Os Primórdios do Conectiva Linux

O post anterior, sobre Stallman e meu cachorro, teve um grande sucesso entre os leitores. Então resolvi resgatar esta história que contei para a revista ComCiência, em junho de 2004. Note que algumas coisas estão datadas para a época em que o artigo foi originalmente publicado…

Os Primórdios do Conectiva Linux

A Conectiva teve quase 10 anos de estrada [antes de ser vendida para a Mandrake] e mais de 16 distribuições lançadas no mercado nacional e internacional. Fundada em 28 de agosto de 1995, a empresa se dedicava a desenvolver e comercializar o Linux, tendo um reconhecimento mundial pela sua competência técnica. De fato a Conectiva é parte da história do Linux no Brasil e no mundo.O contexto da época da fundação da empresa era o início da Internet comercial no Brasil. Milhares de pessoas queriam acessar a famosa rede mundial de computadores, mas ainda não existia infra-estrutura de provedores de acesso. As empresas que proviam acesso eram poucas, cobravam caro e a maioria das soluções eram proprietárias. E foi exatamente nesse mercado que começamos a atuar, instalando e configurando provedores; primeiro regionalmente e em seguida pelo Brasil afora. É assim que começa a história da Conectiva Linux.

Antiga Sede da Conectiva no Parolin - Curitiba

Em 1996, o negócio de montar provedores de acesso para terceiros estava indo muito bem. Tínhamos clientes por diversas partes do Brasil e os discos rígidos contendo o Linux instalado e configurado eram enviados para todos os lugares.Já nos primeiros meses que estávamos instalando servidores, o Arnaldo [Carvalho de Melo, sócio da Conectiva] falava em termos a nossa própria distribuição. A motivação principal era economizar tempo em instalar e configurar um provedor de acesso. Da maneira que estávamos fazendo demorava muito tempo, pois tínhamos que personalizar o sistema todas as vezes que o instalávamos. As distribuições que utilizávamos (primeiro a Slackware e depois a Red Hat), não nos atendiam plenamente. O problema é que diversos recursos adicionais que precisávamos não estavam incorporados ao sistema e tudo era feito “na mão”, todas as vezes que um novo provedor precisava ser instalado. O Arnaldo começou a manter um repositório de pacotes e dessa maneira a tarefa de instalar um novo sistema começou a ficar mais fácil.

A idéia de fazermos a nossa própria distribuição evoluiu. Uma noite tivemos a nossa reunião semanal na sede da Conectiva e nos foi apresentado um orçamento para a confecção de mil CDs, com manual e embalagem. Discutimos por algum tempo vendo se o investimento seria recompensado. Vender mil cópias de um sistema operacional totalmente desconhecido, em 1997, não seria um trabalho fácil. Foi quando alguém chegou à brilhante conclusão que se vendêssemos 200 cópias os custos seriam cobertos. Não demorou nem cinco minutos para chegarmos ao consenso de que 200 cópias seria um objetivo fácil de se alcançar.

Baseamos nossa primeira distribuição na americana Red Hat. O sistema de gerenciamento de pacotes era muito bom. Economizávamos um tempo considerável ao instalar um novo provedor ou desenvolver soluções customizadas gerais para os primeiros clientes fora do eixo de provedores de acesso.

Conectiva Red Hat Linux Parolin 1.0

Como o sistema era livre, pegamos todos os [códigos] fontes da Red Hat e começamos a adaptá-los para as nossas necessidades. Em seguida internacionalizamos os pacotes de instalação e incluímos suporte às placas de rede mais utilizadas no Brasil. Incluímos a versão do KDE [uma das interfaces gráficas do Linux] no sistema e tínhamos um Linux adaptado ao nosso país.

Para dar uma força maior na distribuição nos aliamos à Red Hat, que já era muito conhecida na época. Entramos em contato com eles e fechamos um acordo de utilização do nome Red Hat como parte do nosso produto. Em setembro de 1997 lançamos o Conectiva Red Hat Linux, codinome Parolin (CRHL).

O Parolin era o nome do bairro em que a sede da Conectiva estava naquele momento. Uma casa confortável em que, de vez em quando, vacas e cavalos passavam com seus donos na mão. A área não era rural, mas ainda conseguimos ter por um tempo essa visão que só uma cidade do interior poderia nos proporcionar, a menos de 10 minutos do centro de Curitiba.

A sede do Parolin foi um grande avanço para a empresa. Até esse momento, somente os sócios fundadores trabalhavam executando serviços técnicos. A única pessoa de fora era uma secretária, que hoje é casada com Rik Van Riel, um dos kernel hackers responsáveis pela área de memória do kernel Linux.

A partir do Parolin começamos a contratar alguns funcionários e estagiários para ajudar a montar provedores e dar suporte para toda a malha de servidores Linux instalados. Nessa época a internet já era usada extensivamente na Conectiva. Por ela recebíamos pedidos de suporte de clientes, trocávamos informações entre todos na empresa e até já nos enviavam currículos via email.

Em um determinado dia foi recebido um currículo de um rapaz de 14 anos que trabalhava no primeiro provedor de acesso de Curitiba. Ele atendia pelo apelido de Dumped e dizia estar interessando em trabalhar na Conectiva. O menino acabou sendo contratado; seu nome era Marcelo Tosatti e hoje ele é o mantenedor da série estável do kernel Linux.

A primeira sede da empresa tinha como endereço a casa dos pais de um dos sócios e o fax ficava em outro endereço, mais precisamente no meu quarto. A próxima sede era uma sala com não mais que 30 metros quadrados perto do centro de Curitiba.

As vendas do CRHL começaram pequenas, mas constantes. A política era simples. Vendia-se direto para o usuário final e para receber preço de revenda era necessário comprar 10 unidades. Foi feito também um comércio eletrônico via internet e, a cada pedido processado, um email era enviado para os sócios da empresa. A cada email de venda recebido a alegria era total, pois não eram muitas pessoas que conheciam o Linux naquele tempo.

No início da empresa uma política de trabalhar junto com universidades e outras instituições de ensino foi implementada. Para receber uma caixa sem nenhum custo a universidade só precisava mandar um ofício assinado pelo responsável da área de informática. Em poucos dias ele teria a sua cópia do CRHL. Isso ajudou a proliferar o Linux no meio acadêmico, junto com outras iniciativas individuais de vários estudantes que já conheciam o sistema.

As vendas da primeira versão do Linux da Conectiva tiveram uma virada espetacular quando a análise do produto saiu na revista Info Exame. Foi uma página inteira dedicada ao produto, com um desenho do Tux, símbolo do Linux, na parte central. A partir daquele momento as vendas cresceram rapidamente e a tiragem de mil exemplares se esgotou.

A decisão tinha que ser tomada, e as opções eram reimprimir o Parolin ou fazer uma nova versão do nosso sistema. A Fenasoft de 1998 estava chegando e achamos que seria melhor ter um sistema atualizado do que reimprimir a versão do Parolin. Foi assim que foi lançada a segunda versão de nossa distribuição, o Conectiva Red Hat Linux, versão Marumbi.

O nome Marumbi foi dado pelo Arnaldo. Marumbi é um conjunto de montanhas na Serra do Mar, perto de Curitiba. Alguns meses antes de dar-se início ao desenvolvimento da nova versão havíamos escalado o Marumbi. Provavelmente foi isso que o inspirou a dar o nome da versão.O estande da Conectiva na Fenasoft de 1998 era muito pequeno, mas não deixava nada a desejar em relação a qualquer outro grande expositor. O espaço estava sempre cheio de curiosos e simpatizantes do Linux, querendo saber mais sobre o sistema e comprando a nova versão. Naquela época recebi um email de um colega de São Paulo. Ele dizia que “havíamos descoberto uma mina de ouro ou estávamos enganando muita gente”, tamanho era o interesse das pessoas e a lotação do estande, que era minúsculo.

A partir da terceira versão, o nome Red Hat foi deixado de lado e o sistema passou a ser conhecido somente como Conectiva Linux, agora na sua versão Guarani. Com um manual de mais de 800 páginas e diversos recursos melhorados, o Guarani foi, na época, a versão em que mais foram gastas horas de desenvolvimento do sistema. Nessa época, o time de desenvolvimento já estava bem entrosado e cuidava somente do desenvolvimento da distribuição, não se envolvendo mais com atendimentos para os provedores de acesso.

Até essa época todas as versões eram acompanhadas de seus respectivos codinomes (Parolin, Marumbi, Guarani). Notou-se que isso retirava a identidade do produto, pois o sistema estava sendo chamado de diversos nomes e o mais importante (Conectiva Linux) nem sempre era a primeira coisa que o usuário lembrava. Por causa disso a quarta versão do sistema, apesar de ter um nome interno, Ipanema, foi lançado no mercado somente com Conectiva Linux 4.0.Essa confusão de nomes ficou explícita com o Guarani. O seu nome oficial era Conectiva Linux 3.0 Guarani. Em listas de discussão chegou-se a ver diversos disparates. Chamavam o sistema de Linux Guarani, Red Hat Guarani e Guarani. O nome que realmente importava (Conectiva) não era mencionado pela totalidade das pessoas. Ora, se o nome de uma empresa não é lembrado, o que será do seu futuro? Foi essa a principal razão para abandonarmos os codinomes e adotarmos somente os números. A Conectiva não estava inovando, mas sim usando uma prática de mercado, já consagrada por diversas empresas, nomeando o produto de uma maneira que o consumidor ajudasse a também fazer a propaganda do mesmo.

Programação visual

A programação visual do Conectiva Linux 4.0 é uma história à parte. A agência de publicidade que atendia a Conectiva havia feito duas ou três propostas para a caixa do produto; nenhuma estava do nosso agrado. Precisávamos de alguma coisa mais forte, de mais identidade com o cliente e a empresa. O problema era que os prazos (sempre os prazos) estavam apertados e não havia mais tempo para escolher. Numa manhã chegou o novo estudo da caixa. Era uma proposta em que a caixa era toda negra, com inscrições em binário e detalhes em prata. Olhamos por vários minutos, discutimos um pouco e acabamos concordando que, apesar de não ser a ideal, aquela proposta poderia nos atender.

Conectiva Linux 4.0

O design da caixa foi muito elogiado pelos usuários. Ela era toda preta e tinha o número da versão apresentada sob a forma de notação binária. Até hoje se ouve pessoas falando dele e de que esta havia sido a melhor versão desenvolvida pela Conectiva. É interessante, pois não houve mudanças tão significativas no produto. O perfil típico da pessoa que comprava o Conectiva Linux na época ainda era o de aficionados por informática e tecnologia. A caixa, totalmente preta e com seu número de versão escrito em binário acabou criando uma aura especial e de mistério. O ano era 1999, e o filme Matrix estourava nas bilheterias do mundo inteiro.

Depois vieram as versões 5 (fevereiro de 2000), 6 (novembro de 2000), 7 (julho de 2001), 8 (abril de 2002) e 9 (abril de 2004), mas essa é uma história para contarmos em um próximo capítulo.E se você achou esta história interessante e gostaria de saber mais, escreva nos comentários!! 🙂

This entry was posted in Conectiva, Tecnologia. Bookmark the permalink.

64 Responses to Os Primórdios do Conectiva Linux

  1. Leonardo Saraiva says:

    Realmente, interessante sabermos de detalhes de uma empresa paranaense, ainda mais uma tão próxima de nós. (:

  2. Rafael Silva says:

    Muito bom saber as origens das coisas 🙂

    Eu usei o Conectiva 4.0 e depois pulei para o 7.0 (em 2000 e 2001), quando trabalhava em um provedor em Brasília. Foi uma época bem legal, principalmente porque foi meu primeiro contato com Linux.

    Abração

  3. Realmente bem motivador o texto.

    Eu tive todas as distribuições citadas acima, confesso que aprendi Linux usando o Conectiva.

    Eles sempre vinham na Revista do Linux, e eu comprei quase todas as edições dessa revista.

    Detalhe é que o único software de caixa que eu já comprei até hoje, foi o conectiva linux 5.0, na caixa preta, lindão. Eu me lembro que tinha a versão light, que vinha com 1 cd duplo, e tinha uma versão maior caixotão, nossa era massa.

    Nossa, excelentes tempos, me fez voltar a excelentes épocas da minha vida na informática.

    Novamente, parabéns pelo texto.

    Abraços !

  4. Retificando, a preta era a 4.0 mesmo 🙂

  5. Diogo Gullit says:

    Nossa! Não sou usuário de Linux ( nem de computador se quer hehe… ) dessa época, mas a leitura dessa história se tornava mais excitante a cada parágrafo lido!
    OBS: Conheci seu blog através do post sobre o Stallman no Br-linux e gostei muito, já foi adicionado aos favoritos! Parabéns!

  6. Olá Rodrigo!

    Muito legal o texto. Tenho absoluta certeza que tem muita gente que sente saudades desta época. Eu sou um deles 🙂

    É inegável a importância da Conectiva na divulgação do Linux no Brasil. Dificilmente nosso país terá uma empresa de tecnologia com tamanha visibilidade. As mentes brilhantes estão em extinção.

    Estou aguardando mais histórias.

    Abraços

  7. Terramel says:

    Excelente blog, excelentes posts… Já havia lido essa história há muito tempo atrás… Provavelmente em outro site, mas ela é uma história muito legal e sempre bom de ler de novo ;D

    É uma pena que a Conectiva tenha acabado ;/ Estou escrevendo este post pelo Conectiva 10 que ainda mantenho instalado em meu K6-III 😀

    Abraços

    do Terrinha

  8. Frederico says:

    Que massa, o primeiro Linux que eu instalei foi o Cnc 3. Até hoje tenho ele guardado aqui ahah :). Depois o 4.. 5.. comecei a trabalhar com linux… lista linux-br … irc..

  9. Ademar says:

    Hehe, bom lembrar essas histórias.

    Tenho até hoje a caixa do CRHL Parolin aqui em casa. Foi o primeiro linux que instalei no meu micro, justamente após descobri-lo no review da InfoExame (já havia tido contato com Linux mas nem sabia onde conseguir um… em 1997/8 não era comum ter acesso a Internet).

    Eu cheguei a visitar a sede da empresa no Parolin no final de 1998, quando fui fazer uma entrevista de estágio com o Arnaldo. Eu era recém chegado em Curitiba e acabei recusando a proposta pois consegui uma bolsa na UFPR. Ingressei como estagiário em 2001, quando já estava no 3o ano do curso e continuo na empresa até hoje.

    É uma pena que as coisas não deram certo pra Conectiva original. Hoje somos parte da Mandriva, mas tenho certeza que essa história continua viva na memória de todos que passaram por lá.

    Abraços,
    – Ademar

  10. Rafael Fontenelle says:

    Eu estava com um 486 DX2, muito pouca capacidade de HD, quando me lembro do meu irmão brincando um tal de Conectiva. Eu, pequeno irmão mais novo e chato (querendo jogar no DOS, lógico), perguntei o que era aquilo. “Linux”, ele respondeu. =)

    Gostei muito de ler sobre a hsitória do Conectiva. Por favor, continue contando-nos a história!

    ps.: Vacas e cavalos? hehe. Legal.

    Abraços,

    Rafael

  11. Pingback: Um pedacinho da história da Conectiva « Terramel

  12. É muito bom ler sobre a saudosa Conectiva e todas essas histórias (imagino que daria até um livro). A conectiva fez parte do meu trabalho durante muitos anos, e até hoje tenho essa caixinha preta do Conectiva 4 que comprei com tanto orgulho. Aqui no Ceará só se falava em Conectiva na época, ninguém nem ousava falar em outra distribuição, exceto um ou outro “herege” que citava um troço chamado Slackware 🙂

    Continue escrevendo e Parabéns pelo blog!

  13. Marcelo Duarte says:

    Realmente bons tempos, comecei com o Conectiva Guarani, em uma viagem de ferias a Jataí-GO, vi a revista na banca e me ineteressei muito por linux depois disso, que pena que a conectiva se foi, depois da venda, a distribuição perdeu sua identidade, virando apenas o antigo Mandrake.
    Parabéns pelo site

  14. Tango says:

    More! More! Moooooore!!!

  15. Doni says:

    Lembro com carinho das minhas madrugadas explorando o Linux, lá por 2002… Mas nem estou comentando para falar do assunto do post, é mais para dizer mesmo que cheguei aqui pelo link no Megalópolis e que gostei muito do blog, já estou assinando o feed.

  16. Walter Cruz says:

    De fato, creio que os codinomes da versão de certa forma atrapalharam. Explico: Meu primeiro Linux foi o Conectiva Guarani. Mas, umas semanas depois, um amigo meu chegou com a ‘nova versão’.. o Marumbi 😀

    Sim, eu fiz o downgrade. O Conectiva foi meu Linux padrão até o 7.0, e nunca tive problemas com ele, antes do apt eu resolvia as dependências dos rpm quase que de cor. Bons tempos! Bom texto!

  17. Pingback: Os primórdios do Conectiva Linux

  18. Marcus gonçalves says:

    Pena a conectiva ter acabado. Mandriva não é conectiva. Depois do kurumim foi a distro de verdade que eu utilizei. Comecei com a 9 (que era muito confusa, mas me entendi bem com ela) depois veio a 10 que eu gostei muito e até comprei a caixa da versão proficional. Boa distro. Espero que no proximo artigo vc não se esqueça de comentar como foi o everaldo (dos icones cristal) integrou à conectiva, já que ela foi a primeira a ter estes ícones por padrão.

    abraço

  19. Roger Lovato says:

    Creio que antes de vcs terem montado definitivamente a Conectiva, acho que foram vcs que montaram a Supernet (acho que era esse o nome), perto da Champagnat. Bem, só sei que a Conectiva já existia e eu cheguei a realizar manutenção nesse servidor através do Paulo (?) (o sobrenome é ucraniano e nem lembro) que havia saído e fundou a ISTM do Brasil. Afe! Quanto tempo! 🙂

  20. Fui um dos que adquiriu uma caixinha do Marumbi. Ja havia me aventurado com o RedHat e o Slackware, mas foi graças às dicas presentes no manual impresso que vinha naquela caixa que eu realmente passei a entender o GNU/Linux.

    Na época o meu relacionamento com o Marumbi rendeu um Trabalho de Conclusão de Curso (na minha graduação em Ciência da Computação), que foi um comparativo entre o WinNT e o GNU/Linux, e também foi um dos primeiros passos na minha história de mais de 10 anos como usuário desse maravilhoso S.O.

  21. Flávio Ribeiro says:

    Estou ao aguardo do final dessa história! 🙂

  22. ezequiel says:

    Realmente essa história da Conectiva é demais, estou aguardando o próximo capítulo.

  23. Sensacional saber mais da história por trás da Conectiva.

    Aliás, estes seus posts sobre os bastidores do software livre no Brasil estão sensacionais!

    Particularmente comecei no Marumbi e fui até o CL 5.0, mas na minha opinião a melhor versão foi o Guarani. 🙂

    Bons tempos… bons tempos…

    []’s

  24. JPayne says:

    Conectiva… que saudades !!!
    meu primeiro contato com linux foi o conectiva linux marumbi que adquiri através de uma revista Geek. Em 98 eu só havia conhecido o win95 e win98 e qdo me deparei com o linux e todo aquele ritual para instalar e fazer funcionar, confesso que foi um pouco traumático. Qdo consegui fazer subir o modo gráfico, dava pulos de alegria, e tudo que consegui foi rodar um joguinho chamado kill bill (ou algo do tipo). Depois desisti. Fui ter contato novamente com linux no final 2001 (se nao me engano) quando fazia estagio na Prodam e iríamos implantar o primeiro Telecento (cidade tiradentes). Nessa época estávamos instalando o conectiva 6 e testando o 7. Foi fantástico ver a evolução do sistema em 4 anos. Realmente uma época mágica. Depois usei o conectiva 8 em casa, o 9 (que não me agradou – achava ele muito pesado) e o 10 que pra mim só não foi perfeito por ser a última versão. Tirando isso era perfeito… o tema de ícones, o painel do Webmin, o visual como um todo e depois do Update1 o Sistema estava redondo !!!
    Realmente, a Conectiva teve muita influência em tudo que sei sobre linux hoje !!!
    Muito Legal seu Blog Stulzer !!!!
    Parabéns
    João Paulo

  25. Paulo Santos says:

    Pedi o CL 4.0 no Natal daquele ano 🙂 Aprendi muita coisa nos livros de instalação e usuário. Comecei usando o 3.0 que acompanhava uma revista CD Expert.

  26. ricardos says:

    O Conectiva 9.0 foi o primeiro Linux q usei. Me lembro q foi uma sensação incrivel quando ele tava dando boot pela primeira vez, e era lindo, todo azul, e depois usei o 10.0 que eu mal pude esperar para obte-lo. Lamentei o fim da Conectiva, até onde eu sei, a única distro realmente brasileira, com repositórios d pacotes próprios, equipe de desenvolvimento…

    Gostei de conhecer um pouco da história de vcs.

  27. AlphaZine says:

    Muito bom o post. Essa história rende um livro. 🙂

  28. Alguém says:

    Poxa, excelente post. Muito legal a história da Conectiva. Nunca usei ele mas o seu post conseguiu contar a história de uma maneira bem legal. Deu até vontade de usar ela =P. Pena que não exista mais :´-(. Fiquei ansioso pra ver a continuação dessa história.
    Parabéns pelo post !

    Ps recursivo: Gostei tb do seu post antigo sobre o Stallman. Pense num cara de difícil convivência =P. Pode ter certeza que quando eu o ver por aí, eu não vou convidá-lo pra se hospedar em minha casa. Moro em Fortaleza e aqui faz um calor pra dedéu, imagina um homi desse passando 5 dias sem tomar um banho. Ninguém merece :-D. Virei fã desse seu blog. Valeu ;-D

  29. Danuve says:

    🙂 eu comecei a usar linux por que meu hd queimou usei o kurumim 4, depois fiz um curso de certificaçao em cima do Conectiva 10 nuss muito bom
    tenho as apostilas até hoje, depois que a conectiva se uniu a mandrake eu usei ainda o Mandriva, Bons tempos de Conectiva onde aprendi muito coisa sobre linux e hoje sou Usuario de Debian amo o Debian, apesar de trabalhar com OpenSuse e Ubuntu em uma ONG
    mas tenho muito a agradecer a Conectiva muito mesmo
    porque foi com ele que eu realmente aprendi a filosifia do linux =D linux sempre 🙂
    Debian Rules 😛

  30. Maykon says:

    Cara muito legal seu post…
    O Conectiva Linux foi a segunda distro que eu conheci, usei ela na faculdade e em casa..
    Espero novos pots..
    t++

  31. Esdras says:

    Comecei a usar Linux com o CRHL Marumbi, que veio na revista Geek. Pra instalar, usei um tutorial que a Info Exame havia publicado meses antes.

    Como havia um medo tremendo de danificar o HD, instalei num Compaq antigo, um Pentium 100 com HD de 840MB, usando FIPS (até hoje nunca pirateei o Partition Magic pra esse fim 🙂 ). Foi a maior alegria do mundo jogar Doom e ver o Netscape horroroso no FVWM95, e rodar o KDE 1.0…

    Hoje em dia, muitos anos e distribuições depois, uso Arch Linux. E nem lembro mais o que é montar e desmontar um CD-ROM…

  32. Muito bom lembrar desta época.
    Final de 98 eu trabalhava em uma empresa em que o bd era Paradox rodando em Win NT 4.0. A própria Paradox recomendou o Linux como SO para melhorar o desempenho do sistema (tive um ganho de mais de 400% com o mm hardware).
    Entrei em contato com a Conectiva e fui na própria empresa comprar minha caixa (na casa do Parolin). Conheci parte da equipe e recebi a caixa do próprio Arnaldo (!!!). Lembro de na época ficar meu atordoado com o pedido deles pra gente fazer copias do sistema pra distribuir pra outras pessoas…
    Acabei usando o Conectiva até a versão 10, tendo em minha prateleira várias ‘caixinhas’ (Guarani, 4, 5, 6 e 8).

  33. Xtian Xultz says:

    Eu me lembro a primeira vez que fui na Conectiva, no Parolin. A casa era muito bonita, mas não tinha nenhuma plaquinha na frente dizendo que era a Conectiva ou qualquer outra coisa que denotasse a empresa. Passei algumas vezes na frente, até que chamei no interfone, e era meio constrangedor perguntar “Aqui é a Conectiva?”. Fui lá algumas vezes, para comprar CDs, eles sempre vendiam CD-Rs de outras distros também, eu sempre comprava do Slackware, porque a conexão era discada, e baixar uma distro pelo modem era coisa prá doido…

  34. Caio César says:

    Sabe o que mais me faz lembrar do Conectiva Linux?

    Um dos anúncios, facilmente encontrados em revistas INFO Exame antigas.

    Ele é fácil de reconhecer, tem um AfterStep lindo, todo escuro. Até hoje eu quero aquele screenshot.

    O Conectiva definitivamente fez história. Não comecei com ele, mas fiz uso do produto.

    Tenho os discos do Conectiva Linux Server 1.0 originais guardados. 🙂

  35. Ricardo Muratt says:

    Bem, se fosse so no brasil que o Conectiva teve sucesso.. olhem, eu escrevo de portugal, usei o conectiva 7.0 e o 10 ainda hoje tenho as revistas da “PC Master” onde vinha o Conectiva 7.0!
    para nao falar do manual e das mailing lists q resolvem qq problema! Sinceramente fiquei triste kndo a Conectiva passou a pertencer a mandrake soft pois penso que era uma marca historica do nosso pais irmao!

  36. RJP says:

    Eu comecei no Linux no Conectiva RH Linux 2.0, o Marumbi. Ainda tenho a caixa guardada em algum canto, mas no momento não sei onde está (mudança), e foi um presente dos meus pais… Rodei muito código em Fortran 77 (tese de mestrado) na Conectiva 2 e 3… Muito bom saber dessas histórias! Se puder contar mais, seria ótimo.

    Ah, e a história do MSX no meio do CPD de vocês? O Rafael Rigues me contou essa. Aliás, eu tenho amigos que passaram pela Conectiva, como o André Ruiz, o Rigues (supracitado), o Fábio Ricardo Schmidlin (acertei?) e o Alexandre Antoniutti. Seria interessante contar mais histórias.

  37. r o d says:

    MEU PRIMEIRO CONTATO COM O LINUX FOI COM O CONECTIVA GUARANI, ATRAVÉS DA REVISTA GEEK (SAUDOSA REVISTA E DISTRIBUIÇÃO), NO ANO DE 1999. UM AMIGO TINHA FALADO DE UM SISTEMA REVOLUCIONÁRIO QUE ERA MELHOR QUE O WINDOWS 98 E ME, E QUE EM BREVE ESTARIA TOTALMENTE EM PORTUGUÊS, POIS EU TINHA UM CELERON 266 COM 64MB E QUERIA VER + DESEMPENHO. ENTÃO FIZ A INSTALAÇÃO DO CONECTIVA GUARANI E PIREI NO KDE, AINDA MAIS NO LINUXCONF. DAÍ EM ABRIL DE 2000 FUI PRA CURITIBA, FAZER UM INTENSIVÃO NA ELABORATA INFORMATICA, MANHA E TARDE ESTUDANDO O LINUX, DESDE O BÁSICO ATÉ O AVANÇADO. DEPOIS TRABALHEI NUM PROVEDOR DA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU, E HOJE USO A DISTRIBUIÇÃO SUSE, POIS O CONECTIVA PURO JÁ EXISTE. MAS AINDA TEMOS SERVIDORES RODANDO O CONECTIVA 9. VALEU GALERA QUE FEZ A HISTÓRIA DO LINUX NO BRASIL, HOJE MEU DESKTOP NA EMPRESA E EM CASA RODA LINUX. THANKS!

  38. r o d says:

    AH, ATÉ HOJE USO MEU MOUSEPAD DO CONECTIVA 4.0, SERÁ Q TEM + PESSOAS QUE UTILIZAM?

  39. Anderson says:

    Essa deu saudade! A primeira caixinha de software que comprei foi da Conectiva!

  40. Renato Tambellini says:

    O Conectiva 4.0 foi o meu primeiro Linux de verdade, ganhei a distribuição em um curso que fiz no Senac.

    Foi a versão mais bem feita de todas que conheci, depois a qualidade foi decaindo e quando estava na versão 7.0 mudei para Slackware e depois para FreeBSD.

    Tenho saudades daquela época 🙂

  41. sysdebug says:

    Eu queria ver o modo gráfico! Nunca tinha visto. Comprei a caixa do Conectiva Guarani de um amigo meu, já usada. Levei para casa correndo e fui instalar em meu computador, isso em agosto de 1998. Paguei R$30,00 para ele. Chegando em casa, coloco o CDROM no drive, inicializo o computador e começo a instalar o Linux pela primeira vez. Porém, na hora de detectar o modo gráfico o instalador falha e eu acabo ficando apenas com o modo texto. Minha placa de vídeo era uma trident com uns 2MB. Algumas semanas depois eu troquei por uma de 4MB e rodou! Eu falei: “Nossa, que animal!!!”. E assim começou essa minha história com Linux e software livre. Era o início do início. Eu não sabia ainda mexer em arquivos de configurações. Stulzer, hoje estudo C++ em um livro seu do Stroustrup! Valeu amigo e sucesso! abraço!

  42. Luciano says:

    Eu usei o Marumbi eu comprava resvista cuja distribuições vinham gratuítas e passava muito tempo explorando as destribuições o 9 ja estava show de bola com visual bem chamativo.

  43. Marcio says:

    Cara ouvir esta história foi muito legal, me fez lembrar do meu primeiro contato com Linux. Acreditem ou não foi no balcão de uma lanchonete.
    Um cara que tinha comprado um livro de informatica e tinha um cd do Guarani nele.
    Fiquei tão curioso que comprei ele do cara.
    Depois disso, horas e horas tentando descobrir como particionar meu HD, horas e horas fudendo com o Windows ( era muito Newba na época).
    Cara foi paixão a primeira vista.
    Conectiva foi minha distribuição predileta por muito tempo. Depois vieram outras RED HAT, Slack, FEDORA, DEBIAn e ai vai…
    Valeu por compartilhar a história.

  44. Pingback: Another Geek Blog » Blog Archive » Semana 28 Março 2008

  45. Bzo says:

    Qual brasileiro que mexe com informática não usou conectiva ? 🙂
    Qual foi que vinha no livro? foi essa que eu comprei e o meu primeiro contato com o sistema, era muito legal.

  46. conect says:

    Muito boa a história da Conectiva. O conectiva linux 5.0 foi meu primeiro linux, e o descobri depois de ver uma propaganda na info com um screenshot espetacular (Wmaker) e desconhecido. Foi então que adquiri o produto pra ver o que era aquilo. E confesso, a instalação era bastante polida e funcional e os ambientes de trabalho bem configurados. Lembro-me do kde 1.1.2 e do gnome 1.0.2 da época, todos bastante funcionais e é claro, do windowmaker com o seu conceito baseado no nextstep era realmente fantástico.

    Só acho uma pena que a união com a mandrake tenha tirado a identidade do conectiva e hoje não uso sistemas baseados na solução mandriva.

  47. Há uns 4 anos que tento conhecer Linux. Instalei umas três vezes o Conectiva Linux 8 na minha máquina: k6-2 500mhz. Para isso usei um segundo hd. Mas a máquina é antiga, não consigo instalar o Open Office, não consegui acessar a internet. Ou seja, não consigo fazer nada.

  48. Kadu says:

    Caramba, to velho, eu ainda tenho minha caixinha do Parolin aqui :D, até a Quatro ponto zero tenho todas, devidamente compradas, e até sou certificado dos cursos de Guarani… vixi 😀

    Saudades dessa época.

  49. Angelo says:

    Eu gostaria de saber se eu posso colocar este texto na integra em meu site no qual eu escrevo sobre a história do computador…….

  50. Luciano says:

    cara, demais essa história! também achei hilária a do richard stallman. ele se acha demais, por isso que ninguém leva ele a sério, coitado.
    mas enfim.. eu já usei o parolin, me lembro desde o início dessa história toda, de como o parolin as vezes parecia redhat porque vocês não substituíram tudo nele. mas era divertido, bons tempos.
    essa história foi nostalgia total..

  51. Luciano says:

    ps: poe o texto do maddog hall logo!

  52. Adriano R. Balani says:

    Cara, muito legal a historia, fiquei muito triste com a venda da Conectiva, pois foi a primeira distro que usei e fiz cursos Conectiva Pro, quando foi lançado a versão 10 fiquei maravilhado, e depois veio a decepção da venda e a fusão Conectiva/Mandrake = Mandriva, porem, não gostei dessa distro acabaram com a filosofia que havia no Conectiva, isso ao meu ponto de vista.
    Mais mesmo assim Parabens pela iniciativa de vocês, porque se a Conectiva não tivesse existido acho que eu não teria conhecido o Linux, obrigado a vocês.

  53. jhonatam says:

    Bom dia gostaria de saber se é viavel dar continuidade ao conectiva 10 tipo compilando um kernel atual usando pacotes de aplicativos novos alguem tem alugma opiniao quanto a isso?

  54. Rodrigo says:

    Olá, gostei muito de ler sobre a Conectiva. Meu primeiro contato com o Linux foi a versão 7.0 do Conectiva. Saudades. Valeu!!!

  55. Rogerio says:

    Legal saber das origens. Eu estagiava em uma empresa com o ambiente de servidores UNIX. Então eu apresentei o Conectiva 3. Meu gerente perguntou se eu conseguiria instalar e configurar o compartilhamento de impressora. Ele ficou maravilhado quando viu tudo funcionando. Na versão 4, meus colegas e eu conseguimos montar uma rede para jogar FreeCiv. Muita saudade da época Conectiva.

  56. Nossa!!! Rodrigo, tu me fez lembrar de muita coisa agora… Quase chorei quando vi a caixa do CRHL que eu fiz (bem tosca por sinal) nos primórdios da Conectiva, usando o GIMP se não me engano… Foram bons tempos aqueles… e participar da evolução da empresa foi deveras importante pra todos aqueles malucos que trabalhavam lá!
    Lembro até hoje do dia que o Arnaldo e o Big Dog chegaram para instalar o provedor que eu trabalhava “lá em Pato Branco”… e depois quando vim morar em Curitiba e fui um dos primeiros funcionários da Conectiva.
    Muitas histórias pra contar… daria uma coleção de livros!
    Saudade de tudo e de todos! Parabéns pelo Blog, cheguei aqui por muito acaso…
    Abraço!

  57. Pingback: Minha trajetória usando Linux « Weblog do Zoltral

  58. oblador says:

    mt legal,
    o Conectiva 4.0 foi a primeira distribuição Linux que usei.
    na época fiz meu pai gastar uns 300 reais comprando um modem US Robotics.

    hj to usando o Mandriva 2010 e sinto como se fosse o tataraneto do Conectiva 4.

    Vlw, gostei da história de vcs!!!

  59. Albino says:

    Muito interessante a história do Conectiva.
    Ainda não tive oportunidade utilizar esta distribuição.

    []’s

  60. Fernando says:

    Cheguei a usar o Conectiva 7, 8, e 9. Aí, decidiram migrar os servidores para o Debian.
    Será que ainda encontro o Conectiva pra baixar, só pra matar a saudade? 🙂

  61. Elias Amaral says:

    Muito legal!

    Comecei a usar linux com o Conectiva 9. Não tinha driver para o meu winmodem, portanto não consegui acessar a internet. Mas era lindo! O KDE com Konqueror, tudo, tudo..

    Eu comprei uma revista do linux, eu acho, que vinha com o conectiva. Ou foi uma geek? Não sei ao certo.

    Só quando chegou velox aqui é que eu fui conseguir entrar na internet com linux. Mas aí eu estava usando o debian-br-cdd.

    Esse post me fui útil para eu saber que comecei a usar linux em 2004. ^_^

  62. André William says:

    Conectiva 10 foi o meio primeiro contato com um sistema linux… e foi por meio do Pc para todos.

    foi um referencial para mim que hoje prefiro utilizar alguma distro linux que usar janelas ou maçãs…

    a historia de você é uma ótima historia à se contar.

  63. Sigmar Carvalho says:

    Vc relatou muito bem a história da Conectiva.
    Comecei a usar as distribuições na versão 6, mas foi na versão 7 q uso até hoje pois ela me facilita muito com a implementação default do linuxconf para instalação de impressoras via modo texto e em pequenas maquinas tipo “sucata” Pentium 100 16mb que normalmente estariam no lixo.
    A venda da Conectiva foi um duro golpe para o desenvolvimento do linux no Brasil!
    Me add no hotmail para trocarmos umas idéias sobre linux!
    Abraço!

  64. Renato says:

    Meu primeiro contato com Linux foi a Conectiva. Como não sabia nem por onde começar, comprei uma caixa com o CD da distribuição por causa do suporte técnico, que era tão ruim (infelizmente) que não me ajudou em nada. Depois disso nunca mais paguei por nada ligado ao Linux e aprendi tudo na mão mesmo, googleando pela vida.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *