Limão ou limonada: O caso da TV quebrada

June 11, 2007 on 9:01 pm | In Cool, To Think | 2 Comments

Hoje fui levar a minha TV para arrumar; uma coisa que estava procrastinando a vários meses. Tudo bem, ter uma tv grande, de 29 polegadas até que é legal. Na verdade você só se toca disso depois que tira ela da sala e coloca uma substituta no lugar, de tamanho menor. Isso é válido também para câmeras digitais com displays enormes: você só se toca que eles são legais depois que volta a usar um minúsculo…

Pelo jeito cada polegada de uma TV de tubo de imagem corresponde a pelo menos um quilo, pois não entendo como aquele negócio pode ser tão pesado. Já deu para imaginar porque eu estava me enrolando para levar o trambolho para arrumar, certo? Falando nisso tenho que dizer que os produtos da Gradiente não são muito confiáveis mesmo. Já tive aparelhos de som que depois de um tempo começaram a pipocar, parando de funcionar e só retornando à vida depois de reinicializados. Também tive um computador MSX que quando esquentava só trabalhava bem com apertos constantes dos chips com os dedos. Além disso agora esta TV, que já foi para o conserto uma vez e agora teve que voltar. Ela, além das cores em tons lavados, começou a ficar muda de uma hora para outra. Então digo, caro leitor, evite comprar produtos da Gradiente. E olha que esta minha TV tem 10 anos de garantia. Eles nunca vão ter lucro com um produto com esta qualidade se tiverem que honrar com uma garantia por tanto tempo…

Mas agora é que vem a parte importante, não pare de ler ainda!! :-)

Cheguei à rua da assistência técnica e parei o carro a uns 50 metros do local. Tirei o trambolho do carro e tomei fôlego. Andei uns 10 metros e tive que parar, colocando o negócio no chão. Comecei a andar de novo e uma moça reforçada parou do meu lado e se prontificou a ajudar, já pegando do lado da TV. Eu, muito educado disse que não precisava. Ela, muito gentil, insistiu. Eu, educadíssimo, disse que era muito pesada, que não precisava. Ela, de qualquer jeito, já foi pegando e querendo levantar o seu lado da TV. Eu, vendo que já estava me tornando chato, falei que tudo bem e ela me ajudou a levar até a loja. Disse obrigado e ela foi embora. Nunca a tinha visto na vida.

Depois de falar do problema, passar RG, CPF, apresentar nota e tudo o mais, o atendente me liberou. Daqui a alguns dias vai ser o mesmo suplício: vou voltar lá e carregar aqueles 29 quilos de volta ao carro. Urgh! :-(

Saí da loja e voltei pela rua. Passei pela moça mas ela não me viu; fumava um cigarro na porta da loja em que trabalhava. Andei até a esquina tentando achar alguma lanchonete. Nada. Olhei para o outro lado da rua e vi uma banquinha de revistas. Fui até lá, comprei um sonho de valsa por R$0,60 e voltei até a loja. Entrei e me dirigi ao balcão. Quando a moça me viu estendi o braço, mostrando o sonho de valsa para ela, dizendo que aquilo era para ela recobrar as energias por ter me ajudado. Ela disse que não precisava mas ficou com um baita sorriso no rosto, pela grata surpresa.

Isso me lembrou um post sobre uma situação parecida, que meu amigo Aurélio viveu estes dias atrás. Pelo jeito a vida neste mundo maluco ainda tem jeito.

Moral da história: a Gradiente perdeu mais um cliente mas pelo menos duas pessoas sairam felizes desta história. Tenho certeza que ganhamos o dia. :-)

Como ficar calmo jogando no computador

June 6, 2007 on 10:42 am | In Cool, Entretenimento, Produtividade | 2 Comments

A alguns anos atrás um colega de trabalho, o gwm, me enviou o link de um jogo que parecia muito interessante, o tranquility. Tentei instalar mas o meu notebook na época não conseguia gerenciar o nível de gráficos exigidos pelo sistema.

Duas semanas atrás por alguma razão do destino que nem lembro mais, acessei o site de novo e baixei o programa. Com a evolução dos computadores, mesmo um notebook meio antigo como o que estou agora funcionou direitinho com o jogo.

O jogo tem por objetivo alcançar uma estrela girando que se situa em algum lugar do espaço à sua volta. Você olha o universo em perspectiva e a única coisa que consegue fazer é pular, seja no chão ou nas bases coloridas que se situam ao longo espaço. Normalmente as estrelas ficam em algum lugar do espaço e você tem que pular de base a base ganhando altura até chegar perto da estrela e tocá-la. Parece fácil, mas na verdade o jogo precisa de paciência e tranqüilidade para que você consiga se movimentar por ele. Movimentos bruscos e velocidade não combinam com o jogo. O negócio é mover levemente o mouse, pular lentamente de base em base e usá-las para se impulsionar e chegar mais alto no jogo.

O jogo básico pode ser baixado no site acima e possui vários níveis de testes, dando as dicas básicas de como funciona o universo do tranquility. Existe também um nível que é liberado todo dia para usar sem precisar pagar. Se você realmente viciar no jogo pode comprar um acesso à rede deles por US$6 por uma assinatura lifetime. Barbada para quem gostar mesmo.

O tranquility lembrou alguns joguinhos do meu tempo de MSX e ZX Spectrum, onde o que contava era a inteligência, e não os gráficos bonitos. Tinha um jogo onde você deveria conduzir uma esfera por vários lugares, usando a gravidade para atingir espaços mais altos e objetos distantes. Não lembro o nome do jogo, mas era todo em wireframe, tosco para os jogos da época, mas muuuito bom.

Powered by WordPress with Pool theme design by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds. Valid XHTML and CSS. ^Top^