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	<title>Empirical Empire &#187; Quadrinhos</title>
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		<title>Convite de Lançamento do Documentário &#8220;Entre Quadrinhos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 16:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[itiban]]></category>

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		<description><![CDATA[A alguns meses atrás iniciei um curso de cinema e vídeo no Projeto Olho Vivo. Já a algum tempo que me interesso pelo tema, ainda mais depois que comecei a fazer os meus próprios vídeos de aventuras no Transpirando.com. O curso foi muito bom, recomendo a todos! Além da parte teórica, realizamos dois trabalhos: um filme [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A alguns meses atrás iniciei um curso de cinema e vídeo no <a href="http://www.projetoolhovivo.com.br/">Projeto Olho Vivo</a>. Já a algum tempo que me interesso pelo tema, ainda mais depois que comecei a fazer <a href="http://transpirando.com/categoria/videos/">os meus próprios vídeos</a> de aventuras no <a href="http://Transpirando.com">Transpirando.com</a>.</p>
<p>O curso foi muito bom, recomendo a todos! Além da parte teórica, realizamos dois trabalhos: um filme curta-metragem de ficção, de uns 7 minutos e um documentário de 25 minutos.</p>
<p>O curta de ficção fizemos tudo, desde ideia de argumento, transformação para roteiro cinematográfico, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Decupagem">decupagem</a>, set de filmagem e os atores foram os próprios alunos.</p>
<p>Na parte do documentário levantamos vários temas (mais de 15) e acabamos escolhendo contar a história que envolve a <a href="http://itiban.blogspot.com/">Itiban</a> e seus clientes: uma Comic Book Shop, isto é, que só vende quadrinhos, e que atua a mais de 20 anos aqui em Curitiba. Fiquei muito feliz com o resultado.</p>
<p>Todos estão convidados e a entrada é franca. Veja abaixo o cartaz, data e horário.</p>
<p><a href="http://stulzer.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/cartaz_entre-quadrinhos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-766" title="cartaz_entre-quadrinhos" src="http://stulzer.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/cartaz_entre-quadrinhos.jpg" alt="" width="504" height="712" /></a></p>
<p><strong>&#8220;Entre Quadrinhos&#8221; (2010, 25 min)</strong></p>
<p><em>Em um retrato sobre a paixão por HQs, o documentário &#8220;Entre Quadrinhos&#8221; revela o cotidiano de consumidores, aficionados e quadrinistas curitibanos, tendo como centro a Comic Shop Itiban e seus proprietários, que ao longo de vinte anos marcaram a história cultural de nossa cidade.</em></p>
<p><strong>Realização &#8211; Alunos da Oficina de Vídeo do Projeto Olho Vivo: <span style="font-weight: normal;">Carlos Vogel, Christiane Spode, Fabio Henrique da Silva, Fabíola Melo, Gisele Nicaretta, Guilherme Santiago Bucco, Jonas Sanson Sêga, Klaus Koti, Melanie Fonseca Narozniak, Rodney Miyakawa, Rodrigo Stulzer, Thereza Cristina de Oliveira, Thomas Kuhn, Tyago Martins, Vicente Cesar Farias e Wilian Keller</span></strong></p>
<p><strong>Coordenação:</strong> Luciano Coelho</p>
<h3>Serviço</h3>
<p><strong>Local:</strong> Cinemateca de Curitiba &#8211; Rua Carlos Cavalcanti,1174.</p>
<p><strong>Data:</strong> 15 de junho (terça-feira) às 20h</p>
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		<title>Watchmen: Fiel Demais aos Quadrinhos?</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2009/03/19/watchmen-fiel-demais-aos-quadrinhos/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 19:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou leitor de quadrinhos desde criança. Virei colecionador sério a partir dos 12 anos de idade, quando comecei a comprar tudo o que saía de quadrinhos de super-heróis no Brasil. E quando digo tudo, é tudo mesmo! Isso foi por volta de 1983. Eu peguei uma época muito boa de lançamentos de quadrinhos clássicos, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Watchmen" src="http://lh6.ggpht.com/_HnlSJlJumDk/ScKUk9VslkI/AAAAAAAAApA/pSZyVweheAU/s800/watchmen.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p>Eu sou leitor de quadrinhos desde criança. Virei colecionador sério a partir dos 12 anos de idade, quando comecei a comprar tudo o que saía de quadrinhos de super-heróis no Brasil. E quando digo tudo, é tudo mesmo! Isso foi por volta de 1983.</p>
<p>Eu peguei uma época muito boa de lançamentos de quadrinhos clássicos, como o Cavaleiro das Trevas, Sandman, o início das Graphic Novels e tantos outros que me deliciaram na minha adolescência.<span id="more-613"></span></p>
<p>Em 1986/87 começaram rumores sobre uma graphic novel que prometia muito: Watchmen, escrita pelo deus-vivo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Moore">Alan Moore</a>. Ele já havia feito maravilhas com o Monstro do Pântano e V de Vingança.</p>
<p>O primeiro número de Watchmen lançado aqui no Brasil foi feito pela Editora Abril, em novembro de 1988. Uma graphic novel em 6 edições, que guardo até hoje, praticamente igual ao dia que comprei, fora um ou outro ponto de bolor.</p>
<p>A história dos quadrinhos é fantástica, te prende, fazendo um mergulho num universo onde a hipótese era sobre o que aconteceria se existissem mesmo super-heróis combatentes do crime.</p>
<p>Ontem eu vi Watchmen, o filme.</p>
<p>Minha avaliação é ambígua. Aquilo é Watchmen, mas parece ser Watchmen <em>demais</em>.  Cópia demais.</p>
<p>O filme não é ruim, ainda mais para fãs do quadrinho original, é bom no que se propôs a fazer, isto é, uma cópia exata dos quadrinhos.</p>
<p>Mas acho que preferia que tivesse sido adaptado, ou ainda ter ficado só na memória da minha mente de 20 anos atrás, quando li a história pela primeira vez, em novembro de 1988, com 17 anos de idade.</p>
<p>Mas também não acho que seja saudosismo dos tempos de adolescente, pois a história continua boa até hoje. E muita gente conheceu a história depois, nas mais variadas idades. Acho que ficou igual demais, perfeito demais. O <a href="http://liberland.blogspot.com/2009/03/i-watch-watchmen.html">Liber já havia falado algo parecido</a>. Também não sei como o público leigo irá receber o filme. Será que vão achar uma babaquice só ou algo interessante?</p>
<p>Há, e claro que <a href="http://stulzer.net/blog/2008/03/06/watchmen-o-filme/">não foram felizes na escolha do Ozymandias</a>. O resto ficou muito bom.</p>
<p>Mesmo assim vão ver, não tem como ter lido o gibi e não querer ver o filme.</p>
<p>E bora ler de novo os quadrinhos.</p>
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		<title>Watchmen &#8211; O Filme</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 12:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o blog oficial, hoje, 06/03/2008, falta um ano para a estréia do filme Watchmen. Anotem nas suas agendas!! Eu li a história original, nos gibis, quando foi lançada aqui no Brasil por volta de 1986. Da minha coleção monstro de gibis, esta foi uma das únicas séries/revistas que guardei, junto com o Cavaleiro das [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rss.warnerbros.com/watchmen/2008/03/one_year_to_go_1.html">Segundo</a> o <a href="http://rss.warnerbros.com/watchmen">blog oficial</a>, hoje, 06/03/2008, falta um ano para a estréia do filme Watchmen. <a href="http://www.google.com/calendar/event?action=TEMPLATE&amp;tmeid=cjBvcWI1Zzc5NWU1a2ZjYWQxajZoaDF2bG8gcm9kcmlnb3N0dWx6ZXJAbQ&amp;tmsrc=cm9kcmlnb3N0dWx6ZXJAZ21haWwuY29t">Anotem nas suas agendas</a>!!</p>
<p>Eu li a história original, nos gibis, quando foi lançada aqui no Brasil por volta de 1986. Da minha coleção monstro de gibis, esta foi uma das únicas séries/revistas que guardei, junto com o Cavaleiro das Trevas e mais algumas outras. Todo o resto, mais de 1.000 gibis, embalei e distribuí numa favela num dia das crianças.</p>
<p>E para quem não conhece Watchmen, aqui vão algumas fotos dos personagens principais, com subtítulos que acho que representam os personagens.<span id="more-392"></span></p>
<p><strong>Comediante &#8211; O  sarcástico</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2108/2313720161_30581c72f9_o.jpg" title="Comediante" alt="Comediante" height="350" width="230" /></p>
<p><strong>Nite Owl &#8211; O Professor Pardal<br />
</strong></p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3069/2314533296_b8226f861b_o.jpg" title="Nite Owl" alt="Nite Owl" height="350" width="230" /></p>
<p><strong> Ozymandias &#8211; O Poderoso<br />
</strong></p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3245/2313720105_0148eba8ec_o.jpg" title="Ozymandias" alt="Ozymandias" height="350" width="230" /></p>
<p><strong>Rorschach &#8211; O Louco<br />
</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2199/2314533222_728061dd8e_o.jpg" title="Rorschach" alt="Rorschach" height="350" width="230" /></p>
<p><strong>Silk Spectre &#8211; A Coitadinha</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2308/2313720067_a51ab6f808_o.jpg" title="Silk Spectre" alt="Silk Spectre" height="350" width="230" /></p>
<p>E o último não é da produção do filme, mas é um dos mais inspiradores e intrigantes personagens da história, o Dr. Manhattan. No filme ele será totalmente feito de forma digital:</p>
<p><strong> Dr. Manhattan &#8211; O Deus<br />
</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2170/2313734151_e3a3285877_o.jpg" title="Dr Manhattan" alt="Dr Manhattan" height="288" width="250" /></p>
<p>Guarde lugar na fila do cinema, pois se for metade do que o gibi original foi, já vale a pena o ingresso!</p>
<p>E você, já leu Watchmen?</p>
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		<title>Farra dos Cartões Corporativos</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2008/02/25/farra-dos-cartoes-corporativos/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 13:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Triste, mas real. Crédito para o meu amigo Rafael Marchesini pelo cartoon: ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Triste, mas real. Crédito para o meu amigo <a href="http://psicowebtv.blogspot.com/">Rafael Marchesini</a> pelo cartoon:<img src="http://farm3.static.flickr.com/2150/2290632987_25551a7b07_o.gif" onmouseout="undefined" onmouseover="undefined" width="556" height="212" title="undefined" /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lourenço Mutarelli &#8211; O Homem que Faz o Ralo Cheirar</title>
		<link>http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/</link>
		<comments>http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 03:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Gibiteca de Curitiba está comemorando 25 anos de existência com vários eventos pela cidade. Nesta quinta-feira foi a vez do Lourenço Mutarelli fazer um bate papo na Fnac do Park Shopping Barigüi. Eu como fã confesso do cara a mais de vinte anos, liguei imediatamente para a Mitie da Itiban para ver se conseguia [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2005/1767852530_d8c5b422f4.jpg" title="Cartaz Lourenço Mutarelli na Fnac" alt="Cartaz Lourenço Mutarelli na Fnac" align="left" height="438" width="328" /> A Gibiteca de Curitiba está comemorando 25 anos de existência com vários eventos pela cidade. Nesta quinta-feira foi a vez do <a href="http://www.devir.com.br/hqs/mutarelli.htm">Lourenço Mutarelli</a> fazer um bate papo na Fnac do <a href="http://www.parkshopping.com.br/">Park Shopping Barigüi</a>. Eu como fã confesso do cara <a href="http://stulzer.net/blog/2007/09/16/bad-jack-um-fanzine/">a mais de vinte anos</a>, liguei imediatamente para a <a href="http://itiban.blogspot.com/">Mitie da Itiban</a> para ver se conseguia uma entrevista com ele.</p>
<p>Cheguei lá por volta das 19:00h e já tinha algumas pessoas esperando. Sentei em uma mesa, com mais alguns fãs de quadrinhos e ficamos conversando, até que o Lourenço apareceu. No final das contas foi uma entrevista coletiva. Aqui eu adaptei as perguntas ao que o Lourenço estava falando, então não esperem uma entrevista normal. O tom coloquial e cheio de repetições é porque era uma conversa mesmo, curta e grossa.</p>
<p>Mas para falar do Lourenço tenho que fazer um introdução. Mas o que falar de um cara que você admira por vinte anos seguidos? De um cara que <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/not_shell.htm">ganhou</a> <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/cinema.htm">vários</a> <a href="http://hq.cosmo.com.br/textos/quadrinistas/quadrini_mutarelli.shtm">prêmios</a>, que fez a transição dos <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=173561&amp;franq=172683">quadrinhos</a> para a <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=172683">literatura</a> de forma magistral? De um cara que tem um humor negro refinado, que desenha coisas <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/transsubstanciacao.gif">maravilhosamente grotescas</a>, que te deixam <a href="http://www.lambiek.net/artists/m/mutarelli_lourenco/mutarelli_lourenco1.gif">enjoado</a> mas, ao mesmo tempo, <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/forquilha2.gif">iluminado</a>?<span id="more-385"></span></p>
<p>O Lourenço  <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=80080&amp;Type=1&amp;franq=172683">e sua obra</a> são tudo isso e, ao mesmo tempo, nada disso. Um cara simples, que toma <a href="http://www.psicosite.com.br/far/ans/lorax.htm">vários</a> <a href="http://www.psicosite.com.br/far/and/sertralina.htm">remédios</a> para controlar suas psicoses. Um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gentleman">gentleman</a>, que gosta de abraçar, e conversar por mais de duas horas seguidas sem te deixar cansado. Um cara que te faz rir com suas histórias de vida. Rir até <a href="http://turmadocantao.wordpress.com/2007/08/09/mutarelli-em-santos/">das desgraças que passou</a>, que imprimiu com nanquim forte nos <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=80080&amp;Type=1&amp;franq=172683">vários álbuns que desenhou</a>.</p>
<p>Gravei o bate papo e extraí as partes que achei mais interessantes. Ainda tem muito material, mas acho que daí o melhor seria escutá-lo inteiro. Quando eu descobrir como exportar os dados do software proprietário do gravador, coloco o áudio na integra aqui no blog.</p>
<p>Por enquanto aproveite as idéias deste cara que extraiu da loucura álbuns e livros extremamente belos, para corações fortes, purificando-se com tudo isso.</p>
<p>Com você, <strong>Lourenço Mutarelli!</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2135/1767001727_1bf3bf146a.jpg" title="Lourenço Mutarelli" alt="Lourenço Mutarelli" height="269" width="359" /></p>
<p><strong>Como foi fazer O Cheiro do Ralo?</strong></p>
<p>Quando eu fiz <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/ralo.htm">O Cheiro do Ralo</a> foi um surto. Um surto mesmo! Eu estava trabalhando na  <a href="http://www.revistaetcetera.com.br/18/mutarelli/index.html">trilogia</a>, na última parte de <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/n09112001_03.cfm">A Soma de Tudo</a>. Eu tinha algumas ilustrações para fazer, uma capa para a Record, e daí a minha mulher e meu filho viajaram no carnaval e daí eu liguei o computador para escanear um desenho e daí veio esta idéia e  eu pensei  e comecei a escrever. Fiquei cinco dias direto ali. E quando a minha mulher chegou eu disse:  &#8220;Eu fiz uma coisa&#8221;. Ela falou &#8220;Outra merda&#8221;, &#8220;Não, não. Eu fiz um negócio que acho que é um livro&#8221;.</p>
<p>Quando eu levei para a <a href="http://www.devir.com.br/">Devir</a> o pessoal lá pegou e jogou na gaveta. Daí eu recebi um email do <a href="http://www.arnaldoantunes.com.br/">Arnaldo Antunes</a> dizendo que gostou do manuscrito. O pessoal da Devir disse que se o Arnaldo autorizasse colocar a carta no livro eles publicavam. Daí eu fiquei meio mal com aquilo. Além disso eu tinha que fazer a ilustração da capa, que eu não queria. Eu queria é uma foto. No final acabaram publicando.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2012/1767004073_e58c90785b.jpg" height="265" width="355" /></p>
<p><strong>Quanto? Tanto! Em O Cheiro do Ralo as pessoas não falam no valor das coisas, dizendo somente &#8220;quanto? tanto!&#8221; Tenho a impressão que este tipo de situação permeia o livro. </strong><strong>Essa atemporalidade foi intencional?</strong></p>
<p>Como foi o meu primeiro romance eu achava que as coisas tinham que ser o ideal para cada um. <a href="http://sampaist.com/attachments/sp_renata/cabine.jpg">Olha a bunda</a>. <a href="http://fotos.sapo.pt/teotonio2/pic/0000428s">Ela</a> <a href="http://www.unip2005.blogger.com.br/bunda.jpg">tinha</a> <a href="http://pracadarepublica.weblog.com.pt/ranum.jpg">que</a> <a href="http://superego.colunas.entretenimento.globo.com/bunda.jpg">ser</a> <a href="http://fotosdochongas.files.wordpress.com/2007/02/01_lucyclarkson_103794tb.jpg">o</a> <a href="http://i94.photobucket.com/albums/l104/gabsfran/bunda.jpg">ideal</a> <a href="http://www.kidoido.com/wp-content/uploads/2007/02/amo_kidoido_bunda.jpg">de</a> <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/jeanloup_sieff_rodin.jpg">cada</a> <a href="http://inovar.net/blog/wp-content/uploads/bunda.jpg">um</a>. E não <a href="http://www.lambiek.net/artists/m/mutarelli_lourenco/mutarelli_lourenco1.gif">alguma coisa</a> que eu desenhasse. Cada um tinha que construir aquele personagem. Não só isso, como outros elementos. Eu achava que os valores também. Por isso os personagens não têm nome e as coisas não têm valor. Não é só buscando a atemporalidade, mas também buscando uma interação maior. Era a primeira vez que eu estava desenvolvendo uma história que estava liberta das imagens desenhadas. E também porque eu achava uma coisa muito legal. Como o problema do sifão. Eu sei que aquele problema lá não era sifão. isso não importa muito. Tem uma coisa que escrevi na trilogia que se um cara morre de pé isso dá muito azar. Muita gente veio me perguntar se isso era verdade. É claro que não era. Eu gosto disso pois é uma ficção. Eu gosto de colocar coisas ali que talvez não sejam reais e não tem como a gente saber.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2252/1767010291_0f61a4e88e.jpg" height="269" width="359" /></p>
<p><strong>E sobre o filme?</strong></p>
<p>Eu conto uma história que é sempre a mesma, mas é uma história excelente da minha relação com o <a href="http://www.ocheirodoralo.com.br/">filme O Cheiro do Ralo</a>.</p>
<p>Quando o <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/entrevista_mutarelli.cfm">meu filho</a> era pequeno, tinha uns 7 anos, ele ouviu eu negociando os direitos por telefone e me perguntou se o meu livro iria virar um filme. E eu disse que sim. Daí ele me perguntou se seria um filme que a gente iria ver no cinema comendo pipoca. E aí me <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilumina%C3%A7%C3%A3o_%28budismo%29">deu uma luz</a>, e eu vi que era isso. O filme era isso para mim.</p>
<p>Eu quero que quem me adapte tenha liberdade pois uma outra mídia e não me compromete. É diferente de uma <a href="http://www.devir.com.br/mutarelli/teatro.htm">peça de teatro</a>. Na peça tem <a href="http://www.wooz.org.br/teatromutarelli.htm">o seu nome como autor</a>. Se alguém muda o final da peça, como fizeram, você se queima como autor. Mas no filme, que é uma adaptação, o pessoal faz o que quiser.</p>
<p>Eu só tive problemas para receber. De resto foi ótimo. O set era maravilhoso e o pessoal também. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_%28filme%29">Nina</a>, por exemplo, teve muitos problemas no set. No Cheiro era ruim ir embora. Todo mundo que entrou era porque gostava do projeto.</p>
<p>Quando vinham me perguntar alguma coisa eu  dizia que só tinha escrito o  livro, que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Selton_Mello">Selton</a> conhecia o livro melhor do que eu. E era verdade! Depois que escrevi o livro nunca mais o li. Eles lembravam e sabiam de coisas muito melhor que eu. Eu não sabia se uma coisa era de um livro ou de outro que eu tinha escrito. Não lembrava mais.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2070/1767008243_30b80ca9c4.jpg" height="270" width="360" /></p>
<p><strong>E o segurança?</strong></p>
<p>Ele foi um personagem que a gente criou no <a href="http://www.devir.com.br/zero_2005a/muta_cheiro1.jpg">set de filmagem</a>. A gente brincou com o meu dote físico. Num dos dias de filmagem vi um cara magrinho saindo de uma academia. Ele saiu com o peito todo estufado, devia ser o primeiro dia dele lá. E é isso mesmo, não é o que a pessoa é, mas o que ela sente que é. E fui isso que usei no meu personagem.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2188/1767858770_943f5158dc.jpg" height="270" width="360" /><br />
<strong>E o livro do Jesus Kid?</strong></p>
<p>Foi um projeto que o Heitor Dralha me apresentou. Ele disse que queria uma história de um escritor que ficasse num hotel e tivesse que escrever um livro. Daí todo dia ele me ligava e daí incluía algo na história. Pedia para incluir batatinha frita na história, mulheres gostosas, que tivesse um contexto social&#8230; Era assim todo dia.</p>
<p>Daí eu ia incluindo estas coisas <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=279074&amp;ST=SR&amp;franq=172683">no livro</a>. Eu só dizia: legal. E eu conseguia encaixar isso. E daí um dia ele falou que tinha um cara num hotel, que a gente poderia filmar de graça. E que o filho dele era <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=marombeiro">marombeiro</a>, e pediu para eu colocar um halterofilista. E eu botava. E tudo o que o cara pedia eu ia colocando. Então no fim eu me divertia muito com tudo aquilo.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2219/1767014097_c413b2803a.jpg" height="264" width="352" /></p>
<p><strong>Como é o seu  processo criativo, como você escreve?  </strong></p>
<p>Eu tenho uma primeira leitora. Eu conheço ela desde os tempos de fanzine. Dei o Cheiro do Ralo para ela ler e gostou muito. A <a href="http://www.eca.usp.br/gibiusp/membros_lucimar.asp">Lucimar</a>  também lê muito as minhas coisas.</p>
<p>A minha sorte é quando eu estou trabalhando eu esqueço de tudo. Eu me envolvo com aquilo. Então eu não penso que vai ser publicado; eu não penso que as pessoas vão ler. Então tudo que eu faço é uma experiência. Eu não tenho medo se vai ficar bom ou se vai ficar ruim.</p>
<p>Então, <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/n06012004_01.cfm">nesta oficina que eu dou</a> eu trabalho muito isso. A coisa para que as pessoas desaprendam a escrever. Eu sinto que as pessoas destravam tanto no texto que é uma coisa tão legal que eu quero fazer isso mais vezes. O que eu faço é tentar quebrar alguns vícios e algumas travas.</p>
<p>Com O Cheiro do Ralo e o <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=272290&amp;ST=SR&amp;franq=172683">Natimorto</a> eu diria, se fosse espiritualista, que praticamente psicografei. Eu costumo dizer que é uma entidade que me pega por trás, com força, e aí o negócio vai. Eu não faço nada. Depois eu deixo descansar um pouco e enxugo algumas coisas.</p>
<p>A Lucimar também me ajuda, dizendo o que acha das histórias. Mas eu sei quando eu devo ouvir ela e quando devo confiar no que escrevi.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2238/1767015837_6cd553371a.jpg" height="262" width="350" /></p>
<p><strong>Com relação ao uso de roteiros</strong></p>
<p>No começo eu não usava roteiros, tinha a idéia na cabeça e ia fazendo. Transubstanciação é assim e o Desgraçados é assim. Quando eu fiz <a href="http://www.tonto.com.br/mutarelli/lucimar.htm">Eu te Amo Lucimar</a> que é uma estória mais mais elaborada para se trabalhar, que tem flashbacks, foi a primeira vez que eu roteirizei. E isso para você quadrinizar é uma liberdade muito grande daí eu desenho como uma filmagem. Eu desenho fora de ordem porque eu tenho todo o roteiro pronto e todos os diálogos.</p>
<p>Isso era bom porque eu sempre começava desenhando pelas partes mais chatas e mais difíceis. Pois o problema é esse: eu escrevia um roteiro em quinze dias, um mês. Aí eu ia levar dez meses para desenhar isso. Então esse é um dos motivos que eu parei os quadrinhos. Me dizem que parei por causa de grana. Também foi por causa de grana. Em Brasília fui dar uma palestra como quadrinhista. Me pegaram num ônibus e pagaram um cachê horrível. Depois voltei lá como escritor. Apareceu uma van com ar condicionado e ganhei um baita cachê.</p>
<p>E eu sempre me depreciei. Eu sempre dizia que eu não era artista, mas que eu era um artesão. Na literatura é tudo diferente. As pessoas te tratam com admiração, respeitam o seu trabalho.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2300/1767864218_01ad91875a.jpg" height="270" width="360" /></p>
<p><strong>E os livros maiores? Queremos livros com 300 páginas!!</strong></p>
<p>Eu estou tentando fazer isso. Estou escrevendo mais devagar. Mas eu tenho um problema,  gosto do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo">minimalismo</a>. Eu gosto do contrário do que eu fazia nos quadrinhos, que era um excesso de informação e de detalhes. Eu gosto de construir com muito pouco.</p>
<p>Mas eu preciso fazer. Os editores estão pedindo. Eu tenho muito medo de acabar fazendo uma coisa chata. Se eu escrevo uma história assim em 100 páginas imagina o que eu vou fazer num de 300. Só se eu escrever uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cem_Anos_de_Solid%C3%A3o">saga de cinco gerações</a>. Mas eu estou mesmo a fim de fazer algo assim. Eu estou tentando! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>E eu escrevo uma palavra por linha, daí fica mais fácil. E agora eu estou escrevendo mais certinho e a coisa não rende <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />   Mas eu estou fazendo um livro assim, normal, cinza. Você olha e não é só o cantinho escrito.</p>
<p>O livro do Serial Killer vai ser bem detalhista assim, eu prometo! <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2054/1768098752_06a6c58f1c.jpg" title="Lourenço Autografando" alt="Lourenço Autografando" height="329" width="439" /></p>
<p><strong>E a experiência de escrever um blog em Nova York?</strong></p>
<p><a href="http://blogdolourencomutarelli.blogspot.com/">O blog</a> me salvou. Tem uma coisa que eu não podia botar no blog. Depois de quinze dias por lá eu entrei em uma depressão violenta. Eu comecei a ficar muito mal e senti que eu ia desandar. Eu sabia que eu tinha que levar pouco <a href="http://www.psicosite.com.br/far/ans/lorax.htm">remédio</a> por causa da alfândega, mas daí eu fiz um truque. Coloquei mais duas cartelas dentro da caixinha. Eu comecei a desandar lá e em um momento eu estava muito ruim e daí eu juro que foi o blog que me salvou.</p>
<p>Mas eu não consegui manter o blog aqui. Era muito bom para mim entrar ali e ver que aquelas pessoas estavam lá me acompanhando. Quando eu voltei para SP, na minha solidão,  na minha casa. Daí era uma coisa diferente. Eu tenho muita coisa para fazer e daí não dava mais tempo. Lá foi muito bom poder falar, dividir. Foi muito terapêutico.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2036/1768101470_bb6d680d9f.jpg" title="Autógrafo do Lourenço no meu livro O Natimorto" alt="Autógrafo do Lourenço no meu livro O Natimorto" height="500" width="375" /></p>
<p><strong>E a sua relação com os computadores?</strong></p>
<p>Eu jogo paciência e escrevo. Eu detesto Internet e emails. Não consigo, ler ou responder um email. Eu não leio email. Quem faz isso para mim é a Lucimar. Faço tudo no rastro da Lucimar.</p>
<p>O primeiro computador que eu tive foi um Apple, que eu ganhei e era usado. E daí eu entendi porque o símbolo era uma <a href="http://prensadigital.com.br/pd1/wp-content/uploads/2007/04/apple-logo.jpg">maçã</a>. Porque aquilo é uma tentação, um lugar só para você fazer besteira, jogar paciência e perder tempo com a pornografia na Internet.</p>
<p>Agora, o computador para escrever é ótimo. Eu não conseguiria escrever sem um computador. Antigamente, quando eu tentava escrever não funcionava. Eu não conseguia tabular, ficava tudo torto. A linha não acertava, você tacava branquinho. Eu nunca seria um escritor com máquina de escrever.</p>
<p>Eu tive um palmtop por uns dois anos e meio e era viciado. Fazia tudo nele. Por sorte ele pifou e daí eu voltei a usar caderno. E também porque eu já estava desandando, usando ele para filmar coisas na rua. Eu não presto para isso.</p>
<p>O computador, no meu jeito, só funciona para jogar paciência e escrever.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2218/1767846316_4695700e8a.jpg" title="Eu e o Lourenço" alt="Eu e o Lourenço" height="375" width="500" /></p>
<p><em>E no final da noite tiramos as tão conhecidas fotos, o Lourenço autografou vários livros e acabei indo <a href="http://www.babiloniaonline.com.br/">jantar</a> junto com ele, Xico e Mitie, donos da <a href="http://itiban.blogspot.com/">Itiban</a>. </em></p>
<p><em>Conversamos bastante e foi um noite agradabilíssima.</em></p>
<p><strong>Lourenço, gratidão!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bad Jack &#8211; Um Fanzine</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 02:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Stulzer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Além dos livros, sempre fui um apaixonado por quadrinhos, especialmente na minha adolescência. De 1984 até 1990 comprei todas as histórias em quadrinhos que saíram no Brasil. Todas! Comecei comprando os quadrinhos da Marvel e DC, mas logo enveredei pelos meios mais undergrounds; exatamente o ambiente em que os fanzines nasceram e se criaram. Eu [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/animal_01.jpg" title="Revista Animal 01" alt="Revista Animal 01" align="left" height="223" width="170" />Além dos <a href="http://stulzer.net/blog/category/livros/">livros</a>, sempre fui um apaixonado por quadrinhos, especialmente na minha adolescência. De 1984 até 1990 comprei todas as histórias em quadrinhos que saíram no Brasil. Todas!</p>
<p>Comecei comprando os quadrinhos da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel">Marvel</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DC_Comics">DC</a>, mas logo enveredei pelos meios mais <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contra-cultura">undergrounds</a>; exatamente o  ambiente em que os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fanzine">fanzines</a> nasceram e se criaram. Eu adorava a extinta <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/animal01.cfm">revista Animal</a> (um espécie de Heavy Metal brasileira), mas gostava mais ainda de um caderno central chamado MAU, que era uma espécie de fanzine.</p>
<p>Daí que um dia me deu um clique e resolvi fazer o meu próprio fanzine. Peguei o meu possante 386DX 40Mhz e o recém descoberto PageMaker e fiz o <em><strong>Bad Jack</strong></em>, um pequeno fanzine de 4 páginas em formato A5. O nome foi inspirado no whiskey <a href="http://www.jackdaniels.com">Jack Daniels</a>, que eu havia conhecido a pouco tempo.<span id="more-369"></span></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1392367611&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1245/1392367611_caadab78a5_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Capa" alt="Fanzine Bad Jack Capa" align="left" height="240" width="173" /></a>O original saiu de uma impressora matricial caseira; fui até uma fotocopiadora e fiz  50 cópias. Levei até a <a href="http://itiban.blogspot.com/">Itiban</a>, conhecida banca de quadrinhos importados aqui de Curitiba e deixei lá para distribuir. Era setembro de 1992.</p>
<p>Infelizmente o <em>Bad Jack</em> só durou um número. Provavelmente parei porque não tinha um contato com os leitores. Os <a href="http://stulzer.net/blog/category/blog">blogs</a>, hoje em dia, dão esta retro-alimentação que é tão importante para que uma pessoa continue a fazer o seu trabalho, publicando cada vez mais textos e opiniões e interagindo com seus leitores.</p>
<p>No Bad Jack falei sobre quatro assuntos que me interessavam<a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393260516&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1146/1393260516_cace0063c0_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 2" alt="Fanzine Bad Jack Página 2" align="right" height="240" width="171" /></a> na época: A história em quadrinhos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spawn">Spawn</a>, de Todd McFarlene, que acabara de ser lançado, do <a href="http://www.fantagraphics.com/artist/losbros/losbros.html">Love and Rockets</a> (outro quadrinho, que acredito ter uma forte influência do livro <a href="http://stulzer.net/blog/2007/08/25/os-30-melhores-livros-que-li-entre-2001-e-2007/">Cem Anos de Solidão</a>) e também da série de livros <a href="http://www.dunenovels.com/">Duna</a>. O quarto assunto acabei não falando nada, mas coloquei como ilustração de capa. Era um desenho intrigante de um cara parecendo estar crucificado, retirado de uma história do <a href="http://stulzer.net/blog/2007/10/27/lourenco-mutarelli-o-homem-e-o-ralo-que-cheira/">Lourenço Mutarelli</a>, que vai ser tema de um outro post. Só posso dizer que o cara é fantástico, no estilo ame-o ou o odeie.</p>
<p>Ainda tenho a edição original, que fotografei e pode ser acessado em alta resolução nos links das páginas mostradas neste post. Para que o texto seja indexado pelos mecanismos de busca reproduzo abaixo as matérias do <em>Love and Rockets</em> e da série <em>Duna</em>, que ainda me interessam muito.</p>
<p>O engraçado foi que coloquei uma área de créditos para quem havia trabalhado na elaboração do fanzine. Olhem só os meus &#8220;assistentes&#8221;: <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><strong>Editor in chief:</strong> Rodrigo</p>
<p><strong>Editor de Arte:</strong> Handy Scanner HS-3000 Plus</p>
<p><strong>Redator:</strong> Microsoft Word</p>
<p><strong>Diagramador:</strong> Aldus PageMaker 4.0</p>
<p><strong>Gerente de Produção:</strong> 386DX 40Mhz</p></blockquote>
<p>E aqui seguem as matérias que falei acima.</p>
<p><strong>Love And Rockets</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393261462&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1367/1393261462_7f1ccc27f0_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 3" alt="Fanzine Bad Jack Página 3" align="left" height="240" width="170" /></a>Já a algum tempo a editora Record tem trazido até nós a ótima <strong>Love and Rockets</strong>. Para quem conhece as histórias criadas pelos irmãos Hernandez a sigla <strong>L&amp;R</strong> já é uma alegria. Mas o que é este universo criado por dois chicanos que nasceram na Califórnia?</p>
<p>Se você pensou em incríveis heróis espaciais musculosos e lutas titânicas para salvar o planeta, está totalmente enganado. <em>L&amp;R</em>, <em>Locas</em>, <em>Crônicas de Palomar</em> e tudo que se refere a este maravilhoso universo conta tão e somente o cotidiano das pessoas. Isto mesmo, passeios de finais de semana na casa da amiga rica, bebedeira nas noites de sábado e ensaio da banda da Hopey. Os irmãos Hernandez conseguiram cativar os leitores para os seus contos, por mais normais que sejam eles. No início <em>L&amp;R</em> contava a vida de Maggie, uma mecânica de foguetes. A cada aventura ela estava em algum lugar do planeta para consertar foguetes. O cenário era um pouco futurista, mesclando carros voadores e calhambeques na maior naturalidade. Após algum tempo, os foguetes foram ficando para segundo plano e os Hernandez concentraram-se na vida de Maggie e suas Amigas.</p>
<p>L&amp;R é tudo isto e muito mais. Quando você estiver passando por uma banquinha e dar de cara com um exemplar de <em>Love and Rockets</em>, esprema os bolsos e compra esta maravilha, aposto que você não vai se arrepender.</p>
<p><strong>Duna</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1393262356&amp;size=o"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1158/1393262356_37c87cd28a_m.jpg" title="Fanzine Bad Jack Página 4" alt="Fanzine Bad Jack Página 4" align="left" height="240" width="171" /></a>Um Planeta onde a água vale tanto ou mais do que o ouro. Um Planeta onde os homens vagam pelo deserto com roupas que reciclam o próprio suor. Um Planeta que possui a especiaria mais valiosa do Universo. Um Planeta dominado por gigantescos Vermes de Areia. Um Planeta chamado Duna.</p>
<p>Em 1965, quando Frank Herbert publicou o primeiro livro da série Duna, perguntaram-lhe se estava criando uma nova religião. Alguns já definiram seu estilo de &#8220;ficção científica psicológica&#8221;, tão grande é a elaboração de seus personagens. Não existem grandiosas batalhas intergaláticas. No lugar delas temos os conflitos e as infindáveis tramas políticas pelo poder.</p>
<p>Uma irmandade de Bene Gesserit (espécie de freiras misturadas com bruxas) tentando criar o Salvador. Cada Bene Gesserit tem no seu interior a consciência de todas as suas antepassadas. É algo como saber o que seu bisavô pensou no dia 25 de agosto de 1846! Navegadores da Corporação (pilotos de gigantescas naves espaciais) viajando pelo hiper-espaço. Conseguindo fazer tais viagens através da ingestão de doses maciças de Melange. A Melange desperta o poder da presciência nas pessoas, mostrando-as pequenos flashes do futuro.</p>
<p>A família Atreides que foi agraciada (ou amaldiçoada) com o feudo de Arrakis (Duna). Os Harkonnen, eternos inimigos dos Atreides. Paul Atreides, um garato tornando-se homem. Um homem que poderá ser o Muad&#8217;Dib (o Salvador).</p>
<p>Todos estes personagens espalham-se por seis volumes e mais de 2.800 páginas contando a história de Paul Atreides e seus descendentes. Mais, acima de tudo, contando a história de Duna. Se você viu o filme, esqueça. Leia o livro.</p>
<p>E você, já fez algum fanzine na vida ou gosta de algum destes assuntos que tratei no <strong>Bad Jack</strong>? <img src='http://stulzer.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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