de leitores que vão inundar o meu blog? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Augusto Campos</strong> &#8211; Toc, toc, toc! (bate na madeira) Nada de palavras finais! Ainda quero escrever muitas palavras na vida <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Mas vou deixar uma mensagem sim: não desperdicem energia, concentrem seus esforços naquilo que vale a pena. Não diminuam a eficiência, mas pensem um pouco mais na efetividade <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> <o:p></o:p></p>
<p><o:p></o:p><strong>Rodrigo Stulzer</strong> &#8211; Obrigado Augusto por prontamente responder as perguntas!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bad Jack &#8211; Um Fanzine</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 02:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Além dos livros, sempre fui um apaixonado por quadrinhos, especialmente na minha adolescência. De 1984 até 1990 comprei todas as histórias em quadrinhos que saíram no Brasil. Todas! Comecei comprando os quadrinhos da Marvel e DC, mas logo enveredei pelos meios mais undergrounds; exatamente o ambiente em que os fanzines nasceram e se criaram. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/animal_01.jpg" title="Revista Animal 01" alt="Revista Animal 01" align="left" height="223" width="170" />Além dos <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros/">livros</a>, sempre fui um apaixonado por quadrinhos, especialmente na minha adolescência. De 1984 até 1990 comprei todas as histórias em quadrinhos que saíram no Brasil. Todas!</p>
<p>Comecei comprando os quadrinhos da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel">Marvel</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DC_Comics">DC</a>, mas logo enveredei pelos meios mais <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contra-cultura">undergrounds</a>; exatamente o  ambiente em que os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fanzine">fanzines</a> nasceram e se criaram. Eu adorava a extinta <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/animal01.cfm">revista Animal</a> (um espécie de Heavy Metal brasileira), mas gostava mais ainda de um caderno central chamado MAU, que era uma espécie de fanzine.</p>
<p>Daí que um dia me deu um clique e resolvi fazer o meu próprio fanzine. Peguei o meu possante 386DX 40Mhz e o recém descoberto PageMaker e fiz o <em><strong>Bad Jack</strong></em>, um pequeno fanzine de 4 páginas em formato A5. O nome foi inspirado no whiskey <a href="http://www.jackdaniels.com">Jack Daniels</a>, que eu havia conhecido a pouco tempo.<span id="more-369"></span></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1392367611&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1245/1392367611_caadab78a5_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Capa" alt="Fanzine Bad Jack Capa" align="left" height="240" width="173" /></a>O original saiu de uma impressora matricial caseira; fui até uma fotocopiadora e fiz  50 cópias. Levei até a <a href="http://itiban.blogspot.com/">Itiban</a>, conhecida banca de quadrinhos importados aqui de Curitiba e deixei lá para distribuir. Era setembro de 1992.</p>
<p>Infelizmente o <em>Bad Jack</em> só durou um número. Provavelmente parei porque não tinha um contato com os leitores. Os <a href="http://stulzer.net/blog/category/blog">blogs</a>, hoje em dia, dão esta retro-alimentação que é tão importante para que uma pessoa continue a fazer o seu trabalho, publicando cada vez mais textos e opiniões e interagindo com seus leitores.</p>
<p>No Bad Jack falei sobre quatro assuntos que me interessavam<a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393260516&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1146/1393260516_cace0063c0_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 2" alt="Fanzine Bad Jack Página 2" align="right" height="240" width="171" /></a> na época: A história em quadrinhos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spawn">Spawn</a>, de Todd McFarlene, que acabara de ser lançado, do <a href="http://www.fantagraphics.com/artist/losbros/losbros.html">Love and Rockets</a> (outro quadrinho, que acredito ter uma forte influência do livro <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">Cem Anos de Solidão</a>) e também da série de livros <a href="http://www.dunenovels.com/">Duna</a>. O quarto assunto acabei não falando nada, mas coloquei como ilustração de capa. Era um desenho intrigante de um cara parecendo estar crucificado, retirado de uma história do <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/">Lourenço Mutarelli</a>, que vai ser tema de um outro post. Só posso dizer que o cara é fantástico, no estilo ame-o ou o odeie.</p>
<p>Ainda tenho a edição original, que fotografei e pode ser acessado em alta resolução nos links das páginas mostradas neste post. Para que o texto seja indexado pelos mecanismos de busca reproduzo abaixo as matérias do <em>Love and Rockets</em> e da série <em>Duna</em>, que ainda me interessam muito.</p>
<p>O engraçado foi que coloquei uma área de créditos para quem havia trabalhado na elaboração do fanzine. Olhem só os meus &#8220;assistentes&#8221;: <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><strong>Editor in chief:</strong> Rodrigo</p>
<p><strong>Editor de Arte:</strong> Handy Scanner HS-3000 Plus</p>
<p><strong>Redator:</strong> Microsoft Word</p>
<p><strong>Diagramador:</strong> Aldus PageMaker 4.0</p>
<p><strong>Gerente de Produção:</strong> 386DX 40Mhz</p></blockquote>
<p>E aqui seguem as matérias que falei acima.</p>
<p><strong>Love And Rockets</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393261462&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1367/1393261462_7f1ccc27f0_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 3" alt="Fanzine Bad Jack Página 3" align="left" height="240" width="170" /></a>Já a algum tempo a editora Record tem trazido até nós a ótima <strong>Love and Rockets</strong>. Para quem conhece as histórias criadas pelos irmãos Hernandez a sigla <strong>L&amp;R</strong> já é uma alegria. Mas o que é este universo criado por dois chicanos que nasceram na Califórnia?</p>
<p>Se você pensou em incríveis heróis espaciais musculosos e lutas titânicas para salvar o planeta, está totalmente enganado. <em>L&amp;R</em>, <em>Locas</em>, <em>Crônicas de Palomar</em> e tudo que se refere a este maravilhoso universo conta tão e somente o cotidiano das pessoas. Isto mesmo, passeios de finais de semana na casa da amiga rica, bebedeira nas noites de sábado e ensaio da banda da Hopey. Os irmãos Hernandez conseguiram cativar os leitores para os seus contos, por mais normais que sejam eles. No início <em>L&amp;R</em> contava a vida de Maggie, uma mecânica de foguetes. A cada aventura ela estava em algum lugar do planeta para consertar foguetes. O cenário era um pouco futurista, mesclando carros voadores e calhambeques na maior naturalidade. Após algum tempo, os foguetes foram ficando para segundo plano e os Hernandez concentraram-se na vida de Maggie e suas Amigas.</p>
<p>L&amp;R é tudo isto e muito mais. Quando você estiver passando por uma banquinha e dar de cara com um exemplar de <em>Love and Rockets</em>, esprema os bolsos e compra esta maravilha, aposto que você não vai se arrepender.</p>
<p><strong>Duna</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393262356&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1158/1393262356_37c87cd28a_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 4" alt="Fanzine Bad Jack Página 4" align="left" height="240" width="171" /></a>Um Planeta onde a água vale tanto ou mais do que o ouro. Um Planeta onde os homens vagam pelo deserto com roupas que reciclam o próprio suor. Um Planeta que possui a especiaria mais valiosa do Universo. Um Planeta dominado por gigantescos Vermes de Areia. Um Planeta chamado Duna.</p>
<p>Em 1965, quando Frank Herbert publicou o primeiro livro da série Duna, perguntaram-lhe se estava criando uma nova religião. Alguns já definiram seu estilo de &#8220;ficção científica psicológica&#8221;, tão grande é a elaboração de seus personagens. Não existem grandiosas batalhas intergaláticas. No lugar delas temos os conflitos e as infindáveis tramas políticas pelo poder.</p>
<p>Uma irmandade de Bene Gesserit (espécie de freiras misturadas com bruxas) tentando criar o Salvador. Cada Bene Gesserit tem no seu interior a consciência de todas as suas antepassadas. É algo como saber o que seu bisavô pensou no dia 25 de agosto de 1846! Navegadores da Corporação (pilotos de gigantescas naves espaciais) viajando pelo hiper-espaço. Conseguindo fazer tais viagens através da ingestão de doses maciças de Melange. A Melange desperta o poder da presciência nas pessoas, mostrando-as pequenos flashes do futuro.</p>
<p>A família Atreides que foi agraciada (ou amaldiçoada) com o feudo de Arrakis (Duna). Os Harkonnen, eternos inimigos dos Atreides. Paul Atreides, um garato tornando-se homem. Um homem que poderá ser o Muad&#8217;Dib (o Salvador).</p>
<p>Todos estes personagens espalham-se por seis volumes e mais de 2.800 páginas contando a história de Paul Atreides e seus descendentes. Mais, acima de tudo, contando a história de Duna. Se você viu o filme, esqueça. Leia o livro.</p>
<p>E você, já fez algum fanzine na vida ou gosta de algum destes assuntos que tratei no <strong>Bad Jack</strong>? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<item>
		<title>8 Dicas de Livros Sobre a Arte de Escrever</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/09/14/8-livros-sobre-a-arte-de-escrever/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/09/14/8-livros-sobre-a-arte-de-escrever/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 01:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrever é uma arte em alta. Nunca se escreveu e se produziu tanto como nos últimos anos. O advento da Internet, do email, da Web e também dos blogs fez com que a escrita fosse cada vez mais necessária à nossa comunicação diária. Além de gostar muito de ler também me interesso pela arte de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1045/1384098328_190f599586.jpg" align="left" height="281" width="254" />Escrever é uma arte em alta. Nunca se escreveu e se produziu tanto como nos últimos anos. O advento da Internet, do email, da Web e também dos blogs fez com que a escrita fosse cada vez mais necessária à nossa comunicação diária. Além de <a href="http://stulzer.net/livros/">gostar muito</a> de <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros">ler</a> também <a href="http://stulzer.net/escritos/">me interesso pela arte de escrever</a>.</p>
<p>Nunca gostei de regras gramaticais, de sintaxe ou todas as outras análises que era preciso fazer no colégio; o que aprendi foi através da leitura. Acredito que se aprende a escrever  lendo vários livros ao invés de se decorar uma meia dúzia de regras. No meu dia-a-dia, se tenho dúvida com alguma palavra, escrevo-a em um papel de várias maneiras. A palavra correta normalmente é a que mais me agrada, que não dói aos olhos.</p>
<p>Mas não adianta somente escrever corretamente as palavras. Deve-se juntá-las de forma coerente, seguindo uma linha de pensamento. As frases têm que se encaixar umas nas outras e os parágrafos devem se encadear de forma fluida, levando o leitor a entrar em uma forma de transe e mergulhar no texto, sorvendo-o até a última gota.<span id="more-368"></span></p>
<p>Para conseguir um nível de atenção do leitor ao ponto de absorvê-lo totalmente é preciso treinar muito; é preciso escrever! Mas sempre existe uma maneira de avançar etapas e melhorar o potencial de escrita de cada um. Pensando nisso gostaria de compartilhar com você uma lista de livros, que li nos últimos anos, sobre a arte de escrever:</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=32783&amp;Type=1&amp;franq=172683"><span lang="EN-US"><strong>1. On Writing &#8211; A Memory of the      craft &#8211; Stephen King</strong></span></a><br />
Nunca consegui gostar muito dos livros de Stephen King. Não sei, mas sempre falta alguma<img src="http://farm2.static.flickr.com/1317/1384098322_f6d0d9ac51_o.jpg" align="right" height="248" width="250" /> coisa. Mas este livro é uma exceção. Nele King explica como escreve dando exemplos simples e concretos. Total ironia, o livro que mais gostei foi o que ele ensina a escrever. Bom para quem quer aprender a escrever ou quer melhorar ainda mais a sua técnica.</p>
<p><strong><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=Natalie%20Goldberg">2. Writing Down the Bones &#8211; Natalie Goldberg</a></strong><br />
Livro fácil e de leitura agradável. Composto por capítulos curtos cheio de dicas, incentivando o leitor a escrever, escrever e escrever. Para Natalie não existe o &#8220;branco&#8221;, o que falta  são temas para o escritor desenvolver a sua arte. E temas e sugestões são o que não faltam no livro dela.</p>
<p><strong><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=William%20Strunk%20Jr.">3. The Elements of Style &#8211; Willian Strunk Jr e E. B. White</a></strong><br />
Este é um clássico. Todas as pessoas tinham que ter um cópia deste livro em casa. Para exemplificar nada melhor do que um trecho do próprio livro, que, por sinal, <a href="http://www.bartleby.com/141/">possui uma versão online</a>:</p>
<blockquote><p>Vigorous writing is concise. A sentence should contain no unnecessary words, a paragraph no unnecessary sentences, for the same reason that a drawing should have no unnecessary lines and a machine no unnecessary parts.</p></blockquote>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=10956&amp;Type=1&amp;franq=172683">4. Os Segredos da Ficção &#8211; Raimundo Carrero</a></strong><br />
Escrito por um dos ganhadores do Prêmio Jabuti. O livro é interessante e bem técnico, mas achei que poderia ter menos teoria. Também usa muitos exemplos dos clássicos, que tendem a ser, digamos assim, mais chatos de se ler. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=John%20Gardner">5. A Arte da Ficção &#8211; John Gardner</a></strong><br />
Melhor que o anterior e mais fluido, mas também carece de algumas atividades mais práticas como o livro de Natalie.</p>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=40775&amp;Type=1&amp;franq=172683">6. Desvendando os Quadrinhos &#8211; Scott McCloud</a></strong><br />
<em>Desvendando os Quadrinhos</em> é muuuuuito bom. Mesmo para alguém como eu que não é desenhista e não pretende fazer nenhuma história em quadrinhos. É impressionante como o autor mergulha fundo no universo dos quadrinhos e nos mostra em uma linguagem clara como funciona esta forma de expressão.</p>
<p>.<br />
<strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=97190&amp;Type=1&amp;franq=172683">7. O Lugar do Escritor &#8211; Eder Chiodetto</a></strong><br />
Este livro é sobre pessoas, mas inspira qualquer um que goste de escrever. Ele é um ensaio fotográfico com vários autores brasileiros de renome, mostrando-os em seu lugar de escrever. É como se Chiodetto despisse os autores, mostrando-os nus, sem poderem se esconder atrás de seus personagens, histórias, máquinas de escrever, computadores, lápis e papéis. Inspirador.</p>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=67533&amp;Type=1&amp;franq=172683">8. A Jornada do Escritor &#8211; Christopher Vogler</a></strong><br />
Livro muito interessante. É baseado na obra de Joseph Cambell sobre o poder do mito. Segundo ele todas as histórias têm em comum uma mesma estrutura, baseada na <img src="http://farm2.static.flickr.com/1411/1384098312_7dcfdc18af_o.jpg" align="right" height="334" width="253" /><strong>Jornada do Herói</strong>, que é dividida em vários estágios:</p>
<ol>
<li>Mundo Comum</li>
<li>Chamado à Aventura</li>
<li>Recusa do Chamado</li>
<li>Encontro com o Mentor</li>
<li>Travessia do Primeiro Limiar</li>
<li>Testes, aliados, inimigos</li>
<li>Aproximação da Caverna Oculta</li>
<li>Provação Suprema</li>
<li>Recompensa</li>
<li>Caminho de Volta</li>
<li>Ressureição</li>
<li>Retorno com o Elixir</li>
</ol>
<p>O livro então dá exemplos de livros e filmes conhecidos mostrando como montar uma história baseada na Jornada do Herói. Recomendo.</p>
<p>Este livro achei sem querer quando estava passeando pelo Pelourinho, em Salvador. Entrei em uma livraria e encontrei-o numa estante, jogado. Que surpresa maravilhosa encontrar um livro tão bom por acaso.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/104-5645738-7959166/saopedromagazine?%5Fencoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=William%20K.%20Zinsser"><strong>9. On Writing Well &#8211; Willian Zinsser</strong></a></p>
<p>E o nono livro dos oito é o <em>On Writing Well</em>. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Como bem lembrado pelo Mará nos comentários, este livro é, junto com o <em>Elements of Style</em>, uma das bíblias para se ter em casa.</p>
<p>E você, recomenda mais algum livro sobre a arte de escrever?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Outros posts da série:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">Os 30 Melhores Livros que Li entre 2001 e 2007</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/26/5-dicas-de-livros-eroticos/">5 Dicas de Livros Eróticos</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/30/8-livros-sobre-a-historia-da-tecnologia/">8 Livros Sobre a História da Tecnologia</a></li>
<li><a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/17/dicas-de-livros-sobre-a-arte-do-surf/">Dicas de Livros Sobre a Arte do Surf</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ignorância, Poder e Inovação</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/09/13/ignorancia-poder-e-inovacao/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/09/13/ignorancia-poder-e-inovacao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 22:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou lendo o ótimo livro Big Bang, de Simon Singh e já anotei mais de uma dúzia de passagens que podem dar bons posts aqui no blog. Uma que me chamou atenção acabou me lembrando de um post do Slonik onde ele reclama dos professores acharem ele inexperiente. Olhem o trecho do livro [falando de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou lendo o ótimo livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=60642&amp;Type=1&amp;franq=172683">Big Bang, de Simon Singh</a> e já anotei mais de uma dúzia de passagens que podem dar bons posts aqui no blog. Uma que me chamou atenção acabou me lembrando de um <a href="http://novo-mundo.org/log/2007/09/02/voce-sabe-o-que-existe-eu-vou-criar-o-que-ainda-nao-existe/">post do Slonik</a> onde ele reclama dos professores acharem ele inexperiente.</p>
<p>Olhem o trecho do livro [falando de Galileu Galilei]:</p>
<blockquote><p> Galileu não tinha respeito pela autoridade no sentido de aceitar que uma coisa fosse verdadeira só porque professores, teólogos ou os antigos gregos tivessem declarado que era. Por exemplo, Aristóteles tinha usado a filosofia para deduzir que objetos pesados cairiam mais depressa que objetos leves. Mas Galileu fez uma experiência para demonstrar que Aristóteles estava errado. Ele teve a coragem de dizer que Aristóteles, então o mais elogiado intelecto da história, &#8220;<em>escrevera o oposto da verdade</em>&#8220;.</p></blockquote>
<p>Esta passagem do livro falava das observações de Galileu e da tentativa de provar que o Sol era o centro do universo conhecido, e não a Terra.</p>
<p>Engraçado, mas a ligação entre ignorância, poder e inovação me veio logo à cabeça. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os Mistérios Não Explicados da Ciência</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/09/04/os-misterios-nao-explicados-da-ciencia/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 00:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de ler o livro Os Mistérios Não Explicados da Ciência &#8211; Uma viagem empolgante pelo universo do Big Bang, das ondas-partículas e outros conceitos surpreendentes. O livro compõe-se de 21 capítulos que tentam responder questões ainda não totalmente respondidas pela ciência: Como o Universo Começou? &#8211; A teoria do Big-Bang representa a hipótese mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/1017394.jpg" align="right" height="186" width="130" />Acabei de ler o livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=38816&amp;Type=1&amp;franq=172683"><em>Os Mistérios Não Explicados da Ciência</em> &#8211; <em>Uma viagem empolgante pelo universo do Big Bang, das ondas-partículas e outros conceitos surpreendentes</em></a>.</p>
<p>O livro compõe-se de 21 capítulos que tentam responder questões ainda não totalmente respondidas pela ciência:<span id="more-361"></span></p>
<ol>
<li><strong>Como o Universo Começou?</strong> &#8211; A teoria do Big-Bang representa a hipótese mais aceita pelos cientistas desde há mais de vinte anos, mas será que ela explica tudo?</li>
<li><strong>Como Surgiu a Vida na Terra?</strong> &#8211; O que desencadeou a divisão celular que deu origem à cadeia evolutiva? Será que a vida veio do espaço sideral, contida num pedaço de rocha?</li>
<li><strong>O que Causa as Extinções em Massa?</strong> &#8211; Cinco processos de extinção em massa já abalaram o planeta, e todos eles alteraram o esquema geral da vida na Terra. Erupções vulcânicas, a translação dos continentes, o impacto de asteróides &#8211; todos estes fatores já foram sugeridos como causas.</li>
<li><strong>Como é o Interior da Terra?</strong> &#8211; O que está acontecendo sob os nossos pés? Será o nosso conhecimento suficiente para prever terremotos e erupções vulcânicas?</li>
<li><strong>O que Causa asa Eras Glaciais?</strong> &#8211; Será que as glaciações são provocadas por mudanças ocorridas na Terra ou no sistema solar? Estaremos próximos de outra glaciação?</li>
<li><strong>Os Dinossauros Tinham Sangue Quente?</strong> &#8211; Ou será que tinham sangue frio? Ou, quem sabe, ambos? A resposta pode nos ajudar a solucionar muitos mistérios relativos à evolução ocorrida nos últimos 65 milhões de anos.</li>
<li><strong>O Elo Perdido Existe?</strong> &#8211; A história da evolução humana está longe de estar completa. Ao lado de fraudes como o <em>Homem de Piltdown</em> e descobertas extraordinárias como <em>Lucy</em>, muitos enigmas ainda nos assombram. Afinal de contas, o que significa exatamente a expressão <em>elo perdido</em>?</li>
<li><strong>O que Causou o Big-Bang da Cultura Humana?</strong> &#8211; De onde veio isto que chamamos de cultura, e como foi que surgiu aparentemente da noite para o dia?</li>
<li><strong>Como Aprendemos a Falar?</strong> &#8211; Será que a aquisição da linguagem é uma capacidade biológica inata, ou cada criança tem de começar do zero?</li>
<li><strong>Os Golfinhos São Tão Inteligentes Quanto o Homem?</strong> &#8211; Pelo tamnho do cérebro, a inteligência deles é quase igual à nossa; mas será que existe possibilidade de estabelecer uma comunicação com eles?</li>
<li><strong>Como Migram os Pássaros?</strong> &#8211; Certas espécies de aves viajam mais de 9.600km por ano em suas migrações. Como fazem para encontrar o caminho?</li>
<li><strong>O Que é o Vermelho?</strong> &#8211; As cores existem na natureza ou estão todas somente na nossa cabeça? O estudo da visão dos daltônicos e da de certas espécies animais nos mostra que o sentido da cor se localiza em nosso cérebro.</li>
<li><strong>Como os Astrônomos Mais Sabiam Tanto?</strong> &#8211; Eles sabiam mais do que os astrônomos europeus da época, mas como foi que obtiveram esses conhecimentos?</li>
<li><strong>O Que é a Gravidade?</strong> &#8211; A maçã de Newton só fez desencadear uma série de debates. Einstein complicou ainda mais as coisas. De que modo a gravidade se encaixa na teoria quântica?</li>
<li><strong>O Que é a Luz?</strong> &#8211; Esse debate se prolonga há décadas: a luz é uma onda, uma partícula ou ambas?</li>
<li><strong>Por Que a Frustração Quântica é Tão Grande?</strong> &#8211; A física quântica funciona, mas é tão bizzarra que até ganhadores do Prêmio Nobel têm dificuldade para compreendê-la. Por quê?</li>
<li><strong>Como São, na Verdade, os Buracos Negros?</strong> &#8211; Será que os buracos negros destroem tudo o que engolem, ou poderiam ser uma passagem para um outro universo?</li>
<li><strong>Qual é a Idade do Universo?</strong> &#8211; As medidas nos dizem que o universo é mais novo do que as estrelas mais antigas. O que há de errado aí?</li>
<li><strong>Acaso Existem Múltiplos Universos? </strong>- Segundo alguns especialistas em física quântica, a existência de outros universos não só é possível como necessária. Podemos visitá-los?</li>
<li><strong>Quantas Dimensões Existem?</strong> &#8211; O contínuo do espaço-tempo eisteiniano nos levou a quatro; os computadores são capazes de trabalhar com dez; e há cientistas que não se contentam com menos de onze, ou até 26. E agora?</li>
<li><strong>Como o Universo Vai Acabar?</strong> &#8211; Será que vai acabar com uma explosão ou com um suspiro? As descobertas recentes complicaram ainda mais a questão.</li>
</ol>
<p>Levei mais de um ano lendo-o, <a href="http://stulzer.net/blog/2006/10/25/10-dicas-para-voce-ler-mais-livros-por-ano/">intercalando-o entre várias leituras</a>. No geral ele é bem interessante e leve de se ler. Os capítulos são curtos, por volta de dez páginas, e acabei lendo-o de forma não linear, escolhendo os capítulos que mais me agradavam até terminar todos.</p>
<p>Bom para quem quer ter uma idéia geral de vários assuntos relativos à <a href="http://stulzer.net/blog/category/astronomia/">astronomia</a> e física mas de forma simples e clara.</p>
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		<title>Como Virei Vegetariano</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Sep 2007 02:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Vegetarianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a minha linha do tempo sou vegetariano desde julho de 2003. Não como nenhum tipo de carne. Mas come frango? Não. Então come peixe? Também não? Então o que você come? Eu como todo o resto, ora! Ou você acha que só existe carne para comer? Tecnicamente eu sou um ovo-lacto-vegetariano, isto é, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/2632/55/320/govegetarian.jpg" alt="" width="253" height="320" align="left" />Segundo a minha <a href="http://www.stulzer.net/linha-do-tempo/">linha do tempo</a> sou vegetariano desde julho de 2003. Não como nenhum tipo de carne. Mas come frango? Não. Então come peixe? Também não? Então o que você come? Eu como todo o resto, ora! Ou você acha que só existe carne para comer? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Tecnicamente eu sou um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovolactovegetarianismo">ovo-lacto-vegetariano</a>, isto é, eu como ovos, leite e seus derivados. Gostaria de não comer ovos e leite, mas daí eu teria um trabalho maior para me manter bem nutrido, então prefiro continuar, pelo menos por enquanto, desta maneira.</p>
<p>Este post é para contar a minha experiência como vegetariano; quem sabe alguém se inspire e siga o exemplo. E antes que perguntem, não sou radical. Cada um deve fazer as suas escolhas e isso é o que importa. Eu fiz a minha. <span id="more-356"></span></p>
<h3>Os Motivadores</h3>
<p>Minha esposa,  a <a href="http://www.odontocao.com.br">Bel</a>, já era vegetariana a vários anos; uns 10 pelo que lembro. Mesmo assim, antes disso, eu nunca me importei tanto com carne. Se fosse para escolher entre carne ou massa, eu preferia as massas. Mas lembro que a junção das duas coisas era melhor que a soma das partes. <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Eu não dispensava uma lasanha à bolonhesa.</p>
<p>Por causa de uma dor que eu tinha no ombro esquerdo resolvi fazer yoga. Anos depois descobri que aquela dor era causada por uma <a href="http://www.stulzer.net/blog/category/hernia">hérnia de disco</a>. A dor não passou mas conheci <a href="http://www.alessandromartins.com/">ótimas pessoas</a> e gostei muito daquele ano que passei fazendo yoga.</p>
<p>No yoga a maioria dos praticantes são vegetarianos por uma questão ligada à saude. Como <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros">gosto muito de ler</a>, já nos primeiros dias, devorei vários livros sobre yoga. Em diversos deles falava-se do vegetarianismo, de como uma alimentação saudável era melhor para o organismo e assim por diante.</p>
<p>Então a partir destas três coisas (esposa vegetariana, yoga e leituras) resolvi tentar. O objetivo principal era ver se eu conseguia sobreviver sem comer carne.</p>
<h3>O Processo</h3>
<p>Decidir virar vegetariano foi fácil. Pensei um pouco e pronto. Mas e daí, quando eu poderia me considerar um vegetariano mesmo? Acho que me dei pelo menos um mês. Se neste período eu conseguisse ficar sem comer carne já poderia ter o direito de me chamar de vegetariano.</p>
<p><strong>A Síndrome de Abstinência</strong><br />
No começo foi difícil. Eu sentia uma fome mas também não sabia direito o que comer. Tive que começar a ouvir o meu corpo e ver o que ele estava pedindo. É claro que a vontade de comer carne não passou assim de uma hora para outra. A fome que eu tinha era parecida como quando você passa vários meses comendo no mesmo restaurante e daí chega um dia que o negócio enjoa e você, mesmo com fome, não consegue mais comer naquele lugar.</p>
<p>Eu estava mais ou menos assim. Mesmo comendo sentia que o meu organismo pedia algo que agora eu o estava privando. Depois de uns dias notei que comecei a ficar com vontade de comer alimentos escuros, que por sinal são uma grande fonte de ferro. Hmm, então eu começara a aprender alguma coisa&#8230; <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>O Orgulho</strong><br />
Passou-se um mês e eu não tinha morrido, não tinha emagrecido e não tinha ficado pálido. Ei, então se ainda não podia falar muito alto que era vegetariano (quem vai dar crédito para um vegetariano de um mês de idade?), pelo menos podia me considerar vegetariano! Ueba! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>A Repulsa</strong><br />
Hoje em dia a carne tende a me provocar uma espécie de repulsa. Quando olho para um açougue só consigo ver animais mortos, e não mais um suculento bife pronto para ser embalado e levado para casa. Mas não deixem de me convidar para um churrasco por causa disso. Gosto dos meus amigos e posso comer pão com maionese sem problema algum <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>A Busca</strong><br />
Comecei também a ler bastante sobre o assunto e participamos de um <a href="http://stulzer.net/blog/2004/11/15/congresso-vegetariano-em-florian%ef%bf%bdpolis/">congresso vegetariano mundial em Florianópolis</a>. Ótimos dias de relax, boa comida e surf! Compramos também a bíblia do vegetarianismo, o livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=60629&amp;Type=1&amp;franq=172683">Libertação Animal</a>, de Peter Singer.</p>
<h3>As Comidas</h3>
<p>Nem tenho muito a falar das comidas, pois vivo em paz com elas <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Se tem alguma coisa que aprendi foi me virar. Há, e conheci a ótima culinária indiana. Um verdadeiro manjar dos deuses. E hoje o negócio está muito mais fácil. Já existem salsichas e hamburgueres vegetarianos de marcas conhecidas como <a href="http://www.perdigao.com.br">Perdigão</a>, <a href="http://www.sadia.com.br">Sadia</a> e <a href="http://www.superbom.com.br/">Superbom</a>.</p>
<h3>A Família</h3>
<p>Além da minha esposa tenho um filho de quatro anos e meio que também é vegetariano. E antes que alguém venha atirar as pedras, digo que os dois pediatras dele fazem um acompanhamento constante e são categóricos em dizer que ele é uma criança normal, com peso e altura correspondentes para um menino de sua idade. Se eu soubesse que a dieta vegetariana o atrapalhasse de alguma forma iria suspendê-la na mesma hora. E se ele quiser pode comer carnes na hora em que tiver vontade. Sem stress.</p>
<h3>Os Esportes</h3>
<p><a href="http://stulzer.net/blog/category/sports">Adoro esportes</a>, mas não venha me falar de futebol ou volei. O que gosto mesmo é de pára-quedismo, mountain bike, vôo-livre, surf, skate, corridas de aventura e por aí vai. Sou saudável e de bem com a vida. Não mato animais para comer e me sinto bem com esta decisão. Gosto de aventura e de <a href="http://amontanha.com.br/">subir montanhas</a> pelo simples prazer que isso me proporciona. Gosto desta interação com a natureza e acho que o vegetarianismo só reforça este sentimento. Se você ainda não acredita que um vegetariano possa ter vigor físico, dê uma olhada no meu blog de esportes, o <a href="http://Transpirando.com">Transpirando.com</a>.</p>
<h3>Finalmente</h3>
<p>Hoje posso dizer que é perfeitamente possível ser vegetariano sem grandes traumas. Basta ter um pouco de <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/05/como-controlar-melhor-a-sua-vida-com-o-auxilio-de-planilhas-e-graficos/">força de vontade</a> e decidir que você quer isso para sua vida. E se você não quiser? Tudo bem, o que importa é ser feliz!</p>
<p>E alguns amigos da blogosfera também são vegetarianos, pelo menos pelo que lembro: <a href="http://avi.alkalay.net/">Avi</a>, <a href="http://felipearruda.com/">Felipe</a> e <a href="http://www.alessandromartins.com/">Alessandro</a>.</p>
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